IG – Curitiba (carne de onça)

IG – Curitiba

A origem da Carne de Onça remonta à década de 1940, com popularização a partir dos anos 50. Hoje, é servido em praticamente todos os bares de Curitiba e é procurado por visitantes de todo o Brasil.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação.22 de janeiro de 2025


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Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produtora
Terra Indígena Serra do Sol
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

Há algumas teorias em relação à origem do nome “carne de onça”. Para alguns, a origem estaria no hálito forte – o “bafo de onça” – deixado pela carne crua ricamente temperada; para outros, o consumo da carne in natura estaria próximo aos hábitos alimentares da onça. A origem da “carne de onça” remonta à década de 1940, com popularização a partir dos anos 1950 e, atualmente, é servido todos os dias em praticamente todos os bares de Curitiba e procurado por visitantes de todo o Brasil.

O ritual de serviço feito em alguns bares também ajuda na fama do prato. O garçom mistura a carne e os temperos na frente do cliente, na própria mesa.

O nome curioso do prato teria origem na década de 1940, nos bastidores do Britânia, time de futebol da cidade. Insatisfeito com uma refeição, um dos jogadores soltou a piada: “essa carne é tão bruta que nem onça come”. Desde então, o nome pegou e se tornou marca registrada da iguaria.

Em setembro de 2016 foi publicada a Lei municipal nº 14.928, que declarou a carne de onça Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial da Cidade de Curitiba, o que reforça a importância do produto para a identidade gastronômica e cultural de Curitiba e ajuda a consolidar o reconhecimento do município como produtor de carne de onça.

O produto chamado carne de onça é um prato típico da culinária curitibana, cujo nome possui versões diferentes para sua origem: e nenhuma delas tem relação com o uso da carne do felino. Trata-se, na verdade, de uma iguaria cuja base é a broa de centeio, item relacionado à colonização alemã da região no final do século XIX. A fatia da broa de centeio é coberta com carne moída bovina fresca, servida com cebola branca e cebolinha verde picadas, com temperos, azeite extra virgem, sal e pimenta a gosto.

Estão previstas no Caderno de Especificações Técnicas da Indicação de Procedência apenas três opções de preparo e modo de servir:
1.ª opção: colocação da carne sobre a fatia de broa coberta com cebola branca e cebolinha verde, regada com azeite e temperada toda a parte superior com sal e pimenta.
2.ª opção: preparação da carne misturada ao azeite, ao sal e à pimenta, apenas no momento de servir sobre a fatia de broa, para não interferir na coloração da carne. Incluída a cobertura com cebola branca e cebolinha verde e regada com azeite.
3.ª opção: preparação da carne misturada ao azeite, ao sal e à pimenta, apenas no momento de servir sobre a fatia de broa, para não interferir na coloração da carne. Os demais ingredientes, cebola branca, cebolinha verde e azeite, são disponibilizados separados para o cliente montar a seu gosto.

Nas três opções de preparo o acompanhamento é opcional, sendo admitidos apenas azeite de oliva extra virgem, mostarda escura, mostarda amarela e molho de pimenta.

Com o objetivo de destacar e valorizar ainda mais o prato, é realizado na cidade, desde 2014, o Festival de Carne de Onça, com a participação de diversos bares e restaurantes: estima-se que mais de 190 estabelecimentos já tenham participado do evento, que, em 2023, estava em sua sétima edição. O Festival também apresenta impacto positivo na economia local, uma vez que, além de impulsionar o turismo, promove a agricultura regional com a demanda por ingredientes frescos e produtos locais para a preparação do prato.

Associação dos Amigos da Onça – AAONÇA
Endereço: Rua André Zanetti, 199, Bairro Vista Alegre | Cidade: Curitiba/PR | CEP: 80810-280
E-mail:curitibahonesta@gmail.com

Dados Técnicos

Número: BR402023000018-1
Indicação Geográfica: Curitiba
UF: Roraima
Requerente: Associação dos Amigos da Onça – AAONÇA
Produto: Carne de onça
Data do Registro: 20/05/2025
Delimitação: Município de Curitiba, no estado do Paraná.

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IG – Paranacity

IG – Paranacity

O produto de Paranacity é o urucum das variedades Piave e Piave Anão, tendo como característica principal o alto teor de bixina (acima de 5%), resultante do processo de colheita feita com umidade controlada, com os frutos granados, e secagem realizada pelo período aproximado de vinte dias, a contar da data de colheita.

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Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produtora
Terra Indígena Serra do Sol
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

O urucum (Bixa orellana L.) é fruto do urucuzeiro, uma planta nativa da América tropical. O fruto é símbolo notável da região de Paranacity, cuja origem remonta ao desbravamento da área relativamente recente, em 1949, como distrito administrativo do município de Nova Esperança. Em 1954, devido ao comércio ativo e a boa qualidade das terras que geraram propriedades rurais, Paranacity foi elevada à categoria de município, desmembrando-se de Nova Esperança. Um ano após, foi a vez do município de Cruzeiro do Sul se desmembrar de Nova Esperança. Os atuais municípios são limítrofes e complementares, havendo produtores de urucum que possuem propriedades comuns aos dois municípios paranaenses, demonstrando a relação do produto com a origem geográfica.

Os documentos apresentados pela Associação dos Produtores de Urucum de Paranacity também estabelecem a associação e a identidade comum dos municípios envolvidos na delimitação como origem do urucum conhecido pelo nome geográfico Paranacity. A pequena região que iniciou sua produção há menos de meio século se tornou o maior produtor de urucum da região sul do país. Com o fomento à produção, o urucum de Paranacity ganhou notoriedade em toda a região por conta de suas qualidades, a ponto da semente plantada nas terras de Paranacity, ainda na década de 80 serem tratadas como “o ouro vermelho”.

O urucum é símbolo notável da região de Paranacity, cuja origem remonta ao desbravamento da área relativamente recente, em 1949, como Distrito Administrativo do município de Nova Esperança. Em 1954, devido ao comércio ativo e a boa qualidade das terras que geraram propriedades rurais, Paranacity foi elevada à categoria de município, desmembrando-se de Nova Esperança. Um ano após foi a vez do município de Cruzeiro do Sul se desmembrar de Nova Esperança. Os atuais municípios são limítrofes e complementares, havendo produtores de urucum que possuem propriedades comuns aos dois municípios demonstrando a relação do produto com a origem geográfica.

O urucum (Bixa orellana L.) é o fruto do urucuzeiro, planta nativa da América tropical. É uma planta muito útil, historicamente utilizada pelos indígenas para pintar a pele com fins ornamentais e também como repelente de mosquitos. A palavra urucum tem origem da linguagem Tupi-Guarani e significa “vermelho”.

A sua importância econômica é atrelada ao teor de bixina, resina vermelha, substância corante que cobre suas sementes. O produto de Paranacity é o Urucum das variedades Piave e Piave Anão, tendo como característica principal o alto teor de bixina (acima de 5%), resultante do processo de colheita feita com umidade controlada, com os frutos granados, e secagem realizada pelo período aproximado de 20 (vinte) dias, a contar da data de colheita.

Atualmente o urucum, também chamado de colorau, quando está no formato de semente moída, é conhecido pelo uso na indústria de como corante nas indústrias têxtil e química. Já nas indústrias de alimentos e farmacêutica é utilizado também com ação cicatrizante, antioxidante e anti-inflamatória, além de ser ingrediente de bronzeadores solares. Seu uso tem sido impulsionado em tais indústrias, como alternativa a utilização de corantes sintéticos devido a sua alta flexibilidade de aplicação e estabilidade.

A produção de urucum para fins comerciais iniciou-se em 1981 com apenas um produtor tendo atualmente atingido cerca de 950 hectares cultivados por produtores de pequeno porte. A pequena região que iniciou sua produção há menos de meio século e se tornou o maior produtor de urucum da região sul do país. Com o fomento à produção, o urucum de Paranacity ganhou notoriedade em toda a região por conta de suas qualidades, a ponto da semente plantada nas terras de Paranacity ainda na década de 80 serem tratadas como “O ouro vermelho”.

Associação dos Produtores de Urucum de Paranacity – APRUCITY
Endereço: Sítio São Pedro, Estrada Bartelli | Cidade: Paranacity/PR | CEP: 87660-000
E-mail: lary@vivasolucoesbr.com

Dados Técnicos

Número: BR402023000013-0
Indicação Geográfica: Paranacity
UF: Paraná
Requerente: Associação dos Produtores de Urucum de Paranacity – APRUCITY
Produto: Urucum
Data do Registro: 06/05/2025
Delimitação: Municípios de Paranacity e Cruzeiro do Sul, no Estado do Paraná.

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IG – Alegria

IG – Alegria

Embora não existam informações quanto ao ano de fundação da Alegria, há relatos de sua origem remontar aos tempos iniciais da colonização na região de Ipu.

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Cerâmica da Alegria
Cerâmica da Alegria
Cerâmica da Alegria
Cerâmica da Alegria
Cerâmica da Alegria
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

A Cerâmica da Alegria é um trabalho artesanal que carrega tradição, beleza e história em cada peça. Foi iniciada a muitos anos e passada de geração de para geração, onde ficou mais conhecida com as louceiras, que eram talentosas artesãs apaixonadas pela arte do barro, essa cerâmica nasceu do desejo de transformar elementos simples da natureza em obras únicas e cheias de vida que representam a cultura do interior.

Com mãos habilidosas e um olhar sensível, as louceiras iniciaram seu ofício há décadas, transmitindo não só suas técnicas, mas também a alegria em criar. Hoje, a Cerâmica da Alegria é reconhecida pela sua qualidade, cores vibrantes e formas que encantam, mantendo viva a essência do feito à mão e o legado de seus antepassados.

A Comunidade Alegria tem origem que remonta aos tempos iniciais da colonização na região de Ipu. Desde então, Alegria já se destacava pela produção de cerâmica, com fins de atendimento às demandas comerciais ou para fabricação de utensílios domésticos, tanto às casas-grandes como para residências de menor poder aquisitivo.

A técnica local de produção das peças de cerâmica é remanescente da tradição indígena Tabajara. Os Tabajaras, habitantes originários da região, já trabalhavam o barro antes de os europeus aportarem em terras brasileiras. Inicialmente, a cerâmica produzida por eles visava à confecção de urnas para enterrar seus mortos e conservar as cinzas de seus familiares. Com o tempo e o processo de colonização, outras demandas surgiram e as peças de cerâmica passaram a ser construídas para outros fins, como armazenamento de água potável e produção de utensílios domésticos, entre outros usos.

Boa parte da técnica tradicional perdura até os dias atuais: as mulheres levantam as peças usando o cordel, que é o modo mais rudimentar de todos. Aos homens é destinada a tarefa de ir colher o barro nas minas de argila e de fazer a queima no forno. Atualmente os itens são produzidos de acordo com as demandas dos clientes, e podem variar entre panelas, bandejas, jarras, artefatos usados para decoração de casas e vias públicas, entre outros. Os produtos são comercializados por várias partes do Brasil.

As peças, com o passar do tempo, foram sendo trabalhadas com detalhes mais inovadores, renovadas nas pinturas, no bordar das peças e na variedade de artefatos realizados. Mas, apesar da introdução de novas técnicas e inovações decorativas, a maioria das atuais ceramistas, conhecidas como oleiras, aprenderam a arte de moldar a cerâmica com as artesãs mais velhas, de geração anterior.

A peças de cerâmica de Alegria são provenientes de matéria-prima composta de:

Argila: são utilizados dois tipos de barro, o barro vermelho e o barro roxo). O barro vermelho é mais fino e mais ligado, enquanto o barro roxo é mais grosso e mais solto. A extração do barro deve ocorrer na área de abrangência da IP “Alegria”.
Areia: deve ser peneirada e utilizada apenas a parte fina;
Água: toda a água deve ser proveniente de fonte potável;
Madeira: a madeira utilizada no processo de queima das peças de cerâmica deverá ter procedência de fontes renováveis e/ou do reaproveitamento;
Tintas: as tintas utilizadas podem ser tintas óleo, látex e outros tipos de tintas para decoração.

Os produtos autorizados para a IP “Alegria” são: panelas, jarros, travessas, moringas, rosas decorativas; tigelas; luminárias; pratos; cofres; xícaras; bules; canecas; cano de chaminé, potes, cuscuzeira, bacia (taxa, alguidar e torrador); cestas

O processo de produção é manual em todas as fases, caracterizando assim o produto como artesanal, com beleza, durabilidade e resistência diferenciadas.

As artesãs se esmeram para construir peças e artefatos belos, resistentes a altas temperaturas, e que preservem características dos descendentes dos povos originários do Brasil, potencializando sobre essas obras um valor não apenas econômico, mas de toda uma tradição que remonta aos séculos XVII e XVIII. O trabalho realizado coletivamente pelas ceramistas levou à fundação de uma Associação no ano de 1997, envolvidas no beneficiamento do barro e na produção e comercialização das peças de cerâmicas de Alegria.

De vastas águas e terras em abundância, de onde as oleiras retiram seu sustento na feitura de cerâmica, Alegria tem se tornado exportadora da cultura do barro e se destacado pelo seu potencial produtivo na região e em todo o Brasil.

Associação dos Artesãos da Alegria – ADADAI
Endereço: Fazenda Alegria, s/n, Zona Rural | Cidade: Alegria/CE | CEP: 62250-000
Telefone: (88) 99975-3892 | E-mail: ceramicadaalegria@gmail.com

Dados Técnicos

Número: BR402023000012-2
Indicação Geográfica: Alegria
UF: Ceará
Requerente: Associação dos Artesãos da Alegria – ADADA
Produto: Peças de cerâmica
Data do Registro: 24/04/2025
Delimitação: Comunidade da Alegria, localizada na área rural do município de Ipu, no Estado do Ceará.

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IG – Inhamuns

IG – Inhamuns

O mel de aroeira dos Inhamuns é produzido no período de estiagem, quando há escassez de flores disponíveis para que as abelhas se alimentem e possam produzir seu mel.

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Mel de Inhamuns
Mel de Inhamuns
Mel de Inhamuns
Mel de Inhamuns
Mel de Inhamuns
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

Historicamente, o trabalho com o mel na região data, pelo menos, da década de 1980. No entanto, há relatos que apontam para a produção anteriormente a esse período, na época “que não tinha açúcar” e o mel de abelha era o adoçante que dispunham os sertanejos dos Inhamuns. A partir do início do século XXI, mais precisamente do ano de 2001, o trabalho com as abelhas africanizadas foi estabelecido como uma atividade econômica fundamental para toda a região. A apicultura, que já existia desde a segunda metade do século XX, trazia em seu bojo o avanço que viria a se desdobrar nos anos 2000, por meio de investimentos em programas que alavancaram a produção de mel.

As características edafoclimáticas da região possibilitam a existência de uma capacidade bastante interessante para produzir o sustento de várias famílias ligadas à atividade da apicultura, e fortalece uma cadeia produtiva que movimenta a região como um todo.

Mel produzido exclusivamente por abelhas africanizadas (Apis mellífera L.), a partir da aroeira (Myracrodruon urundeuva Allemão) e de honeydew/melato eliminado por insetos (psilídeos). O mel de aroeira dos Inhamuns é produzido no período de estiagem, quando há escassez de flores disponíveis para que as abelhas se alimentem e possam produzir seu mel.

Como a estiagem não afeta a florada da árvore de aroeira, nesse período, suas flores permanecem disponíveis às abelhas, o que permite a produção de um mel monofloral mais puro, com maior consistência quando comparada com demais floradas, e coloração âmbar mais escurecida, com elevados níveis de compostos fenólicos, sendo um mel que não cristaliza.

Nos Inhamuns, são poucas as opções de atividades produtivas rentáveis no meio rural, devido às limitações inerentes à região, em especial a escassez de água. A produção de mel na região ganha, assim, destaque. Nesse mesmo sentido, tem-se que em 2019, o Ceará atingiu 16,99% da produção de mel de todo o país, sendo grande parte dessa produção originária da referida região.

Esse desenvolvimento estimulou a expansão da comercialização do produto, não apenas localmente, mas nas regiões do entorno, em vários estados do Brasil e no mundo. No mercado nacional, as Regiões Sul e Sudeste são os principais destinos da comercialização do mel, além de abastecer o comércio local. Internacionalmente, a venda para o mercado europeu é a mais frequente, com exportações para países como Suécia, Alemanha e França.

Associação Apicultores do Mel de Aroeira dos Inhamuns – APIMAI
Endereço: Fazenda Olho D’Aguinha, Vila de Vera Cruz | Cidade: Tauá/CE | CEP: 63660-000
Telefone: (88) 9921-5873 | E-mail: pauloabelhas@yahoo.com.br

Dados Técnicos

Número: BR402023000006-8
Indicação Geográfica: Inhamuns
UF: Ceará
Requerente: Associação Apicultores do Mel de Aroeira dos Inhamuns – APIMAI
Produto: Mel de aroeira
Data do Registro: 11/03/2025
Delimitação: Os limites políticos dos municípios de Aiuaba, Arneiroz, Parambu, Quiterianópolis e Tauá, no Estado do Ceará.

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IG – Sul de Minas

IG – Sul de Minas

A produção dos vinhos de inverno do Sul de Minas marca o surgimento recente de uma nova zona vitivinícola no Brasil. Localizada em área intertropical e centrada no bioma Cerrado, a produção adapta-se à condição sazonal do clima, marcado por verões chuvosos e invernos secos.

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Plantação de Uva
Plantação de Uva
Plantação de Uva
Plantação de Uva
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

Localizada na zona intertropical e centrada no bioma Cerrado, a produção adapta-se à condição sazonal do clima, marcado por verões chuvosos e invernos secos. Com técnicas desenvolvidas e adaptadas para a referida região, a colheita é programada para o período de temperaturas mais baixas, coincidente com o período de estiagem, proporcionando uvas de excelente qualidade.

A produção das uvas é conduzida, sobretudo, pelo método de inversão do ciclo da videira, conhecido como “dupla poda”, que se mostra extremamente eficiente no Sul de Minas para cultivares de Vitis vinifera tintas e brancas. Essa técnica consiste na realização de duas podas, uma no mês de agosto, e outra no mês de janeiro, permitindo que o desenvolvimento e maturação da uva ocorram durante o outono/inverno, período mais favorável à obtenção de colheitas com índices satisfatórios de qualidade e sanidade.

Assim, expande-se a exploração de vinhedos mais produtivos e com reconhecida boa qualidade, que têm surpreendido consumidores e especialistas pela qualidade e o potencial reconhecido em diversos concursos internacionais da área enológica.

A área geográfica delimitada da Indicação Geográfica (Indicação de Procedência) VINHOS DE INVERNO SUL DE MINAS (I.P. Vinhos de Inverno Sul de Minas) localiza-se no Estado de Minas Gerais. É constituída por um território com altitude igual ou superior a 800 m formando uma área descontínua de 4239,6 km2, cuja descrição dos limites se restringe às áreas dos seguintes municípios: São João da Mata, Cordislândia, São Gonçalo do Sapucaí, Três Corações, Três Pontas, Campos Gerais, Boa Esperança, Bom Sucesso, Ibituruna e Ijaci.

O microclima do Sul de Minas, com invernos secos e ensolarados e altitudes superiores a 800 metros, aliado à técnica da dupla poda, permite a produção de vinhos de excelência, já premiados nacional e internacionalmente.

São autorizadas e indicadas para os vinhos da I.P. Vinhos de Inverno Sul de Minas, exclusivamente variedades de Vitis vinifera L. produzidas exclusivamente na área geográfica delimitada, de acordo com a relação abaixo:
Cultivares para vinho tinto e rosado: Syrah, Merlot, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Marselan, Tempranillo, Petit Verdot, Pinot noir e Grenache;
Cultivares para vinho branco: Sauvignon Blanc, Viognier, Marsanne e Chardonnay.

São protegidos pela I.P. Vinhos de Inverno Sul de Minas os seguintes produtos vitivinícolas:
Vinho Nobre Tinto Seco;
Vinho Fino Tinto Seco;
Vinho Fino Branco Seco;
Vinho Fino Rosado Seco.

A produção de uvas da I.P. Vinhos de Inverno Sul de Minas é conduzida em regime de dupla poda, em ciclo invertido, para colheita no período de inverno.

A produtividade por hectare deverá estar em equilíbrio para preservar a qualidade da uva e dos vinhos. No sistema em espaldeira, a produtividade máxima será de até 10 toneladas por hectare (t/ha) para uvas destinadas à elaboração de vinhos tintos, de vinhos brancos e de vinhos rosados. O eventual excedente de produtividade por hectare em determinado ano, em relação ao limite máximo acima estabelecido, não será autorizado para a elaboração de vinhos protegidos pela I.P. Vinhos de Inverno Sul de Minas.

Os padrões de qualidade mínimos das uvas autorizadas para vinificação são de 20° Brix para uvas brancas e de 22° Brix para uvas tintas. Para os vinhos rosados o padrão de qualidade mínimo das uvas será de 20° Brix. É vedada a correção dos mostos visando alterações no teor alcoólico dos vinhos.

A notoriedade da região na produção de vinhos pode ser demonstrada também a partir das premiações recebidas: a Edição 2017 do Decanter World Wine Awards, por exemplo, premiou vinhos de Minas Gerais com medalhas de prata e bronze. Também foram vinhos do Sul de Minas que conquistaram o primeiro lugar na Vini Bra Expo 2017 e do Brazil Wine Challenge 2018. Essas premiações não apenas estimulam a produção e outras atividades relativas ao vinho do Sul de Minas, mas também são acompanhadas pelo crescimento do reconhecimento da região e, assim, da procura pelo vinho mineiro. Via de consequência, as exportações de vinhos da região aumentaram substancialmente, bem como o reconhecimento da mesma no mapa de produção vinícola nacional.

Núcleo Regional dos Produtores de Vinho de Inverno do Sul de Minas – NRPROVIN-SM
Endereço: Fazenda São José, s/n, Zona Rural | Cidade: São Gonçalo do Sapucaí/MG | CEP: 37490-000
Telefone: (31) 99296-1177 | E-mail: mcassimiro.alves@gmail.com

Dados Técnicos

Número: BR402023000001-7
Indicação Geográfica: Sul de Minas
UF: Minas Gerais
Requerente: Núcleo Regional dos Produtores de Vinho de Inverno do Sul de Minas – NRPROVIN-SM
Produto: Vinhos de inverno elaborados a partir de uvas Vitis vinifera L
Data do Registro: 11/02/2025
Delimitação: A área geográfica delimitada da Indicação Geográfica (Indicação de Procedência) VINHOS DE INVERNO SUL DE MINAS (I.P. Vinhos de Inverno Sul de Minas) localiza-se no Estado de Minas Gerais. É constituída por um território com altitude igual ou superior a 800 m formando uma área descontínua de 4239,6 km2, cuja descrição dos limites se restringe às áreas dos seguintes municípios: São João da Mata, Cordislândia, São Gonçalo do Sapucaí, Três Corações, Três Pontas, Campos Gerais, Boa Esperança, Bom Sucesso, Ibituruna e Ijaci.

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IG – Região de Machadinho

IG – Região de Machadinho

Colonos italianos, procedentes da região serrana do Rio Grande do Sul, desenvolveram a atividade extrativista da erva-mate na região de Machadinho desde a segunda década do século XX.

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Frutificação da Erva-mate
Erva-mate Cultivar Cambona 4
Brotações de Erva-mate Cultivar Cambona 4
Sistema Agroflorestal de Erva-Mate Cambona 4
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

A Região de Machadinho é um espaço territorial localizado na região Nordeste do estado do Rio Grande do Sul, numa área de transição geográfica entre o Planalto Médio, o Alto Uruguai Gaúcho e os Campos de Cima da Serra. No passado foi batizada de “Região das Matas”, inspirada numa extensa cortina com floresta de araucária e rico sub-bosque de erva-mate, separando-se da “Região dos Campos” pela sua origem natural, ainda em tempos primitivos.

A colonização desse território pelos imigrantes italianos procedentes da Serra Gaúcha, na segunda década do século XX, está atrelada à existência, à extração, à industrialização e à comercialização da erva-mate, produto pioneiro de valor mercadológico também chamado de “ouro verde” pelos colonizadores.

A descoberta da cultivar Cambona 4 no final do século XX, reafirmou a tradição e a notoriedade ervateira da região. Em 2014 a Cambona 4 foi registrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), sendo a primeira cultivar de erva-mate do RS e a segunda do Brasil a obter o referido registro.

A erva-mate é um símbolo, uma vocação e uma identidade regional, além de ser um importante produto econômico desde os primórdios da colonização. A atividade ervateira se consolidou no cruzar das gerações formando na Região de Machadinho um ambiente com notoriedade e tradição na produção de mate.

A Região de Machadinho é um espaço territorial localizado na região Nordeste do estado do Rio Grande do Sul, numa área de transição geográfica entre o Planalto Médio, o Alto Uruguai Gaúcho e os Campos de Cima da Serra.

A área delimitada compreende uma área contínua de 2.716,86 km² e abrange os municípios gaúchos de Barracão, Cacique Doble, Machadinho, Maximiliano de Almeida, Paim Filho, Sananduva, Santo Expedito do Sul, São João da Urtiga, São José do Ouro e Tupanci do Sul. Limita-se ao Sul com os municípios de Lagoa Vermelha e Ibiaçá, ao Leste com o rio Bernardo José, ao Oeste com o rio Apuaê e ao Norte com as águas do épico rio Uruguai, Lago da Usina Hidrelétrica Machadinho.

Os produtos elaborados “Chimarrão, Tereré e Chá Mate Tostado” da Indicação Geográfica Erva-mate “Região de Machadinho” possuem em sua composição um percentual mínimo de 50% da matéria-prima oriunda da cultivar Cambona 4, fabricados pelos métodos “industrial convencional” e “artesanal barbaquá”.

A Cambona 4 é uma cultivar de erva-mate de alta produtividade e de sabor suave, desenvolvida especialmente para blends (Mistura). Foi descoberta pelo produtor Teodoro Mendes da Fonseca (Seu Dorinho) e elevada ao status de cultivar pelo trabalho de instituições como a Apromate, a Camol, a Emater/RS-Ascar, a Embrapa Florestas e a Universidade Regional Integrada (URI-Erechim).

A interação das condições ambientais locais, do saber fazer popular do produtor e da ciência agronômica permitiu o desenvolvimento de um produto único e diferenciado com origem exclusiva na Região de Machadinho. A tradição ervateira secular e a aplicação das Boas Práticas Agrícolas (BPA) e das Boas Práticas de Fabricação (BPF) colaboram para a segurança e a melhor qualidade dos produtos disponibilizados aos consumidores.

Importante fonte de renda para as famílias produtoras de erva-mate na Região de Machadinho a atividade ervateira tem cumprido papel de destaque na comunidade com valorização social, cultural, histórica, simbólica, turística, ambiental e econômica. Além de símbolo e identidade fomenta a realização de eventos, divulga a dá notoriedade além fronteiras a todo o território geográfico.

Premiações do Projeto Cambona 4 Conquistadas pela Região de Machadinho:
1)Prêmio Futuro da Terra, Expointer (1999);
2)Prêmio Brasil de Meio Ambiente (2007);
3)Prêmio de Responsabilidade Social e Ambiental da Câmara Americana (2008);
4)“Prêmio LIF” Liberdade, Igualdade, Fraternidade de Responsabilidade Social Câmara França/Brasil (2008);
5)Prêmio Brasil Ambiental (2008);
6)Prêmio Expressão da Ecologia – Categoria Manejo Florestal (2009);
7)Prêmio Fundação do Banco do Brasil de Tecnologia Social (2013);
8)Tecnologia de Baixo Carbono – Projeto Rural Sustentável – Sistema Agroflorestal de Erva-Mate Cambona 4 – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Governo do Reino Unido (DEFRA) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) (2016); e
9) Prêmio Big Push para a Sustentabilidade no Brasil, na Categoria Agricultura & Florestas. CEPAL/ONU (2020).

Associação dos Produtores de Erva Mate de Machadinho
Endereço: R. Nossa Senhora da Salete, n. 304, Bairro Santa | Cidade: Machadinho/RS | CEP: 99880-000
Telefone: (54) 996441604 | E-mail: srfelizari@gmail.com

Dados Técnicos

Número: BR402023000004-1
Indicação Geográfica: Região de Machadinho
UF: Rio Grande do Sul
Requerente: Associação dos Produtores de Erva Mate de Machadinho
Produto: Erva-mate
Data do Registro: 04/02/2025
Delimitação: A delimitação da área geográfica é constituída pelos limites político-administrativos dos municípios que a compõem, incluindo integralmente os municípios de: Barracão, Cacique Doble, Machadinho, Maximiliano de Almeida, Paim Filho, Sananduva, Santo Expedito do Sul, São João da Urtiga, São José do Ouro e Tupanci do Sul, no Estado do Rio Grande do Sul.

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IG – Prudentópolis

IG – Prudentópolis

Fabricado artesanalmente, o embutido Cracóvia é um produto típico da cidade paranaense Prudentópolis, conhecida pela maior comunidade ucraniana do Brasil.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação.22 de maio de 2025


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Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produtora
Terra Indígena Serra do Sol
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

Conta-se que uma família de descendentes de ucranianos, dona de um açougue da região, produziu um embutido diferente e pediu a opinião de um cliente polonês, que achou que o produto precisava de um nome que chamasse a atenção. O embutido foi, então, batizado em homenagem à cidade polonesa de Krakóvia, com o intuito de aguçar a curiosidade sobre o produto feito por ucranianos, mas com nome polonês.

A cracóvia (originalmente, krakóvia) é um exemplo da influência ucraniana, sendo produzida desde os anos 1960 e, atualmente, bastante consumida e famosa na região. O embutido é produzido artesanalmente com carne suína nobre, magra e selecionada, não congelada, temperada com alho, sal, pimenta e especiarias. Após embalada, passa por um processo de defumação moderada, seguido de resfriamento por, no mínimo, 12 horas.

Atualmente, é clara a importância socioeconômica da produção da cracóvia para o município de Prudentópolis. Há um número expressivo de famílias envolvidas na atividade, que impulsiona o turismo, a hotelaria e a gastronomia local. Além disso, há um sentimento de pertencimento e um orgulho dos moradores, que consideram Prudentópolis “a cidade mãe da cracóvia”.

O município de Prudentópolis é considerado “o mais ucraniano” do Brasil, com pelo menos 80% da população sendo descendente desses imigrantes. Dessa forma, a influência ucraniana pode ser percebida em diversos aspectos na cidade, sendo um deles a gastronomia. A cracóvia (originalmente, krakóvia) é um exemplo dessa influência, sendo produzida desde os anos 1960 por descendentes ucranianos em Prudentópolis e, atualmente, bastante consumida e famosa na região.

A explicação para o nome peculiar do produto é dada pela Prefeitura de Prudentópolis. Conta-se que uma família de descendentes de ucranianos, dona de um açougue da região, produziu um embutido diferente e pediu a opinião de um cliente polonês, que achou que o produto precisava de um nome que chamasse a atenção. O embutido foi então batizado em homenagem à cidade polonesa de Krakóvia com o intuito de aguçar a curiosidade sobre o produto feito por ucranianos, mas com nome polonês.

Embutido produzido artesanalmente, feito com carne suína nobre (exclusivamente pernil do porco), magra e selecionada, que não pode ser congelada, alho, sal, pimenta e especiarias. Após embalada, passa por um processo de defumação moderada, seguido de resfriamento por um período mínimo de 12 horas.

Sua coloração lembra os tons do pinhão e do tabaco. Seu aroma amadeirado é uma introdução ao sabor que traz uma fumaça suave. Seu sabor leve, vindo dos temperos e da defumação, enfatiza a escolha cuidadosa da carne nobre do pernil do porco.

Atualmente, é bem clara a importância socioeconômica da produção da cracóvia para o município de Prudentópolis. Há um número expressivo de famílias envolvidas na atividade, que impulsiona o turismo, a hotelaria e a gastronomia local. Além disso, há um sentimento de pertencimento e um orgulho dos moradores, que consideram Prudentópolis “a cidade mãe da cracóvia”.

Associação dos Produtores de Embutidos de Prudentópolis – APEP
Endereço: R. Dom Pedro II, 281 | Cidade: Prudentópolis/PR | CEP: 84400-000
Telefone: (42) 98861-6123 | E-mail: lary@vivasolucoesbr.com

Dados Técnicos

Número: BR402023000016-5
Indicação Geográfica: Prudentópolis
UF: Paraná
Requerente: Associação dos Produtores de Embutidos de Prudentópolis – APEP
Produto: Cracóvia (embutido de pernil suíno temperado e defumado)
Data do Registro: 21/01/2025
Delimitação: Município de Prudentópolis, no Estado do Paraná

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IG – Curitiba

IG – Curitiba

Ao longo do tempo, a broa de centeio de Curitiba passou de um alimento simples e campesino para um cartão de visita da cidade, sendo oferecida a visitantes ilustres como o Imperador do Brasil Dom Pedro II, no século XIX, e ao próprio Papa João Paulo II, no século seguinte.

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Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produtora
Terra Indígena Serra do Sol
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

A broa de centeio acompanhou a formação e o desenvolvimento do Paraná e, mais especificamente, de Curitiba, com base nas origens dos imigrantes europeus.

Ao longo do tempo, passou de um alimento simples e campesino para um cartão de visita da cidade, sendo oferecida a visitantes ilustres como o Imperador do Brasil Dom Pedro II no século XIX e ao próprio Papa João Paulo II no século seguinte. Na sua jornada centenária, as broas de centeio se adaptaram com sucesso às turbulentas mudanças que ocorreram no mundo (circunstâncias e ambiente), o que garantiu a notoriedade e persistência histórica até os dias de hoje. Sua notoriedade pode ser vista na presença constante nos jornais, assim como em datas ou eventos importantes, sendo mencionadas pelas autoridades da cidade ou se transformado em objeto de estudo acadêmico.

Além da notoriedade, as broas de centeio de Curitiba ganharam, ao longo dos anos, relevância cultural e econômica, ocupando um espaço de destaque na identidade gastronômica e no imaginário coletivo da cidade.

As broas de centeio constituem ícone que identifica os habitantes de Curitiba, transcendendo as origens nas coletividades étnicas imigratórias e seus descendentes, ganhando um espaço na mesa de todas as classes sociais, produzidas nos lares e nas padarias ou consumida nos restaurantes e bares da cidade como ingrediente da carne de onça.

Trata-se de patrimônio coletivo curitibano, com significados culturais, processos de produção e de consumo claramente definidos; uma tradição que faz parte da identidade da região, com aspectos técnicos e culturais passados de geração para geração.

As broas de centeio são pães, obtidos de uma combinação de farinhas de centeio e trigo, adicionados de água e sal, resultantes do processo de fermentação e cocção, podendo ter outros ingredientes como açúcares, gorduras e fermento biológico.

São três as receitas que traduzem a tradição das broas de centeio de Curitiba:
– Broa de Centeio Caseira ou Mista: broa caracterizada pela utilização de farinhas de Centeio e Trigo Tipo 1 “branca” e por ter um volume maior e uma densidade menor, devido a uma menor porcentagem de hidratação;
– Broa de Centeio Preta: broa produzida com farinhas de Centeio e Trigo Integral, o que outorga uma cor mais escura e uma maior densidade ao pão;
– Broa de Centeio Úmida: broa caracterizada pela sua maior hidratação e em comparação às broas Mista e Preta.

Durante mais de um século e meio, as receitas e processos de produção das broas de centeio se adaptaram à disponibilidade de farinhas, de fermentos, às mudanças nos processos de produção de pão, à legislação e também às demandas dos consumidores. Nesse sentido, a evolução do mercado de consumo e, em especial. a complexidade com que este se desenvolveu em termos de segmentação, fez com que naturalmente as broas de centeio ganhassem suas variações, com diferentes porcentagens de mistura entre trigo e centeio, e com variações entre farinha de trigo branca e integral.

Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria no Estado do Paraná
Endereço: Rua Guaratuba, nº 703 | Cidade: Curitiba/PR | CEP: 80540-260
Telefone: (41) 3254-8775 | E-mail: secretaria@sipcep.org.br

Dados Técnicos

Número: BR402023000002-5
Indicação Geográfica: Curitiba
UF: Paraná
Requerente: Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria no Estado do Paraná
Produto: Broas de centeio
Data do Registro: 14/01/2025
Delimitação: Limites políticos e administrativos dos Municípios de Curitiba, Araucária, São José dos Pinhais, Almirante Tamandaré, Colombo, Pinhais e Piraquara, conforme as delimitações geográficas oficiais do Governo do Estado do Paraná.

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IG – Luiz Alves

IG – Luiz Alves

A banana de Luiz Alves é cultivada desde a década de 1970 e se tornou uma importante atividade econômica do município.

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Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produtora
Terra Indígena Serra do Sol
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

A produção de banana em Luiz Alves se confunde com a história mais recente da região, uma vez que o local foi reconhecido como município em 1958 e os primeiros relatos sobre o cultivo de banana datam de 1977, poucos anos depois. O início da bananicultura no local se deu após uma forte crise econômica que tornou necessária a busca por novas atividades agrícolas na região. Apesar de o cultivo da fruta ter sido iniciado tão próximo do reconhecimento oficial da cidade, não havia uma cadeia produtiva organizada estabelecida, o que dificultava tanto a produção quanto a comercialização. Então, no final da década de 1980, tornou-se clara a necessidade de organizar a cadeia de forma coletiva e desenvolver ações em prol dos produtores da banana do município catarinense de Luiz Alves.

O início da bananicultura no município de Luiz Alves se deu na década de 1970, após uma forte crise econômica que tornou necessária a busca por novas atividades agrícolas na região.

Em 1990, foi realizada no município a 1ª Festa Nacional da Banana e, até 2019, já haviam sido realizadas trinta e três edições da Festa, caracterizando a importância econômica e cultural da atividade no local. Conforme os documentos apresentados, as diversas edições do evento apresentaram o produto a compradores regionais e também de outros estados brasileiros e tornou possível o maior reconhecimento de Luiz Alves como um centro produtor de banana no país.

Banana, fruto in natura da espécie musa sp., produzida sob condições e características socioeconômicas, históricas e culturais presentes na área geográfica delimitada.

Atualmente, o local possui cerca de quatrocentas propriedades de pequeno porte que têm a bananicultura como principal atividade, sendo mais de quatro mil hectares de plantio.

As boas práticas aplicadas ao manuseio dos cachos, ao manejo pós-colheita, bem como todos os procedimentos realizados nas casas de embalagem e nas câmaras de climatização resultam na comercialização de frutas de alta qualidade, tanto no mercado brasileiro, quanto no mercado internacional, especialmente no que se refere aos países do Mercosul, como Argentina e Paraguai.

Associação dos Bananicultores do Município de Luiz Alves – ABLA
Endereço: Rodovia SC 413, 4000 – Bairro Vila Nova | Cidade: Luiz Alves/SC | CEP: 89128-000
Telefone: (47) 3377-1663 | E-mail: erpo@terra.com

Dados Técnicos

Número: BR402022000010-3
Indicação Geográfica: Luiz Alves
UF: Santa Catarina
Requerente: Associação dos Bananicultores do Município de Luiz Alves – ABLA
Produto: Banana
Data do Registro: 10/12/2024
Delimitação: Abrange totalmente a área de 260,08 km², coincidindo com os limites políticos do município de Luiz Alves, no estado de Santa Catarina.

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IG – Vale da Grama

IG – Vale da Grama

Os solos vulcânicos da região do Vale da Grama conferem aos cafés características cítricas marcantes, proporcionando uma experiência sensorial única e inesquecível.

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Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produtora
Terra Indígena Serra do Sol
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

Historicamente, ao menos desde a segunda metade do século XIX, o clima ameno e o acesso a fontes de águas de qualidade atraíram as primeiras famílias produtoras de café para a região. Nesse período, muitas famílias europeias imigraram para o Brasil, diversas delas tendo como destino a região do Vale da Grama, com o objetivo de cultivar café. A colheita segue predominantemente manual até os dias atuais.

A região produtora de cafés arábica está localizada entre duas cadeias de montanhas da Serra da Mantiqueira, no município de São Sebastião da Grama (SP). Com um clima ameno, caracterizado por dias quentes e noites frias, e uma altitude superior a 1.000 metros, o processo de maturação do grão ocorre de forma mais lenta, favorecendo a qualidade do café produzido.

O nome geográfico Vale da Grama refere-se a região reconhecida pela produção de cafés especiais, localizada no município de São Sebastião da Grama, no estado de São Paulo, situado a mais de 1000m de altitude, o que favorece a produção de café arábica de qualidade. A área destaca-se ainda por suas condições climáticas favoráveis e solo fértil, que contribuem para o cultivo de grãos de café com características distintas. A fertilidade do solo relaciona-se com sua origem vulcânica.

Cafés da espécie Coffea arabica, compreendendo café em grãos verde (café cru), como também café industrializado torrado e/ou torrado e moído, produzidos pelos métodos natural, cereja descascado, desmucilado e fermentado. Possuem atributos sensoriais específicos tais como corpo médio/alto, acidez média/alta, notas cítricas e de caramelo, alto teor de doçura e finalização prolongada. Para a utilização da IP Vale da Grama, é requisito que os cafés atinjam no mínimo 80 pontos na tabela da Specialty Coffee Association (SCA).

O destaque da produção cafeeira da região é corroborado pelas participações e premiações em concursos nacionais e internacionais. Em 2021, por exemplo, cafeicultores da região ficaram entre os finalistas do Cup of Excellence. No mesmo ano, os produtores do Vale da Grama se destacaram no 1º Concurso do Terroir da Região Vulcânica, angariando quatro das seis principais premiações do evento. Ainda em 2021, quatro produtores da região foram premiados no 7º Concurso Internacional AVPA-Paris, da Agence pour la Valorisation des Produits Agricoles.

O café do Vale da Grama também possui presença constante em feiras, eventos e encontros, tais como Agrishow, Rio Coffee Nation, Semana Internacional do Café e Coffee Dinner & Summit. Em 2023, foi inaugurada a Praça Vale da Grama, pela Prefeitura de São Sebastião da Grama, em reconhecimento a essa região produtora de café.

Atualmente, pode-se afirmar, conforme comprovado no processo analisado, que o Vale da Grama é uma das principais regiões de produção de cafés especiais do Brasil, investindo em inovação, qualidade e tecnologia.

Associação dos Cafeicultores do Vale da Grama – ACVG
Endereço: Rua dos Andradas, 162 – Centro | Cidade: São Sebastião da Grama/SP | CEP: 13790-000
Telefone: (19) 3646-1354 | E-mail: assvaledagrama@hotmail.com | Site: www.valedagrama.com.br

Dados Técnicos

Número: BR402023000009-2
Indicação Geográfica: Vale da Grama
UF: São Paulo
Requerente: Associação dos Cafeicultores do Vale da Grama – ACVG
Produto: Café
Data do Registro: 03/12/2024
Delimitação: Está compreendida no território do município de São Sebastião da Grama, no estado de São Paulo, encerrando uma área total de 25.221,30 hectares.

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IG – Jaguaribe

IG – Jaguaribe

Jaguaribe é reconhecida pela produção de peças artesanais exclusivamente feitas em renda filé com características únicas de qualidade, beleza e durabilidade.

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Renda Filé de Jaguaribe
Renda Filé de Jaguaribe
Artesãs
Renda Filé de Jaguaribe
Renda Filé de Jaguaribe
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

Segundo relatos históricos, o filé foi trazido para o Brasil pelos Colonizadores portugueses no século XVII e aqui facilmente foi inserido na nossa cultura. O saber-fazer do filé, a sua singularidade jaguaribana, com grande variedade de pontos e de cores, ajudaram a enraizar essa arte na nossa região,

Outro fator que contribuiu foi o aspecto econômico que logo transformou o filé numa importante fonte de renda, especialmente para mulheres de comunidades rurais do município, que souberam aproveitar com muita criatividade as características da nossa caatinga para servirem de inspiração para os desenhos que dão vida às peças, ajudando a marcar ainda mais essa relação cultural e trazendo fama para a região Jaguaribana.

Peças produzidas 100% manualmente muito valorizadas mundo afora pela sua beleza, as peças na sua origem as peças não eram adquiridas por um valor justo o que motivou essas mulheres a se unirem em associações e lutarem por um selo que pudesse trazer uma identidade para o seu trabalho, é nesse contexto que surge a IG.

Jaguaribe é um município reconhecido pela produção de peças artesanais exclusivamente feitas em renda filé com características únicas de qualidade, beleza e durabilidade. Os vários modelos de peças são resultantes do saber-fazer típico das artesãs e artesãos ali residentes, destacando-se a técnica tradicional de produção culturalmente transmitida de geração a geração.

O município de Jaguaribe enaltece a renda filé, constando na entrada um letreiro convidativo em que está escrito: “Cidade do melhor queijo coalho do mundo e da mais bela renda de filé”. Ademais, tornou-se uma “marca” da cidade, sendo 19 de março o Dia da Renda Filé no município, por determinação de lei em 2022.

As linhas usadas na confecção das peças, geralmente de formas leves e delicadas, devem ser em 100% algodão ou contendo no máximo 15% de poliéster. Após a confecção da malha que servirá como base ser bem esticada, é feita a marcação do bordado que pode variar de acordo com o tamanho da peça. O bordado escolhido é preenchido com pontos e cores selecionados e elaborados pela experiência dos artesãos.

Alguns dos pontos tradicionais são: Cerzido, Palhetão, Ponto 8, Corrente, Espinha de peixe, Rosa Pião e Fuxico. O acabamento da peça é feito mergulhando-a em uma solução de cola branca ou um “grude” à base de amido de milho ou fécula de mandioca, preparado especialmente para essa fase. Após a retirada do excesso de grude da peça, ela é colocada para secar em local limpo e seco, sob temperatura ambiente.

As peças elencadas no rol de produtos da IP Jaguaribe são: Toalha de mesa, Caminho de mesa, Almofadas, Cortinas, Jogo Americano, Toalhas de Bandeja, Blusas, Vestidos, Saias, Sousplat, Xales, Cachecol, Luminárias, Short, Colar, Bolsas, Blusas, Brincos, Sobretudo, Galisteu, Porta treco, Poncho, Colete, Bandô, Manta de sofá, Colcha de cama, Echarpe, Varanda de rede, Marcador de página, Porta copo, Tiara, Turbante, Cinto, Panó, Pano de prato, Aplix para roupas e Guardanapo.

A prática de tecer foi iniciada na confecção de telas de pesca, mas aos poucos foi direcionada para os bordados em renda filé. Até os dias atuais, é comum famílias inteiras sentarem-se nas calçadas de suas casas e dividirem uma tela entre si para produzir peças em uma sintonia admirável, voltadas para aumentar a renda mensal. Por isso, as peças produzidas podem ser aplicadas em artigos de cama, mesa e banho, tais como toalhas de mesa, almofadas e cortinas, artigos do vestuário, variando de vestimentas a brincos e turbantes, entre outros.

Por fim, as peças artesanais em renda filé são destaque no Ceará e uma das mais apreciadas no Brasil e no exterior. Os produtos ganharam realce em feiras no país, desfiles de moda e podem ser vistas em figurinos de novelas e filmes.

Associação Renda Filé de Jaguaribe – REFIJA
Endereço: Sítio Ipueiras, s/n, Distrito de Feiticeiro | Cidade: Jaguaribe/CE | CEP: 63475-000
Telefone: (88) 98133-0593 | E-mail: igrendafilejaguaribe@gmail.com

Dados Técnicos

Número: BR402023000011-4
Indicação Geográfica: Jaguaribe
UF: Ceará
Requerente: Associação Renda Filé de Jaguaribe
Produto: Peças artesanais em renda filé
Data do Registro: 12/11/2024
Delimitação: Município de Jaguaribe, no estado do Ceará

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IG – Região dos Inhamuns

IG – Região dos Inhamuns

O algodão produzido na Região dos Inhamuns é responsável pelo sustento de centenas de famílias envolvidas no plantio, cultivo, colheita, transporte, beneficiamento e comercialização.

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Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produtora
Terra Indígena Serra do Sol
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

A produção de algodão da Região dos Inhamuns remonta ao século XVIII; porém, foi apenas no final do século XX que a mesma região passou a se tornar de fato conhecida pelo cultivo, sobretudo com o aumento da produção. Nesse sentido, a partir da década de 1990, o desenvolvimento do algodão com características orgânicas estimulou o surgimento de uma rede de relações econômicas e sociais que tornaram a Região dos Inhamuns reconhecida pelo cultivo algodoeiro.

A Região dos Inhamuns é uma das grandes produtoras de algodão do Brasil, com clima e solo favoráveis ao cultivo, capazes de fortalecer uma cadeia produtiva que movimenta toda a localidade e vem proporcionando o crescimento da atividade.

Compreende os limites políticos dos municípios de Tauá, Independência, Parambu, Boa Viagem e Novo Oriente, todos no estado do Ceará.

O algodão da Região dos Inhamuns é produzido em sistema agroecológico, sendo o produto livre de qualquer resíduo químico tóxico, com o máximo de qualidade e características típicas, conforme o saber fazer dos produtores da região. Deve, ainda, ser certificado como “orgânico” por órgão credenciado. Também as sementes devem ser produzidas seguindo práticas sustentáveis e orgânicas. A colheita deve ser realizada, preferencialmente, de maneira manual, conforme o saber-fazer local.

A variedade de algodão apta a ser utilizada pela IP “Região dos Inhamuns” é a BRS Aroeira, excluindo variedades transgênicas. Há, ainda, preocupação com o tratamento dos resíduos e das impurezas no detalhamento das práticas estabelecidas para a produção do algodão da localidade de modo que todo o processo produtivo possa ser sustentável.

O algodão produzido na Região dos Inhamuns é responsável pelo sustento de centenas de famílias envolvidas no plantio, cultivo, colheita, transporte, beneficiamento e comercialização. Conhecido como “ouro branco”, o produto transforma a vida dos agricultores enquanto seu sistema agroecológico auxilia na proteção da natureza.

A partir da última década do século XX, o desenvolvimento do cultivo transbordou as fronteiras nacionais, com aumento das exportações para os Estados Unidos e para a União Europeia (principalmente para a França), sobretudo com a inserção do algodão em arranjos produtivos sustentáveis e agroecológicos, que valorizam, por exemplo, a biodiversidade local.

Associação de Desenvolvimento Educacional e Cultural de Tauá e Região dos Inhamuns – ADEC
Endereço: Av. Helio Pedrosa Castelo, 2060, Aldeota | Cidade: Tauá/CE | CEP: 63660-000
E-mail: vereadornezinhotaua@gmail.com

Dados Técnicos

Número: BR402022000024-3
Indicação Geográfica: Região dos Inhamuns
UF: Ceará
Requerente: Associação de Desenvolvimento Educacional e Cultural de Tauá e Região dos Inhamuns
Produto: Algodão agroecológico (Gossypium hirsutum L.)
Data do Registro: 29/10/2024
Delimitação: Limites políticos dos municípios de Tauá, Independência, Parambu, Boa Viagem e Novo Oriente, todos no estado do Ceará

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IG – Chapada Diamantina

IG – Chapada Diamantina

Cultivado em altitudes que chegam a 1.600 metros, em solos minerais e sob clima de montanha, o Café da Chapada Diamantina revela aromas intensos e sabores complexos, que vão de frutas cítricas à notas de chocolate

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação.22 de maio de 2025


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Café
Secagem do café
Produtores
Lavoura de Café
Café da Chapada Diamantina
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

A Chapada Diamantina, no coração da Bahia, é uma região de beleza natural e rica em história. O cultivo de café começou no século XIX, impulsionado pelo potencial agrícola local. A partir dos anos 1990, os produtores da região passaram a investir em práticas sustentáveis e técnicas inovadoras, buscando maior qualidade. Esse movimento resultou no reconhecimento da Indicação Geográfica na modalidade Denominação de Origem (DO) para o Café da Chapada Diamantina, reforçando sua excelência e identidade única.

O terroir da região é fundamental para as características especiais do café. Com altitudes entre 400 e 1.600 metros, clima tropical de altitude e solos minerais bem drenados, a Chapada oferece condições ideais para o cultivo. Análises químicas da Universidade Federal da Bahia identificaram um perfil diferenciado nos cafés da região, com altos teores de ácidos orgânicos, clorogênicos e lipídeos, que os destacam entre os cafés da Bahia e do Brasil.

Sensorialmente, o Café da Chapada Diamantina apresenta notas complexas que variam de frutas cítricas a chocolate e melaço, aromas florais e frutados, corpo aveludado, acidez equilibrada e uma finalização limpa e prolongada, proporcionando uma experiência gustativa rica e harmoniosa.

Os limites contemplam 24 municípios inseridos na Mesorregião Centro Sul Baiano, sendo eles: Abaíra, Andaraí, Barra da Estiva, Boninal, Bonito, Ibicoara, Ibitiara, Iramaia, Iraquara, Itaeté, Jussiape, Lençóis, Marcionílio Souza, Morro do Chapéu, Mucugê, Nova Redenção, Novo Horizonte, Palmeiras, Piatã, Rio de Contas, Seabra, Souto Soares, Utinga e Wagner.

As variedades exigidas para a produção de café na área delimitada da região Denominação de Origem “Chapada Diamantina”, devem ser todas da espécie Coffea arabica L., com exceção de variedades transgênicas, nas seguintes condições: em grãos verdes (café cru) e industrializado (café torrado e/ou torrado e moído).

Os grãos de café são produzidos por meio de um processo sustentável e que acentua os atributos organolépticos, físicos e químicos dos grãos. A quase totalidade da colheita, por exemplo, é realizada de forma manual.

O processamento pode se dar tanto pela via úmida, formando o café descascado; café descascado e desmucilado; e/ou café despolpado com fermentação, como pela via seca, formando o café natural.

A determinação da qualidade dos grãos de café da Denominação de Origem “Chapada Diamantina”, depende da classificação mínima (80 pontos) estabelecida por uma análise a qual todos os lotes de grãos de café da unidade produtiva, são submetidos.

O investimento em boas práticas agrícolas, a atuação coletiva dos produtores e a adoção de tecnologias de cultivo e pós-colheita fortalecem a qualidade e o reconhecimento do Café da Chapada Diamantina. A região representa um patrimônio natural e cultural de grande importância, onde o equilíbrio entre tradição e inovação impulsiona o crescimento econômico local e valoriza a identidade do café brasileiro no mercado nacional e internacional.

Aliança dos Cafeicultores da Chapada Diamantina
Endereço: Rua Canjerana, nº 27 | Cidade: Ibicoara/BA | CEP: 46760-000
Telefone: (77) 98157-2583 | E-mail: matostpm@gmail.com

Dados Técnicos

Número: BR412022000019-3
Indicação Geográfica: Chapada Diamantina
UF: Bahia
Requerente: Aliança dos Cafeicultores da Chapada Diamantina
Produto: Café
Data do Registro: 15/10/2024
Delimitação: Os limites contemplam 24 municípios inseridos na Mesorregião Centro Sul Baiano, sendo eles: Abaíra, Andaraí, Barra da Estiva, Boninal, Bonito, Ibicoara, Ibitiara, Iramaia, Iraquara, Itaeté, Jussiape, Lençóis, Marcionílio Souza, Morro do Chapéu, Mucugê, Nova Redenção, Novo Horizonte, Palmeiras, Piatã, Rio de Contas, Seabra, Souto Soares, Utinga e Wagner

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IG – Sapê do Norte

IG – Sapê do Norte

O beiju, tradicional iguaria quilombola produzida a partir da goma e da massa de mandioca, é um saber-fazer que passa de geração a geração, fabricado nos núcleos familiares, sendo considerado uma fonte de renda para os nativos e, principalmente, um símbolo de resistência e reafirmação da identidade.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação.24 de maio de 2025


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Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produtora
Terra Indígena Serra do Sol
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

O beiju do Sapê do Norte é fabricado desde, pelo menos, o século XIX, ainda no período escravista, quando comunidades quilombolas se estabeleceram na região dos municípios de Conceição da Barra e São Mateus, do estado do Espírito Santo. Este produto é o resultado da cultura com a história negra e camponesa dos quilombos capixabas, responsável por parte significativa da economia das famílias e a manutenção dos laços sociais e organização do trabalho.

O beiju resulta da inventividade da cultura quilombola que combina elementos sociais, a manutenção dos territórios e ambientes naturais e faz parte da sabedoria ancestral quilombola. Além disso, é um saber-fazer que passa de geração a geração, fabricado nos núcleos familiares sendo considerado uma fonte de renda para os nativos e, principalmente, um símbolo de resistência e reafirmação da identidade.

O plantio da mandioca utilizada para a produção do beiju é feito em período propício para o melhor desenvolvimento da safra, considerando a lua e fatores climáticos, como chuva e umidade. Após doze meses de cultivo, é realizada a colheita da mandioca.

O território da IG compreende as comunidades quilombolas do território de Sapê do Norte, abrangendo os limites político-administrativos dos municípios de São Mateus e Conceição da Barra, no estado do Espírito Santo.

O beiju é uma tradicional iguaria quilombola produzida a partir da goma e da massa de mandioca. Todas as etapas do processo produtivo do beiju do Sapê do Norte são trabalhadas pelos quilombolas, desde a preparação do terreno para o plantio da mandioca até a finalização do alimento, que pode ser enriquecido com outros produtos, como coco e amendoim. Após colhida, a mandioca é direcionada à casa de farinha, ou quitungo (como o espaço é chamado pelos nativos), para as etapas que consistem em descascar e ralar. São realizadas outras etapas específicas referentes à extração da massa da mandioca, ao descanso para a eliminação de toxinas, à manipulação da goma e polvilho, até finalmente, chegar ao processo de preparo do beiju. Assim, o beiju é direcionado para a chapa com o recheio de preferência, depois fechado e cortado.

Os canais de comercialização das famílias quilombolas fazedoras de beiju são os comércios locais, feiras e encomendas pessoais. Ademais, são realizados eventos para alavancar as vendas do alimento e captar novos clientes, inclusive turistas. Destaca-se o Festival do Beiju, evento de suma importância por abranger os aspectos artísticos, culturais e políticos. É realizado anualmente desde 2003, sendo reconhecido como o centro de produção do famoso beiju do Sapê do Norte, território que tem a cultura quilombola demarcada.

Associação das Produtoras Quilombolas de Beiju do Sapê do Norte – SAPÊ
Endereço: Av. Governador Jones dos Santos Neves, 33, Centro | Cidade: Conceição da Barra/ES | CEP: 29960-000
Telefone: +55 27 99940-0063 | E-mail: jucealflor@hotmail.com

Dados Técnicos

Número: BR402022000018-9
Indicação Geográfica: Sapê do Norte
UF: Espírito Santo
Requerente: Associação das Produtoras Quilombolas de Beiju do Sapê do Norte
Produto: Beiju
Data do Registro: 20/08/2024
Delimitação: Compreende as comunidades quilombolas do território de Sapê do Norte, abrangendo os limites político-administrativos dos municípios de São Mateus e Conceição da Barra, no estado do Espírito Santo.

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IG – Luiz Alves

IG – Luiz Alves

As primeiras cachaças de Luiz Alves remontam ao século XIX, uma vez que a produção de açúcar foi uma atividade econômica importante desde o início da colonização deste município catarinense.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação.22 de maio de 2025


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Cachaça de Luiz Alves
Cachaça de Luiz Alves
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

As primeiras cachaças de Luiz Alves remontam ao século XIX, uma vez que a produção de açúcar foi uma atividade econômica importante desde o início da colonização do município. A cachaça artesanal, inicialmente produzida em pequena escala, logo se tornou um produto relevante para o comércio da cidade, o que pode ser explicado pelas características diferenciadas do produto.

A temperatura amena e o clima local temperado úmido da região influenciam na qualidade da cachaça e da aguardente, uma vez que são considerados favoráveis ao envelhecimento das bebidas, proporcionando uma fermentação lenta, reduzindo a evaporação da água e mantendo o teor alcoólico desejado. Some-se aos fatores naturais a tradição e a experiência familiar, passada de geração em geração, resultando em um produto de qualidade diferenciada, diretamente ligado ao meio geográfico em que se encontra.

Não se pode deixar de mencionar o saber-fazer, repassado de gerações a gerações, relativo à produção da aguardente a partir do “melado”, bem como ao uso do fermento natural oriundo a partir de leveduras nativas da região. A fermentação do caldo, a destilação, a estabilização, o envelhecimento e o engarrafamento são realizados na própria cachaçaria e/ou na de terceiros, exclusivamente no município de Luiz Alves.

A Cachaça é proveniente do caldo da cana de açúcar, cultivada na região do litoral norte do estado de Santa Catarina. Já para a fabricação da aguardente de Luiz Alves, é utilizado, no lugar do caldo de cana fresco, o caldo da cana de açúcar concentrado, denominado de “melado de cana” na forma de produção culturalmente trazida pelos imigrantes europeus a região de Luiz Alves. O melado para produção da aguardente é proveniente do caldo de cana de açúcar, concentrado, em taxo de cobre e ou inox, até um mínimo de 65 º BRIX.

Não pode ser chamada de aguardente da DO de Luiz Alves a bebida obtida a partir de qualquer outro derivado da cana de açúcar, seja caldo de cana pouco concentrado, melaço, e ou açúcar de cana.

Além disso, são utilizadas leveduras nativas, que não existem em outro lugar do Brasil, em vez daquelas industrializadas, selecionadas para acelerar a fermentação visando ao aumento da produtividade. Em Luiz Alves, a utilização de leveduras locais proporciona uma fermentação de baixa velocidade, que produz álcoois de elevada qualidade, quando comparados àqueles obtidos de fermentos industrializados.

As leveduras são fatores naturais que trazem complexidade, harmonia, persistência e equilíbrio sensorial à bebida produzida em Luiz Alves. Cepas de leveduras únicas de cada um dos alambiques da região podem conferir, ainda, aromas e sabores singulares ao produto, trazendo notas de amêndoas, mel, café e traços minerais. Interessante ressaltar que há um compartilhamento das leveduras entre os produtores, o que, de acordo com eles, ajuda a promover um processo coletivo de aprimoramento e seleção das leveduras específicas que caracterizam a bebida de Luiz Alves.

Tanto a cachaça como a aguardente de Luiz Alves são essencialmente envelhecidas em barricas de Carvalho francês, podendo ser envelhecida também em madeiras Brasileiras por períodos de 5 a 32 anos (o que deve ser especificado no rótulo do produto).

APCALA, Associação dos produtores de Cachaça artesanal de Luiz Alves, conta com 10 alambiques associados sendo alguns já centenários, conta um uma incrível rota turística de cachaça, e maior densidade de alambique por metro quadrado, podendo visitar 10 alambiques em menos de 25 km rodados.

Associação dos Produtores de Cachaça Artesanal de Luiz Alves – APCALA
Endereço: Rua Professor Simão Hess, 280 | Cidade: Luiz Alves | CEP: 89128-000
Telefone: 47 99972-5757 | E-mail: orecior@hotmail.com

Dados Técnicos

Número: BR412022000009-6
Indicação Geográfica: Luiz Alves
UF: Santa Catarina
Requerente: APCALA – Associação dos Produtores de Cachaça Artesanal de Luiz Alves
Produto: Cachaça e Aguardente
Data do Registro: 06/08/2024
Delimitação: A área geográfica delimitada para a Denominação de Origem, da ‘Cachaça e Aguardente de Luiz Alves’, encontra-se entre os paralelos e meridianos 26º37’37,44S, 48º50’29,58W e 26º49’25,73S, 48º49’10,95W, abrangendo totalmente a área do município de Luiz Alves no estado de Santa Catarina, Brasil, com área total de 260,08 km².

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