IG – Luiz Alves

IG – Luiz Alves

A banana de Luiz Alves é cultivada desde a década de 1970 e se tornou uma importante atividade econômica do município.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação.22 de maio de 2025


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Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produtora
Terra Indígena Serra do Sol
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

A produção de banana em Luiz Alves se confunde com a história mais recente da região, uma vez que o local foi reconhecido como município em 1958 e os primeiros relatos sobre o cultivo de banana datam de 1977, poucos anos depois. O início da bananicultura no local se deu após uma forte crise econômica que tornou necessária a busca por novas atividades agrícolas na região. Apesar de o cultivo da fruta ter sido iniciado tão próximo do reconhecimento oficial da cidade, não havia uma cadeia produtiva organizada estabelecida, o que dificultava tanto a produção quanto a comercialização. Então, no final da década de 1980, tornou-se clara a necessidade de organizar a cadeia de forma coletiva e desenvolver ações em prol dos produtores da banana do município catarinense de Luiz Alves.

O início da bananicultura no município de Luiz Alves se deu na década de 1970, após uma forte crise econômica que tornou necessária a busca por novas atividades agrícolas na região.

Em 1990, foi realizada no município a 1ª Festa Nacional da Banana e, até 2019, já haviam sido realizadas trinta e três edições da Festa, caracterizando a importância econômica e cultural da atividade no local. Conforme os documentos apresentados, as diversas edições do evento apresentaram o produto a compradores regionais e também de outros estados brasileiros e tornou possível o maior reconhecimento de Luiz Alves como um centro produtor de banana no país.

Banana, fruto in natura da espécie musa sp., produzida sob condições e características socioeconômicas, históricas e culturais presentes na área geográfica delimitada.

Atualmente, o local possui cerca de quatrocentas propriedades de pequeno porte que têm a bananicultura como principal atividade, sendo mais de quatro mil hectares de plantio.

As boas práticas aplicadas ao manuseio dos cachos, ao manejo pós-colheita, bem como todos os procedimentos realizados nas casas de embalagem e nas câmaras de climatização resultam na comercialização de frutas de alta qualidade, tanto no mercado brasileiro, quanto no mercado internacional, especialmente no que se refere aos países do Mercosul, como Argentina e Paraguai.

Associação dos Bananicultores do Município de Luiz Alves – ABLA
Endereço: Rodovia SC 413, 4000 – Bairro Vila Nova | Cidade: Luiz Alves/SC | CEP: 89128-000
Telefone: (47) 3377-1663 | E-mail: erpo@terra.com

Dados Técnicos

Número: BR402022000010-3
Indicação Geográfica: Luiz Alves
UF: Santa Catarina
Requerente: Associação dos Bananicultores do Município de Luiz Alves – ABLA
Produto: Banana
Data do Registro: 10/12/2024
Delimitação: Abrange totalmente a área de 260,08 km², coincidindo com os limites políticos do município de Luiz Alves, no estado de Santa Catarina.

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IG – Vale da Grama

IG – Vale da Grama

Os solos vulcânicos da região do Vale da Grama conferem aos cafés características cítricas marcantes, proporcionando uma experiência sensorial única e inesquecível.

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Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produtora
Terra Indígena Serra do Sol
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

Historicamente, ao menos desde a segunda metade do século XIX, o clima ameno e o acesso a fontes de águas de qualidade atraíram as primeiras famílias produtoras de café para a região. Nesse período, muitas famílias europeias imigraram para o Brasil, diversas delas tendo como destino a região do Vale da Grama, com o objetivo de cultivar café. A colheita segue predominantemente manual até os dias atuais.

A região produtora de cafés arábica está localizada entre duas cadeias de montanhas da Serra da Mantiqueira, no município de São Sebastião da Grama (SP). Com um clima ameno, caracterizado por dias quentes e noites frias, e uma altitude superior a 1.000 metros, o processo de maturação do grão ocorre de forma mais lenta, favorecendo a qualidade do café produzido.

O nome geográfico Vale da Grama refere-se a região reconhecida pela produção de cafés especiais, localizada no município de São Sebastião da Grama, no estado de São Paulo, situado a mais de 1000m de altitude, o que favorece a produção de café arábica de qualidade. A área destaca-se ainda por suas condições climáticas favoráveis e solo fértil, que contribuem para o cultivo de grãos de café com características distintas. A fertilidade do solo relaciona-se com sua origem vulcânica.

Cafés da espécie Coffea arabica, compreendendo café em grãos verde (café cru), como também café industrializado torrado e/ou torrado e moído, produzidos pelos métodos natural, cereja descascado, desmucilado e fermentado. Possuem atributos sensoriais específicos tais como corpo médio/alto, acidez média/alta, notas cítricas e de caramelo, alto teor de doçura e finalização prolongada. Para a utilização da IP Vale da Grama, é requisito que os cafés atinjam no mínimo 80 pontos na tabela da Specialty Coffee Association (SCA).

O destaque da produção cafeeira da região é corroborado pelas participações e premiações em concursos nacionais e internacionais. Em 2021, por exemplo, cafeicultores da região ficaram entre os finalistas do Cup of Excellence. No mesmo ano, os produtores do Vale da Grama se destacaram no 1º Concurso do Terroir da Região Vulcânica, angariando quatro das seis principais premiações do evento. Ainda em 2021, quatro produtores da região foram premiados no 7º Concurso Internacional AVPA-Paris, da Agence pour la Valorisation des Produits Agricoles.

O café do Vale da Grama também possui presença constante em feiras, eventos e encontros, tais como Agrishow, Rio Coffee Nation, Semana Internacional do Café e Coffee Dinner & Summit. Em 2023, foi inaugurada a Praça Vale da Grama, pela Prefeitura de São Sebastião da Grama, em reconhecimento a essa região produtora de café.

Atualmente, pode-se afirmar, conforme comprovado no processo analisado, que o Vale da Grama é uma das principais regiões de produção de cafés especiais do Brasil, investindo em inovação, qualidade e tecnologia.

Associação dos Cafeicultores do Vale da Grama – ACVG
Endereço: Rua dos Andradas, 162 – Centro | Cidade: São Sebastião da Grama/SP | CEP: 13790-000
Telefone: (19) 3646-1354 | E-mail: assvaledagrama@hotmail.com | Site: www.valedagrama.com.br

Dados Técnicos

Número: BR402023000009-2
Indicação Geográfica: Vale da Grama
UF: São Paulo
Requerente: Associação dos Cafeicultores do Vale da Grama – ACVG
Produto: Café
Data do Registro: 03/12/2024
Delimitação: Está compreendida no território do município de São Sebastião da Grama, no estado de São Paulo, encerrando uma área total de 25.221,30 hectares.

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IG – Jaguaribe

IG – Jaguaribe

Jaguaribe é reconhecida pela produção de peças artesanais exclusivamente feitas em renda filé com características únicas de qualidade, beleza e durabilidade.

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Renda Filé de Jaguaribe
Renda Filé de Jaguaribe
Artesãs
Renda Filé de Jaguaribe
Renda Filé de Jaguaribe
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

Segundo relatos históricos, o filé foi trazido para o Brasil pelos Colonizadores portugueses no século XVII e aqui facilmente foi inserido na nossa cultura. O saber-fazer do filé, a sua singularidade jaguaribana, com grande variedade de pontos e de cores, ajudaram a enraizar essa arte na nossa região,

Outro fator que contribuiu foi o aspecto econômico que logo transformou o filé numa importante fonte de renda, especialmente para mulheres de comunidades rurais do município, que souberam aproveitar com muita criatividade as características da nossa caatinga para servirem de inspiração para os desenhos que dão vida às peças, ajudando a marcar ainda mais essa relação cultural e trazendo fama para a região Jaguaribana.

Peças produzidas 100% manualmente muito valorizadas mundo afora pela sua beleza, as peças na sua origem as peças não eram adquiridas por um valor justo o que motivou essas mulheres a se unirem em associações e lutarem por um selo que pudesse trazer uma identidade para o seu trabalho, é nesse contexto que surge a IG.

Jaguaribe é um município reconhecido pela produção de peças artesanais exclusivamente feitas em renda filé com características únicas de qualidade, beleza e durabilidade. Os vários modelos de peças são resultantes do saber-fazer típico das artesãs e artesãos ali residentes, destacando-se a técnica tradicional de produção culturalmente transmitida de geração a geração.

O município de Jaguaribe enaltece a renda filé, constando na entrada um letreiro convidativo em que está escrito: “Cidade do melhor queijo coalho do mundo e da mais bela renda de filé”. Ademais, tornou-se uma “marca” da cidade, sendo 19 de março o Dia da Renda Filé no município, por determinação de lei em 2022.

As linhas usadas na confecção das peças, geralmente de formas leves e delicadas, devem ser em 100% algodão ou contendo no máximo 15% de poliéster. Após a confecção da malha que servirá como base ser bem esticada, é feita a marcação do bordado que pode variar de acordo com o tamanho da peça. O bordado escolhido é preenchido com pontos e cores selecionados e elaborados pela experiência dos artesãos.

Alguns dos pontos tradicionais são: Cerzido, Palhetão, Ponto 8, Corrente, Espinha de peixe, Rosa Pião e Fuxico. O acabamento da peça é feito mergulhando-a em uma solução de cola branca ou um “grude” à base de amido de milho ou fécula de mandioca, preparado especialmente para essa fase. Após a retirada do excesso de grude da peça, ela é colocada para secar em local limpo e seco, sob temperatura ambiente.

As peças elencadas no rol de produtos da IP Jaguaribe são: Toalha de mesa, Caminho de mesa, Almofadas, Cortinas, Jogo Americano, Toalhas de Bandeja, Blusas, Vestidos, Saias, Sousplat, Xales, Cachecol, Luminárias, Short, Colar, Bolsas, Blusas, Brincos, Sobretudo, Galisteu, Porta treco, Poncho, Colete, Bandô, Manta de sofá, Colcha de cama, Echarpe, Varanda de rede, Marcador de página, Porta copo, Tiara, Turbante, Cinto, Panó, Pano de prato, Aplix para roupas e Guardanapo.

A prática de tecer foi iniciada na confecção de telas de pesca, mas aos poucos foi direcionada para os bordados em renda filé. Até os dias atuais, é comum famílias inteiras sentarem-se nas calçadas de suas casas e dividirem uma tela entre si para produzir peças em uma sintonia admirável, voltadas para aumentar a renda mensal. Por isso, as peças produzidas podem ser aplicadas em artigos de cama, mesa e banho, tais como toalhas de mesa, almofadas e cortinas, artigos do vestuário, variando de vestimentas a brincos e turbantes, entre outros.

Por fim, as peças artesanais em renda filé são destaque no Ceará e uma das mais apreciadas no Brasil e no exterior. Os produtos ganharam realce em feiras no país, desfiles de moda e podem ser vistas em figurinos de novelas e filmes.

Associação Renda Filé de Jaguaribe – REFIJA
Endereço: Sítio Ipueiras, s/n, Distrito de Feiticeiro | Cidade: Jaguaribe/CE | CEP: 63475-000
Telefone: (88) 98133-0593 | E-mail: igrendafilejaguaribe@gmail.com

Dados Técnicos

Número: BR402023000011-4
Indicação Geográfica: Jaguaribe
UF: Ceará
Requerente: Associação Renda Filé de Jaguaribe
Produto: Peças artesanais em renda filé
Data do Registro: 12/11/2024
Delimitação: Município de Jaguaribe, no estado do Ceará

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IG – Região dos Inhamuns

IG – Região dos Inhamuns

O algodão produzido na Região dos Inhamuns é responsável pelo sustento de centenas de famílias envolvidas no plantio, cultivo, colheita, transporte, beneficiamento e comercialização.

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Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produtora
Terra Indígena Serra do Sol
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

A produção de algodão da Região dos Inhamuns remonta ao século XVIII; porém, foi apenas no final do século XX que a mesma região passou a se tornar de fato conhecida pelo cultivo, sobretudo com o aumento da produção. Nesse sentido, a partir da década de 1990, o desenvolvimento do algodão com características orgânicas estimulou o surgimento de uma rede de relações econômicas e sociais que tornaram a Região dos Inhamuns reconhecida pelo cultivo algodoeiro.

A Região dos Inhamuns é uma das grandes produtoras de algodão do Brasil, com clima e solo favoráveis ao cultivo, capazes de fortalecer uma cadeia produtiva que movimenta toda a localidade e vem proporcionando o crescimento da atividade.

Compreende os limites políticos dos municípios de Tauá, Independência, Parambu, Boa Viagem e Novo Oriente, todos no estado do Ceará.

O algodão da Região dos Inhamuns é produzido em sistema agroecológico, sendo o produto livre de qualquer resíduo químico tóxico, com o máximo de qualidade e características típicas, conforme o saber fazer dos produtores da região. Deve, ainda, ser certificado como “orgânico” por órgão credenciado. Também as sementes devem ser produzidas seguindo práticas sustentáveis e orgânicas. A colheita deve ser realizada, preferencialmente, de maneira manual, conforme o saber-fazer local.

A variedade de algodão apta a ser utilizada pela IP “Região dos Inhamuns” é a BRS Aroeira, excluindo variedades transgênicas. Há, ainda, preocupação com o tratamento dos resíduos e das impurezas no detalhamento das práticas estabelecidas para a produção do algodão da localidade de modo que todo o processo produtivo possa ser sustentável.

O algodão produzido na Região dos Inhamuns é responsável pelo sustento de centenas de famílias envolvidas no plantio, cultivo, colheita, transporte, beneficiamento e comercialização. Conhecido como “ouro branco”, o produto transforma a vida dos agricultores enquanto seu sistema agroecológico auxilia na proteção da natureza.

A partir da última década do século XX, o desenvolvimento do cultivo transbordou as fronteiras nacionais, com aumento das exportações para os Estados Unidos e para a União Europeia (principalmente para a França), sobretudo com a inserção do algodão em arranjos produtivos sustentáveis e agroecológicos, que valorizam, por exemplo, a biodiversidade local.

Associação de Desenvolvimento Educacional e Cultural de Tauá e Região dos Inhamuns – ADEC
Endereço: Av. Helio Pedrosa Castelo, 2060, Aldeota | Cidade: Tauá/CE | CEP: 63660-000
E-mail: vereadornezinhotaua@gmail.com

Dados Técnicos

Número: BR402022000024-3
Indicação Geográfica: Região dos Inhamuns
UF: Ceará
Requerente: Associação de Desenvolvimento Educacional e Cultural de Tauá e Região dos Inhamuns
Produto: Algodão agroecológico (Gossypium hirsutum L.)
Data do Registro: 29/10/2024
Delimitação: Limites políticos dos municípios de Tauá, Independência, Parambu, Boa Viagem e Novo Oriente, todos no estado do Ceará

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IG – Chapada Diamantina

IG – Chapada Diamantina

Cultivado em altitudes que chegam a 1.600 metros, em solos minerais e sob clima de montanha, o Café da Chapada Diamantina revela aromas intensos e sabores complexos, que vão de frutas cítricas à notas de chocolate

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Café
Secagem do café
Produtores
Lavoura de Café
Café da Chapada Diamantina
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

A Chapada Diamantina, no coração da Bahia, é uma região de beleza natural e rica em história. O cultivo de café começou no século XIX, impulsionado pelo potencial agrícola local. A partir dos anos 1990, os produtores da região passaram a investir em práticas sustentáveis e técnicas inovadoras, buscando maior qualidade. Esse movimento resultou no reconhecimento da Indicação Geográfica na modalidade Denominação de Origem (DO) para o Café da Chapada Diamantina, reforçando sua excelência e identidade única.

O terroir da região é fundamental para as características especiais do café. Com altitudes entre 400 e 1.600 metros, clima tropical de altitude e solos minerais bem drenados, a Chapada oferece condições ideais para o cultivo. Análises químicas da Universidade Federal da Bahia identificaram um perfil diferenciado nos cafés da região, com altos teores de ácidos orgânicos, clorogênicos e lipídeos, que os destacam entre os cafés da Bahia e do Brasil.

Sensorialmente, o Café da Chapada Diamantina apresenta notas complexas que variam de frutas cítricas a chocolate e melaço, aromas florais e frutados, corpo aveludado, acidez equilibrada e uma finalização limpa e prolongada, proporcionando uma experiência gustativa rica e harmoniosa.

Os limites contemplam 24 municípios inseridos na Mesorregião Centro Sul Baiano, sendo eles: Abaíra, Andaraí, Barra da Estiva, Boninal, Bonito, Ibicoara, Ibitiara, Iramaia, Iraquara, Itaeté, Jussiape, Lençóis, Marcionílio Souza, Morro do Chapéu, Mucugê, Nova Redenção, Novo Horizonte, Palmeiras, Piatã, Rio de Contas, Seabra, Souto Soares, Utinga e Wagner.

As variedades exigidas para a produção de café na área delimitada da região Denominação de Origem “Chapada Diamantina”, devem ser todas da espécie Coffea arabica L., com exceção de variedades transgênicas, nas seguintes condições: em grãos verdes (café cru) e industrializado (café torrado e/ou torrado e moído).

Os grãos de café são produzidos por meio de um processo sustentável e que acentua os atributos organolépticos, físicos e químicos dos grãos. A quase totalidade da colheita, por exemplo, é realizada de forma manual.

O processamento pode se dar tanto pela via úmida, formando o café descascado; café descascado e desmucilado; e/ou café despolpado com fermentação, como pela via seca, formando o café natural.

A determinação da qualidade dos grãos de café da Denominação de Origem “Chapada Diamantina”, depende da classificação mínima (80 pontos) estabelecida por uma análise a qual todos os lotes de grãos de café da unidade produtiva, são submetidos.

O investimento em boas práticas agrícolas, a atuação coletiva dos produtores e a adoção de tecnologias de cultivo e pós-colheita fortalecem a qualidade e o reconhecimento do Café da Chapada Diamantina. A região representa um patrimônio natural e cultural de grande importância, onde o equilíbrio entre tradição e inovação impulsiona o crescimento econômico local e valoriza a identidade do café brasileiro no mercado nacional e internacional.

Aliança dos Cafeicultores da Chapada Diamantina
Endereço: Rua Canjerana, nº 27 | Cidade: Ibicoara/BA | CEP: 46760-000
Telefone: (77) 98157-2583 | E-mail: matostpm@gmail.com

Dados Técnicos

Número: BR412022000019-3
Indicação Geográfica: Chapada Diamantina
UF: Bahia
Requerente: Aliança dos Cafeicultores da Chapada Diamantina
Produto: Café
Data do Registro: 15/10/2024
Delimitação: Os limites contemplam 24 municípios inseridos na Mesorregião Centro Sul Baiano, sendo eles: Abaíra, Andaraí, Barra da Estiva, Boninal, Bonito, Ibicoara, Ibitiara, Iramaia, Iraquara, Itaeté, Jussiape, Lençóis, Marcionílio Souza, Morro do Chapéu, Mucugê, Nova Redenção, Novo Horizonte, Palmeiras, Piatã, Rio de Contas, Seabra, Souto Soares, Utinga e Wagner

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IG – Sapê do Norte

IG – Sapê do Norte

O beiju, tradicional iguaria quilombola produzida a partir da goma e da massa de mandioca, é um saber-fazer que passa de geração a geração, fabricado nos núcleos familiares, sendo considerado uma fonte de renda para os nativos e, principalmente, um símbolo de resistência e reafirmação da identidade.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação.24 de maio de 2025


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Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produção da Panela de Barro
Produtora
Terra Indígena Serra do Sol
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

O beiju do Sapê do Norte é fabricado desde, pelo menos, o século XIX, ainda no período escravista, quando comunidades quilombolas se estabeleceram na região dos municípios de Conceição da Barra e São Mateus, do estado do Espírito Santo. Este produto é o resultado da cultura com a história negra e camponesa dos quilombos capixabas, responsável por parte significativa da economia das famílias e a manutenção dos laços sociais e organização do trabalho.

O beiju resulta da inventividade da cultura quilombola que combina elementos sociais, a manutenção dos territórios e ambientes naturais e faz parte da sabedoria ancestral quilombola. Além disso, é um saber-fazer que passa de geração a geração, fabricado nos núcleos familiares sendo considerado uma fonte de renda para os nativos e, principalmente, um símbolo de resistência e reafirmação da identidade.

O plantio da mandioca utilizada para a produção do beiju é feito em período propício para o melhor desenvolvimento da safra, considerando a lua e fatores climáticos, como chuva e umidade. Após doze meses de cultivo, é realizada a colheita da mandioca.

O território da IG compreende as comunidades quilombolas do território de Sapê do Norte, abrangendo os limites político-administrativos dos municípios de São Mateus e Conceição da Barra, no estado do Espírito Santo.

O beiju é uma tradicional iguaria quilombola produzida a partir da goma e da massa de mandioca. Todas as etapas do processo produtivo do beiju do Sapê do Norte são trabalhadas pelos quilombolas, desde a preparação do terreno para o plantio da mandioca até a finalização do alimento, que pode ser enriquecido com outros produtos, como coco e amendoim. Após colhida, a mandioca é direcionada à casa de farinha, ou quitungo (como o espaço é chamado pelos nativos), para as etapas que consistem em descascar e ralar. São realizadas outras etapas específicas referentes à extração da massa da mandioca, ao descanso para a eliminação de toxinas, à manipulação da goma e polvilho, até finalmente, chegar ao processo de preparo do beiju. Assim, o beiju é direcionado para a chapa com o recheio de preferência, depois fechado e cortado.

Os canais de comercialização das famílias quilombolas fazedoras de beiju são os comércios locais, feiras e encomendas pessoais. Ademais, são realizados eventos para alavancar as vendas do alimento e captar novos clientes, inclusive turistas. Destaca-se o Festival do Beiju, evento de suma importância por abranger os aspectos artísticos, culturais e políticos. É realizado anualmente desde 2003, sendo reconhecido como o centro de produção do famoso beiju do Sapê do Norte, território que tem a cultura quilombola demarcada.

Associação das Produtoras Quilombolas de Beiju do Sapê do Norte – SAPÊ
Endereço: Av. Governador Jones dos Santos Neves, 33, Centro | Cidade: Conceição da Barra/ES | CEP: 29960-000
Telefone: +55 27 99940-0063 | E-mail: jucealflor@hotmail.com

Dados Técnicos

Número: BR402022000018-9
Indicação Geográfica: Sapê do Norte
UF: Espírito Santo
Requerente: Associação das Produtoras Quilombolas de Beiju do Sapê do Norte
Produto: Beiju
Data do Registro: 20/08/2024
Delimitação: Compreende as comunidades quilombolas do território de Sapê do Norte, abrangendo os limites político-administrativos dos municípios de São Mateus e Conceição da Barra, no estado do Espírito Santo.

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IG – Luiz Alves

IG – Luiz Alves

As primeiras cachaças de Luiz Alves remontam ao século XIX, uma vez que a produção de açúcar foi uma atividade econômica importante desde o início da colonização deste município catarinense.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação.22 de maio de 2025


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Cachaça de Luiz Alves
Cachaça de Luiz Alves
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

As primeiras cachaças de Luiz Alves remontam ao século XIX, uma vez que a produção de açúcar foi uma atividade econômica importante desde o início da colonização do município. A cachaça artesanal, inicialmente produzida em pequena escala, logo se tornou um produto relevante para o comércio da cidade, o que pode ser explicado pelas características diferenciadas do produto.

A temperatura amena e o clima local temperado úmido da região influenciam na qualidade da cachaça e da aguardente, uma vez que são considerados favoráveis ao envelhecimento das bebidas, proporcionando uma fermentação lenta, reduzindo a evaporação da água e mantendo o teor alcoólico desejado. Some-se aos fatores naturais a tradição e a experiência familiar, passada de geração em geração, resultando em um produto de qualidade diferenciada, diretamente ligado ao meio geográfico em que se encontra.

Não se pode deixar de mencionar o saber-fazer, repassado de gerações a gerações, relativo à produção da aguardente a partir do “melado”, bem como ao uso do fermento natural oriundo a partir de leveduras nativas da região. A fermentação do caldo, a destilação, a estabilização, o envelhecimento e o engarrafamento são realizados na própria cachaçaria e/ou na de terceiros, exclusivamente no município de Luiz Alves.

A Cachaça é proveniente do caldo da cana de açúcar, cultivada na região do litoral norte do estado de Santa Catarina. Já para a fabricação da aguardente de Luiz Alves, é utilizado, no lugar do caldo de cana fresco, o caldo da cana de açúcar concentrado, denominado de “melado de cana” na forma de produção culturalmente trazida pelos imigrantes europeus a região de Luiz Alves. O melado para produção da aguardente é proveniente do caldo de cana de açúcar, concentrado, em taxo de cobre e ou inox, até um mínimo de 65 º BRIX.

Não pode ser chamada de aguardente da DO de Luiz Alves a bebida obtida a partir de qualquer outro derivado da cana de açúcar, seja caldo de cana pouco concentrado, melaço, e ou açúcar de cana.

Além disso, são utilizadas leveduras nativas, que não existem em outro lugar do Brasil, em vez daquelas industrializadas, selecionadas para acelerar a fermentação visando ao aumento da produtividade. Em Luiz Alves, a utilização de leveduras locais proporciona uma fermentação de baixa velocidade, que produz álcoois de elevada qualidade, quando comparados àqueles obtidos de fermentos industrializados.

As leveduras são fatores naturais que trazem complexidade, harmonia, persistência e equilíbrio sensorial à bebida produzida em Luiz Alves. Cepas de leveduras únicas de cada um dos alambiques da região podem conferir, ainda, aromas e sabores singulares ao produto, trazendo notas de amêndoas, mel, café e traços minerais. Interessante ressaltar que há um compartilhamento das leveduras entre os produtores, o que, de acordo com eles, ajuda a promover um processo coletivo de aprimoramento e seleção das leveduras específicas que caracterizam a bebida de Luiz Alves.

Tanto a cachaça como a aguardente de Luiz Alves são essencialmente envelhecidas em barricas de Carvalho francês, podendo ser envelhecida também em madeiras Brasileiras por períodos de 5 a 32 anos (o que deve ser especificado no rótulo do produto).

APCALA, Associação dos produtores de Cachaça artesanal de Luiz Alves, conta com 10 alambiques associados sendo alguns já centenários, conta um uma incrível rota turística de cachaça, e maior densidade de alambique por metro quadrado, podendo visitar 10 alambiques em menos de 25 km rodados.

Associação dos Produtores de Cachaça Artesanal de Luiz Alves – APCALA
Endereço: Rua Professor Simão Hess, 280 | Cidade: Luiz Alves | CEP: 89128-000
Telefone: 47 99972-5757 | E-mail: orecior@hotmail.com

Dados Técnicos

Número: BR412022000009-6
Indicação Geográfica: Luiz Alves
UF: Santa Catarina
Requerente: APCALA – Associação dos Produtores de Cachaça Artesanal de Luiz Alves
Produto: Cachaça e Aguardente
Data do Registro: 06/08/2024
Delimitação: A área geográfica delimitada para a Denominação de Origem, da ‘Cachaça e Aguardente de Luiz Alves’, encontra-se entre os paralelos e meridianos 26º37’37,44S, 48º50’29,58W e 26º49’25,73S, 48º49’10,95W, abrangendo totalmente a área do município de Luiz Alves no estado de Santa Catarina, Brasil, com área total de 260,08 km².

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IG – Porto Grande

IG – Porto Grande

Em Porto Grande, no Amapá, o abacaxi é mais que uma fruta — é o resultado de um equilíbrio raro entre clima, dedicação e tradição, onde a natureza entrega uma coroa dourada que simboliza o valor de quem cultiva e preserva.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação.22 de maio de 2025


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Lavoura de Abacaxi
Produtores de Abacaxi
Produção de Abacaxi
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

Ao ver o esplendor da natureza, nem sempre nos damos conta do valor e complexidade nas suas mais singelas obras, mas em uma cidade no extremo norte deste gigantesco país, uma comunidade orgulhosa compartilha, conhece e respeita a doce e delicada perfeição, um equilíbrio que é oferecido somente àqueles que têm paciência, disposição e dedicação, pois até no mais doce sabor, esconde-se uma delicada acidez que nos lembra que é preciso pagar um preço, e que o mais saboroso dos frutos não cresce sem muito trabalho, dedicação e carinho.

Em Porto Grande no Amapá, famílias dedicam o seu tempo e paciência para cultivar uma fruta que, sem dúvida, é uma das mais belas obras desse rico equilíbrio, talvez possamos dar-lhe o título de o rei das frutas, não somente pelo orgulho e paixão pelo que fazem, mas sim porque a coroa cresce naturalmente, sua cor é dourada como se estivesse consciente do seu valor, e para conseguir extraí-lo, é preciso de um clima perfeito e mãos cuidadosas.

Em meio à natureza e seu verde predominante, a amarelo vivo convida os dignos a experimentarem o seu intenso sabor, mas não esqueça da reverência, você está experimentando O Abacaxi de Porto Grande.

No estado do Amapá, a produção de abacaxi é uma das principais culturas agrícolas, sendo Porto Grande o seu maior produtor – o município possui mais de 20 mil habitantes e, atualmente, é o maior produtor de abacaxi do Estado Conforme fotos, reportagens, matérias, entre outras referências presentes nos autos, existe, na cidade, uma praça com a escultura de um abacaxi, que faz referência à grande produção do fruto, à popularidade e à significância do mesmo para a cidade e para a sua população e cultura.

O abacaxi da IP Porto Grande é da variedade pérola, com nome científico Ananas comosus tendo como características o sabor adocicado e índice brix elevado. Possui perfume muito marcante e coloração amarela clara.

abacaxi de Porto Grande é comercializado em restaurantes, quiosques e praças de Macapá, na forma de abacaxi temperado, que, com frequência, chama a atenção dos turistas que visitam a capital. Mesmo em Macapá, capital do Amapá, a comercialização intensa do fruto é composta de abacaxis provenientes majoritariamente de Porto Grande. Sendo a produção de abacaxi o principal destaque agrícola e econômico da cidade, criou-se o Festival do Abacaxi de Porto Grande na década de 1990. Esse Festival é um dos maiores eventos do calendário cultural do Amapá, e tem como propósito incentivar os produtores rurais de Porto Grande, valorizando a agricultura familiar e movimentando a economia da cidade.

O Festival Anual do Abacaxi de Porto Grande acontece, tradicionalmente, no início de setembro, por ser este o mês de pico da safra da fruta no município. O evento beneficia, diretamente, 200 microempreendedores. Corroborando com essa reputação da cidade em relação à produção da fruta, em 03 de janeiro de 2024, a Lei estadual Nº 3.004 declarou como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial o Cultivo de Abacaxi no Município de Porto Grande.

Associação de Produtores de Abacaxi de Porto Grande-AP
Endereço: Estrada Linha C, 1431 – Bairro: Colônia Agrícola do Matapi | Cidade: Porto Grande/AP | CEP: 68997-000
Telefone: (96)99117-1009 | E-mail: aspapg22@gmail.com

Dados Técnicos

Número: BR402023000007-6
Indicação Geográfica: Porto Grande
UF: Amapá
Requerente: Associação de Produtores de Abacaxi do Porto Grande – ASPA/PG
Produto: Abacaxi
Data do Registro: 26/11/2024
Delimitação: Compreende a totalidade do município de Porto Grande, no estado do Amapá, seguindo seus limites político-administrativos.

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IG – Bailique

IG – Bailique

A região do Bailique é composta de oito ilhas fluviais e área costeira próxima à foz do rio Amazonas, no leste do Amapá.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação.20 de maio de 2025


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Açaí
Açaí
Açaí
Representação Gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

O açaí sempre fez parte da história das famílias que vivem no arquipélago do Bailique, um conjunto de 8 ilhas na foz do Rio Amazonas, região norte do Brasil. Ele é colhido e transportado pelos rios da região, que são via de transporte, meio de subsistência e parte integrante da cultura e história das populações ribeirinhas.

A região do Bailique é composta de oito ilhas fluviais e área costeira próxima à foz do rio Amazonas, no leste do Amapá. O ambiente natural é marcado por uma rede de rios, igarapé e furos que desaguam no canal norte do rio Amazonas, formando extensas áreas de florestas de várzea, manguezais e campos inundados. São cerca de 51 comunidades ribeirinhas que se organizam em torno de sua religiosidade e de atividades produtivas como a coleta do fruto de açaí. O fruto pequeno cuja polpa faz um suco delicioso e nutritivo é o atrativo principal da região, base da alimentação local e fundamental para a garantia da segurança alimentar do Bailique.

O açaí do Bailique possui coloração roxa intensa, além de um sabor levemente adocicado. O fruto se destaca por seu aroma marcante e sua consistência de média a grossa (12% e 14%, respectivamente, de sólido). O açaí é composto apenas da polpa da fruta, sendo inteiramente puro, sem adição de açúcares, xaropes, corantes, aromas ou conservantes. É, também, produzido por meio do processo de extrativismo e manejado em palmeiras características das várzeas e margens dos rios amazônicos. O açaí do Bailique é nativo da região e cultivado da forma natural, sem o uso de agrotóxicos, máquinas e fertilizantes. É apenas manejado pelos produtores e possui certificado FSC (Forest Stewardship Council, organização não governamental internacional que atesta que os produtos florestais são oriundos de florestas bem geridas), o que garante que todas as etapas do processo sejam feitas com respeito a legislação do país, direitos dos trabalhadores e com todo o cuidado com o meio ambiente. Além do certificado FSC, o açaí do Bailique também ostenta o selo vegano SVB, da Sociedade Vegetariana Brasileira. Esse certificado garante que o produto não contenha, em sua composição, nada de origem animal, bem como que o processo de extração e de produção seja livre de qualquer tipo de exploração animal.

De acordo com pesquisa participativa feita pela Embrapa, entre 50% e 60% da economia do Bailique vem do açaí, além de ser fonte de alimentação o ano todo. A notoriedade do arquipélago na produção de açaí o fez ser incluído no Polo Tucuju, da Rota do Açaí, uma das Rotas de Integração Nacional (RIN) do Governo Federal, redes de arranjos produtivos locais associadas a cadeias produtivas estratégicas capazes de promover a inclusão produtiva e o desenvolvimento sustentável das regiões brasileiras.

Associação das Comunidades Tradicionais do Bailique – ACTB
Endereço: Passarela Rio Marinheiro, 661, Vila Progresso | Cidade: Macapá/AP | CEP: 68913-000
Site: amazonbai.com.br | E-mail: amazonbaicooperativa@gmail.com

Dados Técnicos

Número: BR402023000008-4
Indicação Geográfica: Bailique
UF: Amapá
Requerente: Associação das Comunidades Tradicionais do Bailique – ACTB
Produto: Açaí
Data do Registro: 08/04/2025
Delimitação: Arquipélago do Bailique, composto por 08 (oito) ilhas no leste do Amapá, localizado aproximadamente a 180 km de Macapá por via fluvial pelo Rio Amazonas.

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IG – Autazes

IG – Autazes

A Indicação Geográfica Autazes celebra uma tradição secular na produção de queijo, intrinsecamente ligada às peculiaridades geográficas e culturais da região amazônica.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação.22 de maio de 2025


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Autazes
Autazes
Produção da Panela de Barro
Autazes
Autazes
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

A produção de queijo em Autazes tornou-se conhecida pela combinação de técnicas tradicionais, inovações técnicas e adaptações ao meio geográfico. A utilização de leite cru e a coagulação natural com coalho vegetal são práticas que remetem às origens da queijaria artesanal, porém a coletividade tem investido em equipamentos modernos e em boas práticas de fabricação, para a garantir a padronização e a sanidade alimentar dos produtos.

Situado na Região Metropolitana de Manaus, o município de Autazes adaptou-se ao ambiente fluvial, desenvolvendo um sistema de produção que ficou conhecido por suas características típicas e locais, que garante a autenticidade de seus produtos lácteos. O ciclo das águas da Amazônia, com suas alternâncias entre períodos de cheia e seca, moldou a vida e as atividades econômicas em Autazes. Desta forma, para superar os desafios impostos pelas variações no nível dos rios, os produtores locais estabeleceram queijarias flutuantes, que permitem a continuidade da produção de queijo durante todo o ano, mesmo nas áreas sujeitas a inundações. A matéria prima, o leite, provêm de criações alimentadas por pastagens naturais, compostas por gramíneas adaptadas às condições tropicais, fornecem aos animais uma alimentação rica e diversificada do que aquela utilizada em criações confinadas, o que se reflete na qualidade do leite e, consequentemente, do queijo. A água utilizada na produção também é proveniente de fontes naturais, contribuindo para o sabor característico do produto final.

O queijo de Autazes é produzido com leite cru, obtido de rebanhos locais (bovino e bubalino), com pastagens adaptadas ao bioma amazônico, localizadas no próprio município, empregando a fermentação natural. O queijo de Autazes é conhecido por seu formato retangular, por seu sabor fresco, levemente salgado e ácido, assim como por sua textura macia. Além disso, o queijo produzido a partir do leite bovino apresenta coloração levemente amarelada, enquanto o produzido a partir do leite bubalino possui coloração levemente esbranquiçada.

A produção inicia-se com o cuidado com a matéria prima, que inclui o acompanhamento da sanidade do rebanho, a ordenha manual ou mecânica, a filtragem do leite, a adição do coalho e o corte da coalhada. A massa é então moldada em formas e prensada, antes de ser salgada e maturada. As unidades de produção flutuantes, permitem acompanhar os ciclos de alta de baixa dos rios, bem como facilitam o recebimento de insumos e matéria prima, bem como o escoamento do produto final, do queijo.

A produção se destaca pelo queijo coalho bovino, elaborado em queijarias flutuantes. Essa é uma adaptação necessária às variações do nível dos rios, que ao longo do ano alagam as planícies e mudam as rotas de transporte de mercadorias.

Atualmente, o município conta com seis fábricas de laticínios, seis queijarias flutuantes e nove queijarias com Serviço de Inspeção Estadual (SIE), com mais 14 em processo de obtenção do selo.

Associação de Produtores dos Queijos de Autazes
Endereço: Avenida Autazes 170, Centro | Cidade: Autazes/AM | CEP: 69240-000
E-mail: gibson.diego@hotmail.com

Dados Técnicos

Número: BR402022000022-7
Indicação Geográfica: Autazes
UF: Amazonas
Requerente: Associação de Produtores dos Queijos de Autazes
Produto: Queijo
Data do Registro: 10/09/2024
Delimitação: Totalidade do território político-administrativo do município de Autazes, no estado do Amazonas.

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