IG – Boa Vista do Ramos

IG – Boa Vista do Ramos

Boa Vista do Ramos, no Amazonas, é reconhecida como a “Terra do Mel” e se destaca pela produção de mel de abelhas sem ferrão em meio à biodiversidade única da Floresta Amazônica.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação.17 de junho de 2026


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Boa Vista do Ramos
Boa Vista do Ramos
Boa Vista do Ramos
Boa Vista do Ramos
Boa Vista do Ramos
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

Boa Vista do Ramos consolidou-se como referência na produção de mel no Amazonas, sendo reconhecido como a “Terra do Mel”. O município destaca-se pela abundância natural de abelhas nativas e tornou-se o principal produtor de mel e derivados do estado, além de ser considerado o maior produtor de mel de abelhas sem ferrão do Brasil.

A notoriedade da atividade impulsionou avanços importantes para a cadeia produtiva local, como a implantação da primeira Casa do Mel do Amazonas dentro dos padrões sanitários exigidos por lei e a conquista pioneira do selo do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) para comercialização do produto.

Inserido no bioma da Floresta Amazônica, o território de Boa Vista do Ramos reúne condições naturais ideais para a criação de abelhas nativas, graças ao clima quente, à grande biodiversidade e à riqueza da flora regional. As abelhas exercem papel fundamental no equilíbrio ambiental, atuando na polinização e dispersão de sementes. Entre as espécies presentes na região, destacam-se as abelhas indígenas sem ferrão, conhecidas como meliponíneos, que vivem em colônias e produzem mel a partir do néctar e do pólen encontrados na floresta amazônica.

Os Meliponíneos são abelhas de grande porte encontradas em regiões tropicais e subtropicais e há registro de quase 200 espécies na região Amazônica brasileira. A atividade de criação de espécies de abelhas indígenas sem ferrão, por meio de técnicas de manejo respeitando as condições biológicas, constitui a Meliponicultura, uma prática importante para a economia local e para a conservação florestal.

O mel de Boa Vista do Ramos é produzido em meliponários de terra firme e em áreas de várzea, exclusivamente por abelhas indígenas sem ferrão, tais como Melipona seminigra (conhecida popularmente como jandaíra) e Melipona interrupta manauense (conhecida popularmente como jupará). O produto de alta qualidade possui características diferenciadas dos demais encontrados no mercado, apresentando uma leve acidez e outros aspectos únicos resultantes das floradas, como o sabor, o aroma e a coloração singulares.

A prática beneficia diversas famílias da região promovendo a geração de renda e a conservação da vegetação, o aumento na produção dos pomares e outros proveitos para o meio ambiente, por meio da atividade das abelhas como agentes polinizadores de várias plantas nativas. Carregando a fama da produção de bons méis, Boa Vista do Ramos possui alguns eventos que se destacam na região, como a Festa do Trabalhador e Feira do Mel em maio de 2019 foram realizadas a 16ª Festa do Trabalhador e a 2ª Feira do Mel.

Associação de Meliponicultores de BVR ACTB
Endereço: R. Juscelino Kubtischek | Cidade: Boa Vista do Ramos/AM | CEP: 69195-000
E-mail: rjmmaues@gmail.com

Dados Técnicos

Número: BR402024000006-0
Indicação Geográfica: Boa Vista do Ramos
UF: Amazonas
Requerente: Associação de Meliponicultores de BVR
Produto: Mel
Data do Registro: 02/12/2025
Delimitação: Município de Boa Vista do Ramos, no Estado do Amazonas.

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IG – Cerro Azul

IG – Cerro Azul

A ponkan de Cerro Azul, no Paraná, é reconhecida nacionalmente pela doçura, firmeza e qualidade de seus frutos, cultivados em condições naturais favoráveis de clima, relevo e solo.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação.17 de junho de 2026


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Cerro Azul
Cerro Azul
Cerro Azul
Cerro Azul
Cerro Azul
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

O processo de colonização de Cerro Azul se iniciou no período imperial e, após estudos do solo e do clima, algumas atividades produtivas foram incentivadas, entre elas a citricultura. Desde a década de 1960, as primeiras mudas de tangerina ponkan começaram a ser plantadas em Cerro Azul. A boa adaptação da fruta favoreceu seu fortalecimento no território e a cultura conquistou rapidamente espaço no mercado.

A tangerina ponkan corresponde a 85% das tangerinas de Cerro Azul. Consta no pedido de registro que o Paraná figura no 4º lugar num ranqueamento da produção de tangerinas do Brasil, e o município de Cerro Azul é o principal ofertante nacional da fruta. Os dados do Valor Bruto de Produção (VBP) do Paraná em 2022 apontaram colheita de 135,2 mil toneladas em 6,9 mil hectares. Principal produtor no Brasil, Cerro Azul contribuiu com 77,6 mil toneladas colhidas em pomares que ocuparam 3,9 mil hectares. O VBP das tangerinas no município é de R$ 80,4 milhões, o que significa que Cerro Azul representa 10% da produção total de tangerinas do país.

O produto da Indicação de Procedência Cerro Azul é a tangerina ponkan da espécie Citrus reticulada Blanco.

A produção da fruta no município de Cerro Azul é favorecida pelo clima local, que exerce uma influência significativa no sabor da Ponkan. As características climáticas e geográficas do município (como a amplitude térmica, o relevo montanhoso e o solo rico) contribuem para a qualidade e o perfil de sabor singulares dessa fruta, geralmente destacando sua firmeza e doçura.

A amplitude térmica, com grande variação de temperatura entre o dia e a noite, leva a ponkan de Cerro Azul a produzir mais frutose, conferindo-a sabor mais adocicado. O solo rico da região também favorece a qualidade das frutas de maneira positiva, aliado ao relevo ideal para o cultivo de citros.

O município de Cerro Azul realiza anualmente a Festa Nacional da Ponkan, evento que destaca a importância dessa fruta para o território. A 56.ª edição ocorreu de 08 a 09 de junho de 2024. Dentre as atividades do evento, destacam-se a exposição de frutas, com participação de 150 expositores, e o concurso que avalia a qualidade das frutas, refletindo o esforço e o compromisso dos citricultores locais. Tal festa celebra a colheita, o saber fazer local e desempenha papel crucial na promoção da economia do território.

Em 2023, o município de Cerro Azul conquistou o título de Capital Nacional da Ponkan, por meio da Lei nº 14.608, de 21 de junho, um reconhecimento federal. Ressalta-se que a Lei Estadual nº 19.529, de 30 de maio de 2018, já havia conferido à localidade o título de Capital Paranaense da Ponkan.

Associação Vale da Ponkan
Endereço: Rua Principal, S/N, Bairro Lageadinho | Cidade: Cerro Azul/PR | CEP: 83570-000
E-mail: rafaelcropolato@hotmail.com

Dados Técnicos

Número: BR402023000023-8
Indicação Geográfica: Cerro Azul
UF: Paraná
Requerente: Associação Vale da Ponkan
Produto: Tangerina ponkan
Data do Registro: 29/07/2025
Delimitação: Município paranaense de Cerro Azul

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Catálogo de estudos e pesquisas

Seminário Além dos Números

 
 

 
 

07 de julho de 2026
14h às 16h30
Online e gratuito
Sobre o evento

Um espaço técnico para discutir os dados por trás dos pequenos negócios.

Seminário DataSebrae: Além dos Grandes Números é uma iniciativa do DataSebrae, promovida pela Unidade de Estratégia e Transformação (UGE) do Sebrae Nacional, que busca aprofundar discussões sobre metodologias, estudos e análises relacionadas aos pequenos negócios brasileiros.

Compartilhar conhecimento técnico

Debater metodologias de pesquisa

Apresentar estudos inéditos

Aproximar especialistas e usuários dos dados

Edição atual

1ª Edição – Sobrevivência das Empresas Brasileiras

Nesta primeira edição, o tema será a sobrevivência das empresas brasileiras, com destaque para a metodologia de análise de sobrevivência e suas aplicações em estudos sobre pequenos negócios. A programação contará com especialistas que apresentarão conceitos, resultados e reflexões sobre a permanência das empresas no mercado e a importância desse tipo de análise para a produção de conhecimento e o desenvolvimento de políticas e estratégias voltadas ao empreendedorismo.

Detalhes do encontro
Data
07 de julho de 2026
Horário
14h às 16h30
Modalidade
Online e gratuito
Programação

Uma tarde de imersão técnica, do conceito à aplicação.

  1. 14h00

    Abertura

    Dênis Nunes

    Coordenador do Núcleo de Pesquisa e Gestão do Conhecimento da UGE – Sebrae NA

  2. 14h10

    Introdução à análise de sobrevivência

    Profa. Dra. Vera Tomazella

    DES-UFSCar

  3. 15h20

    Aplicações da análise de sobrevivência em estudos do Sebrae

    Rumenick Silva

    Cientista de Dados da UGE – Sebrae NA

  4. 16h30

    Encerramento

    Mediação e comentários: Shayane Cordeiro

    Analista do Núcleo de Pesquisa e Gestão do Conhecimento da UGE – Sebrae NA

Palestrantes

Especialistas reconhecidos em estatística e pesquisa aplicada.

Vera Tomazella

Vera Tomazella

Palestrante · UFSCar

Doutora em Ciências da Computação e Matemática Computacional pela USP, com pós-doutorados em Valência (Espanha) e Manchester (Reino Unido). Professora sênior da UFSCar, atuou como professora visitante da UFPB. Foi presidente da Associação Brasileira de Estatística (ABE) e da RBras, e integra o International Statistical Institute (ISI). Pesquisa em Análise de Sobrevivência, Confiabilidade, Modelos de Risco e Inferência Bayesiana.

Rumenick Pereira da Silva

Rumenick Pereira da Silva

Palestrante · Cientista de Dados, Sebrae NA

Doutor em Estatística pela UFMG e mestre em Matemática Aplicada e Estatística pela UFRN. Lidera estudos quantitativos sobre pequenos negócios no Sebrae Nacional, subsidiando políticas públicas e soluções de IA generativa. Mais de dez anos em análise de sobrevivência, modelagem estatística e machine learning, com passagens por FGV IBRE, Trybe, UFF e Verzani & Sandrini.

Shayane Cordeiro

Shayane Cordeiro

Mediação · Estatística, Sebrae NA

Mestre em Estatística pela UnB, com ênfase em modelos de seleção amostral, e graduada em Estatística e Matemática pela mesma instituição. Experiência em modelos preditivos no Banco SICOOB, pesquisas amostrais no IPEDF e consultoria em amostragem na FIOCRUZ. Atualmente, é Analista no Núcleo de Pesquisa e Gestão do Conhecimento (NPGC) do Sebrae Nacional e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Informática (PPGI) da UnB.

Arquivos · 1ª Edição

Materiais disponíveis após o evento.

Estudo completo, infográficos, apresentações dos palestrantes e gravação ficarão acessíveis nesta página assim que o seminário for realizado.

Estudo completo

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Relatório Técnico
Apresentação

Infográfico

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Apresentações dos palestrantes

Slides

Vera Tomazella
Rumenick Pereira da Silva

Gravação do evento

Vídeo

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IG – Serra de Apucarana

IG – Serra de Apucarana

O Café da Serra de Apucarana, no Paraná, combina tradição familiar, cultivo sustentável e condições naturais únicas para produzir cafés de alta qualidade sensorial.

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Serra de Apucarana
Serra de Apucarana
Serra de Apucarana
Serra de Apucarana
Serra de Apucarana
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica


O saber-fazer tradicional dos produtores locais, que aplicam técnicas modernas em conjunto com o conhecimento tradicional, garante que as potencialidades da natureza sejam plenamente aproveitadas.

A produção do Café da Serra de Apucarana é realizada predominantemente por famílias da região, que aliam técnicas modernas de cultivo ao conhecimento tradicional transmitido ao longo das gerações. Essa integração de práticas reflete a valorização da cultura local e o compromisso com a preservação ambiental, assegurando uma produção sustentável e de alta qualidade.

As técnicas de colheita empregadas e a torra exclusivamente média preservam e acentuam as qualidades intrínsecas do café, consolidando, segundo os autos, a tipicidade da bebida final. O resultado desses fatores seria um café com perfil sensorial singular, caracterizado por uma acidez típica e equilibrada, notas de sabor frutado (frutas amarelas e vermelhas) e predominância de melaço.


A área delimitada da DO Serra de Apucarana possui um ambiente edafoclimático único. A conjugação da altitude elevada (entre 700 e 950 metros), que favorece a maturação lenta dos grãos; o solo de origem vulcânica (Terra Roxa), rico em nutrientes; o clima úmido mesotérmico com chuvas regulares (pouco déficit de água ao longo do ano); a temperatura média ao longo do ano de cerca de 20,6º C que atende à média anual ideal para o cultivo do cafeeiro, que situa-se entre 19 a 21º C; e os ventos constantes constituem características climáticas propícias para o cultivo cafeeiro contribuem para o desenvolvimento ideal da planta.


O café arábica (Coffea arábica) da Serra de Apucarana tem como características intrínsecas de sabor frutado (com notas de frutas amarelas e vermelhas), com notas de melaço, além de uma acidez típica e equilibrada.

Para produtos com DO, é permitida exclusivamente a torra média, considerada ideal para destacar as características próprias do café da região. A produção é realizada com mão de obra familiar e usa sementes da própria região, com colheita cuidadosa.


Segundo os documentos trazidos ao exame, o terroir da Serra de Apucarana é a soma das condições naturais do meio geográfico com o saber-fazer local, sendo essa combinação o que confere ao café as suas características e qualidades únicas.

Reconhecido pela sua identidade e excelência, o café da Serra de Apucarana se tornou um verdadeiro símbolo cultural, representando a tradição e a dedicação das famílias produtoras da região.


Associação dos Cafeicultores de Apucarana
Endereço: Rua Domingos Sbompato, 286, Gleba Pirapó, Distrito de Pirapó | Cidade: Apucarana/PR | CEP: 86818-000
Telefone: +55 (43) 98864-9626 | E-mail: igserradeapucarana@gmail.com | acap131997@gmail.com


Dados Técnicos

Número: BR412025000003-5
Indicação Geográfica: Serra de Apucarana
UF: Paraná
Requerente: Associação dos Cafeicultores de Apucarana
Produto: Café
Data do Registro: 27/01/2026
Delimitação: Municípios paranaenses de Apucarana, Arapongas e Cambira em suas totalidades, seguindo seus limites político administrativos.

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IG – Areia-PB

IG – Areia-PB

A cachaça de Areia, na Paraíba, carrega a tradição dos engenhos históricos do Brejo Paraibano e se destaca pela qualidade, diversidade e reconhecimento nacional.

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Areia-PB
Areia-PB
Areia-PB
Areia-PB
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica


Areia é um município brasileiro do estado da Paraíba que vem ganhando destaque no cenário nacional pela sua história de desenvolvimento cultural e turístico, e pela concentração de unidades produtoras de cachaça de qualidade, concentrando 28 engenhos de produção dessa bebida.

A produção de cachaça em Areia-PB ganhou força e notoriedade a partir da década de 90 do século XX, após investimento de alguns engenhos em qualidade do produto, registro e envase devidamente rotulados. Nesse período, iniciou-se uma fase de valorização da cachaça de Areia-PB, com ações de marketing e participação em concursos de bebidas, projetando as marcas locais no cenário nacional, que também se encontrava em franca ascensão.

O aperfeiçoamento do processo produtivo, o investimento em capacitações, a uniformização, padronização e melhoria da qualidade da cachaça, aliada ao clima ameno e solo fértil vem agregando valor às bebidas produzidas em Areia-PB, onde a competitividade do segmento é uma alternativa de desenvolvimento para o setor.


Areia-PB é a primeira cidade na região Nordeste e a segunda no Brasil em número de engenhos produtores de Cachaça, devidamente registrados, e é responsável por mais de 40% da produção na Paraíba.

Foram produzidos em 2018 um total de 4,5 milhões de litros de cachaça no município de Areia, para os quais, as 32.154 toneladas de cana-de-açúcar, produzidas em 812 hectares, foram insuficientes, demandando a compra do produto agrícola em outros municípios da região.

A produção e a comercialização de cachaça em Areia geram 200 empregos diretos permanentes, 300 empregos diretos sazonais (para o corte manual da cana) e mais de 2000 empregos indiretos.


Para a produção de Cachaça de Areia-PB,o sistema de produção dos canaviais deverá estar de acordo com as técnicas de plantio, adotando práticas mitigadoras dos impactos ambientais, em especial a reutilização dos subprodutos.

Todas as cultivares de cana-de-açúcar poderão ser utilizadas na produção da cachaça de Areia, sendo englobadas pela Indicação de Procedência as seguintes variedades da bebida:

Cachaça: Bebida tradicional, obtida pela destilação do mosto fermentado de cana-de-açúcar, com características sensoriais peculiares, podendo ser armazenada em tonéis de aço inox, polietileno ou em tonéis de madeira que não alteram o sabor, aroma e cor da mesma;

Cachaça Envelhecida: Bebida tradicional, obtida pela destilação do mosto fermentado de cana-deaçúcar, armazenada em tonéis de madeira com capacidade máxima de 700 (setecentos) litros, por um período não inferior a 1(um) ano, podendo ser adicionada em até 50% de seu volume com cachaça não envelhecida, suavizando seu sabor e adquirindo um leve aroma e uma leve coloração da madeira utilizada;

Cachaça Premium: Cachaça que contêm 100% (cem por cento) de cachaça envelhecida em recipiente de madeira apropriado, com capacidade máxima de 700 (setecentos) litros, por um período não inferior a I(um) ano;

Cachaça Extra Premium: Cachaça que contêm 100% (cem por cento) de cachaça envelhecida em recipiente de madeira apropriado, com capacidade máxima de 700 (setecentos) litros, por um período não inferior a 3 (três) anos;

Cachaça Armazenada/Descansada: obtida pela destilação do mosto fermentado de cana-de-açúcar, armazenada em tonéis de madeira adquirindo um leve aroma e uma leve coloração da madeira utilizada.


Ademais, a produção da bebida em Areia movimenta a economia local através do turismo, sendo os engenhos um dos principais atrativos do município. Os engenhos de cachaça de Areia recebem em torno de 25 mil turistas por ano e estão no roteiro turístico “Caminho dos Engenhos”.

O Título de Capital Paraibana da Cachaça foi conferido a Areia em 19 de abril de 2021 pela lei nº11.873/2021, cujo projeto foi elaborado de forma conjunta com os produtores de cachaça do município e apoio técnico do Instituto Federal da Paraíba. Esse reconhecimento da Assembleia Legislativa Paraibana teve grande repercussão na mídia e veio corroborar com a notoriedade já atribuída popularmente às cachaças de Areia-PB.


Associação dos Produtores de Cachaça de Areia – APCA
Endereço: Engenho Saboeiro, Zona Rural- Caixa postal 56 | Cidade: Areia/PB | CEP: 58397-000
Telefone: +55 83 98206-0882 | E-mail: apcacachacaspb@gmail.com


Dados Técnicos

Número: BR402024000014-1
Indicação Geográfica: Areia – PB
UF: Paraíba
Requerente: Associação dos Produtores de Cachaça de Areia – APCA
Produto: Cachaça
Data do Registro: 09/12/2025
Delimitação: A área delimitada da IP abrange integralmente o município de Areia – PB e partes dos municípios de Arara e Alagoinha.

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IG – Cristalina

IG – Cristalina

Cristalina, em Goiás, carrega em sua história a riqueza e a tradição dos cristais de rocha que deram origem ao município e projetaram a região para o mundo. Reconhecida como uma das maiores reservas de cristal do planeta, a cidade mantém vivo o saber-fazer de garimpeiros, lapidários e artesãos que transformam seus cristais em identidade, cultura e desenvolvimento.

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Cristalina
Cristalina
Cristalina
Cristalina
Cristalina
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica


Os registros históricos apontam que, com a expansão do garimpo e da mineração no século XVIII, as bandeiras vindas de São Paulo se surpreenderam ao chegar a uma serra onde encontraram uma imensa quantidade de cristais de rocha de todos os tipos e tamanhos espalhados na superfície, dando ao local o nome de Serra dos Cristais, por volta do ano de 1797. Entretanto, como o objetivo das bandeiras era especialmente a exploração de ouro, eles não deram relevância aos cristais encontrados.

Apenas no ano de 1879, os cristais voltaram a aparecer no contexto histórico, quando dois franceses residentes na cidade vizinha de Paracatu, Etienne Lepesqueur e Léon Laboissière, que comercializavam ouro, cuidaram de enviar amostras de cristais para a França, as quais foram vendidas por um preço expressivo. Em virtude da pureza e qualidade, os cristais foram bem aceitos pela burguesia francesa, o que trouxe aos citados franceses que residiam em Paracatu a promessa de grandes lucros. Desse modo, em 1880, eles fixaram residência na Serra dos Cristais, a qual passou a se chamar São Sebastião da Serra dos Cristais, iniciando assim a exploração do garimpo na região.

Ante a abundância do minério e sua facilidade de extração, logo a região atraiu garimpeiros de todas as partes do Brasil. Uma vez extraídos, os cristais eram transportados até a cidade de Paracatu e dali para o porto do Rio de Janeiro, de onde eram exportados para a Europa e distribuídos para grandes centros de lapidação na Alemanha, na Itália e na Bélgica, e para indústrias de aparelhos óticos da França e da Alemanha.


A cidade de Cristalina é um município do estado de Goiás cujo surgimento se deu em virtude dos cristais localizados na região, daí a origem de seu nome.

O aumento da população, a comercialização dos cristais, bem como outros fatores atraíram criminosos para a localidade, que passou a registrar todos os tipos de crimes. Com a finalidade de restabelecer a tranquilidade local, moradores solicitaram ao governo estadual que elevasse o Arraial de São Sebastião da Serra dos Cristais à categoria de distrito de Santa Luzia de Goiás, o que se deu pela promulgação da Lei Estadual n° 15, de 12 de outubro de 1901, com o novo distrito passando a se chamar São Sebastião dos Cristais. Em 1916, o distrito foi elevado à categoria de vila, anexada ao município de Santa Luzia e, em julho do mesmo ano, pela Lei Estadual nº 533, a vila foi elevada a município autônomo. Em 15 de janeiro de 1917, foi oficialmente instalado o município de São Sebastião dos Cristais. Em 31 de março de 1918, pela Lei Estadual nº 577, o nome São Sebastião dos Cristais foi mudado para Cristalina.


Cristais (quartzo) extraídos dentro da delimitação da área geográfica especificada, sendo a região produtora das seguintes variedades: Cristal branco; Cristal lemuriano; Cristal citrino (amarelo/sangue de boi/gema de ovo); Cristal barraca verde; Cristal barraca branca; Cristal agulha citrinada; Cristal com lôdo/Pedra de lôdo; Cristal murion; Cristal fumê; Concochinita (inclusão de ametista); Cristal com água; Cristal rubi; Cristal com grafite; Cristal para tratamento (Green gold e Citrino).

Compreende-se, como produtos aptos ao uso da IP Cristalina, os cristais em sua forma bruta (conforme extraídos da natureza) e os cristais lapidados.


Atualmente, Cristalina atrai turistas e artesãos de todo o país, que vêm em busca de cristais, gerando empregos diretos e indiretos, tanto na exploração do minério e sua comercialização como no artesanato com pedras. Cristalina é conhecida como um dos maiores centros de comercialização de pedras do Brasil, além de ser a maior reserva de cristal de rocha do mundo, sobre a qual a cidade foi construída.


Associação dos Artesãos, Garimpeiros e Mineradores de Cristalina-GO
Endereço: Rua 12, Quadra A, Lote 01, s/n Setor Norte Novo I | Cidade: Cristalina/GO | CEP: 73850-000
E-mail: mercadodocristal@gmail.com


Dados Técnicos

Número: BR402023000021-1
Indicação Geográfica: Cristalina
UF: Goiás
Requerente: Associação dos Artesãos, Garimpeiros e Mineradores de Cristalina-GO
Produto: Cristais (Quartzo)
Data do Registro: 15/07/2025
Delimitação: A área delimitada compreende os limites do município de Cristalina, localizado na região leste do estado de Goiás, na microrregião 012, do Entorno de Brasília, na zona fisiográfica denominada Planalto Goiano, com latitude 46º 48’ S e longitude 16º 20’ W Gr, tendo como limites os municípios de Ipameri/GO, Luziânia/GO, Paracatu/MG, Unaí/MG, Cidade Ocidental/GO e Distrito Federal.

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IG – Aquiraz

IG – Aquiraz

A renda de bilro de Aquiraz, no Ceará, é expressão de um saber-fazer tradicional transmitido entre gerações de mulheres rendeiras do litoral cearense.

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Aquiraz
Aquiraz
Aquiraz
Aquiraz
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica


Reconhece-se a notoriedade da renda de bilro de Aquiraz enquanto uma importante tradição local. Além de comercializada nos Centros, também é possível encontrar as mulheres com suas almofadas nas calçadas de suas casas, tecendo suas coloridas rendas ao som dos bilros.

Fazer renda com os bilros é um aprendizado que se adquire na infância, sendo uma realidade muito comum entre as famílias de Aquiraz. Segundo relatos que constam no processo, mesmo que algumas mulheres não trabalhem com artesanato, todas dominam essa arte. Em geral, a técnica é aprendida com familiares como a avó, a mãe, uma tia, ou uma madrinha. Tradicionalmente, em Aquiraz, é a mulher no bilro e o homem pescando no mar.

Se desenvolveu e se consolidou entre as mulheres aquirazenses a cultura da renda de bilro, um saber fazer que atravessa gerações.


Aquiraz é um município litorâneo localizado na Região Metropolitana de Fortaleza, no estado do Ceará. Nele, estão as rendeiras conhecidas nacionalmente por fazer a renda de bilro, a “renda da terra”. O município de Aquiraz é tradicionalmente conhecido pela produção dessa arte criativa e acredita-se que a técnica é uma herança lusitana e que chegou através do mar, trazida pelas portuguesas, desembarcadas aqui por volta do século XVII.

Localmente, a produção de renda de bilro é encontrada e comercializada especialmente no Centro das Rendeiras da Prainha, fundado em 1979, e no Centro das Rendeiras de Iguape, inaugurado em 2014, com o objetivo de “valorizar o artesanato local, alavancar a renda das artesãs e diminuir a atuação do atravessador”. O Centro das Rendeiras de Iguape é o maior polo de produção artesanal de renda de bilro do Ceará, tendo sido investidos, pelo Governo do Estado, quase um milhão de reais, beneficiando 56 artistas rendeiras.


O produto objeto desta IG é exclusivamente peças em artesanais com renda de bilro. São produtos únicos, feitos com matéria-prima de selecionada, possuindo características peculiares de qualidade, beleza e durabilidade.

Os pontos utilizados na produção das rendas de bilro de Aquiraz se diferenciam dos demais, pois já estão inseridos e absorvidos pela cultura local.

Os tipos de pontos mais utilizados pelas rendeiras da IP Aquiraz são: Pano, Trança, Traça (barata), Urela, Tarrafa (casinha de abelha) e Tringo. O artesanato deverá ser produzido com as seguinte matérias-primas: a) Linha Cléa; b) Linha Clara; c) Linha Pinguim; d) Linha Esterlina; e) Linha Anne; f) Linha Janete; g) Linha Camila; h) Linha Joka; i) Linha Mônica.


As viagens das rendeiras de Aquiraz para outros lugares com o objetivo de expor, vender, capitar recursos, e aperfeiçoar seu ofício é constante, conforme documentos trazidos aos autos. Entre essas viagens, as rendeiras estiveram representadas na Feira Nacional de Artesanato de Vila do Conde (FNA), em Portugal, a convite da Associação para a Defesa do Artesanato e Património de Vila do Conde (ADAPVC), em 2002. Mais recentemente, em 2023, as peças desenvolvidas pelas rendeiras de Aquiraz foram exibidas na 3ª edição da Exposição Render-CE, no Shopping Iguatemi Bosque, em Fortaleza/CE.

Ainda conforme os autos do processo, em 2013 as rendeiras de Aquiraz conquistaram o recorde e entraram para o Rank Brasil por confeccionarem a maior renda de bilros do país, à época com 1.130 metros. Após a conquista e somando quase uma década de trabalho, em 2015, cerca de 40 rendeiras do Complexo Artesanal de Aquiraz continuaram se revezando na almofada, sob os olhos curiosos dos clientes (a maioria turistas), para também conseguir entrar no Guinness Book e alcançarem o mundo. Até 12 de janeiro de 2016, a renda, cuidadosamente guardada em um enorme carretel, media 1.300 metros.


Associação das Rendeiras da Prainha
Endereço: Av. Damião Tavares de Souza, s/n | Cidade: Aquiraz | CEP: 61700-000
Telefone: +55 85 99702-8925| E-mail: alexandrasandrinha7@gmail.com


Dados Técnicos

Número: BR402024000002-8
Indicação Geográfica: Aquiraz
UF: Ceará
Requerente: Associação das Rendeiras da Prainha
Produto: Peças artesanais com renda de bilro
Data do Registro: 16/09/2025
Delimitação: Município de Aquiraz, estado do Ceará.

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IG – Serra de Baturité

IG – Serra de Baturité

O Café da Serra de Baturité, no Ceará, reúne tradição cafeeira, cultivo sombreado e práticas agroflorestais que valorizam a biodiversidade da região.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação.09 de junho de 2026


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Serra de Baturité
Serra de Baturité
Serra de Baturité
Serra de Baturité
Serra de Baturité
Representação gráfica

Sobre a Indicação Geográfica


Se, no século XIX, o cultivo de café na região adotava métodos que levaram à exaustão o solo, nas últimas décadas houve uma retomada da produção cafeeira, ainda que em escala muito menor, com ênfase na sustentabilidade e na preservação dos recursos naturais e o desenvolvimento de práticas agrícolas com enfoque agroecológico.

Em resumo, a produção atual é uma retomada, com viés sustentável, da histórica produção de café naquela região. Em outras palavras, o nome solicitado para registro é reconhecido historicamente como um local de produção de café e, atualmente, a este reconhecimento se somam práticas sustentáveis.


A região, conhecida como Serra de Baturité, ou Maciço de Baturité, conta com uma área de proteção ambiental, abrangendo 32.690 hectares. Lá, há algumas décadas, a produção cafeeira já foi destaque mundial, com muita exportação para a Europa. Porém, o tempo e o desgaste do solo fizeram com que a tradição ficasse de lado. O tempo passou e novamente o café voltou a ser a estrela da região.

Lá existe o que se chama de Café Sombreado – que é literalmente o café cultivado a sombra da mata, conseguindo assim um perfeito equilíbrio que vai resultar em um dos melhores cafés do mundo.


O café da IP “Café da Serra de Baturité”, deverá ser exclusivamente da espécie arábica (Coffea arabica L.), com exceção de variedades transgênicas, produzido em sistema agroflorestal, nas seguintes condições: em grãos verdes (café cru) e industrializado (café torrado e/ou torrado e moído).

O café apresenta características típicas de qualidade, com sabor e aroma peculiares, resultantes de cuidados rigorosos no processo produtivo, do plantio até o beneficiamento, caracterizando o saber fazer dos produtores, e evidenciando a identidade do território da Serra de Baturité.

A etapa de classificação sensorial deverá seguir as exigências da Speciality Coffee Association of America (SCAA), sendo a classificação mínima para uso da IP “Café da Serra de Baturité” de 80 pontos.


Segundo a requerente, é a região o maior produtor de café do Ceará, adotando práticas de cultivo sombreado, como mencionado anteriormente, sendo uma das poucas plantações no Brasil que integram lavoura-floresta, configurando-se como uma antítese ao modelo agrícola monocultor predominante no Brasil.


Associação dos Cafeicultores Ecológicos da Serra de Baturité – ECOARCAFE
Endereço: Sítiu Uirapuru, S/N, Zona Rural | Cidade: Baturité/CE | CEP: 62760-000
Telefone: +55 85 99994-4471 | E-mail: ipserradebaturite@gmail.com


Dados Técnicos

Número: BR402024000016-8
Indicação Geográfica: Serra de Baturité
UF: Ceará
Requerente: Associação dos Cafeicultores Ecológicos da Serra de Baturité – ECOARCAFE
Produto: Café da espécie arábica (Coffea arabica L)
Data do Registro: 03/03/2026
Delimitação: Municípios de Acarape, Aracoiaba, Aratuba, Barreira, Baturité, Capistrano, Guaramiranga, Itapiúna, Mulungu, Ocara, Pacoti, Palmácia e Redenção, da região da Serra de Baturité, no estado do Ceará.

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