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Categoria Carnes e Pescados – IG

Carnes e Pescados

Qualidade, tradição e procedência do
Brasil e Peru

Selo IP

Pampa Gaúcho da Campanha Meridional

Brasil

Carne Bovina e Derivados

Indicação Geográfica: Pampa Gaúcho da Campanha Meridional

Número do Registro: IG200501

Data do Registro: 12/12/2006

Requerente: Associação dos Produtores de Carne do Pampa Gaúcho da Campanha Meridional – APROPAMPA

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Carne bovina e seus derivados. Única carne brasileira com Indicação de Procedência. Produzida exclusivamente a partir das raças Angus e Hereford, com alimentação exclusiva de pastagens nativas ou cultivadas de inverno, em regime extensivo, com rastreamento desde o nascimento. A carne com o selo atingiu preço 30% superior às outras carnes no varejo.

Delimitação geográfica: Municípios de Herval, Pinheiro Machado, Pedras Altas, Candiota, Hulha Negra, Bagé, Aceguá, Dom Pedrito, Santana do Livramento, Lavras do Sul e São Gabriel, no Rio Grande do Sul. Área de 1.293.479,04 hectares, totalmente inserida no Bioma Pampa.

História: O Pampa Gaúcho representa a atividade agropastoril mais antiga do continente sul-americano, com quase quatro séculos de história. O bioma Pampa possui clima temperado com temperatura média de 18°C e relevo plano a levemente ondulado. A área está dentro da maior proporção de campos naturais preservados do Brasil. O programa de avaliação da conformidade, controlado pela APROPAMPA, analisa o processo de produção e o produto final, garantindo qualidade e origem. A organização dos produtores valorizou o ambiente e proporcionou agregação significativa de valor à carne.

Contato: APROPAMPA | Av. Portugal, 495 – Castro Alves, Bagé/RS, CEP 96.640-000 | Tel.: +55 (53) 3242-8888 | Site: www.carnedopampagaucho.com.br | E-mail: [email protected]

Selo DO

Costa Negra

Brasil

Camarões

Indicação Geográfica: Costa Negra

Número do Registro: IG200907

Data do Registro: 16/08/2011

Requerente: Associação dos Carcinicultores da Costa Negra – ACCN

Selo Nacional: Denominação de Origem

Produto: Camarões: inteiro, sem cabeça, tipo butterfly, empanado, em espeto e outros processados. Criados em tanques com água do mar, alimentados pelos sedimentos naturais da região. Atingem até 11 cm em 70 a 120 dias. Diferenciam-se por níveis diferenciados de proteína e consistência mais firme. Beneficiados em unidades com SIF e certificações orgânicas. A associação conta com 33 unidades de engorda e produz aproximadamente 8.000 toneladas em 900 hectares.

Delimitação geográfica: Área de aproximadamente 428,74 km², na região do Baixo Acaraú, abrangendo os municípios de Acaraú, Cruz e Itarema, no litoral oeste do Ceará.

História: A comercialização do camarão da Costa Negra é relativamente recente, com cerca de 30 anos. O nome da região deriva das grandes extensões de sedimentos cinza-escuros nas praias. O Rio Acaraú, de água escura e rico em nutrientes, transforma o solo costeiro na melhor área biológica para a produção do camarão. Os sedimentos (microrganismos) da região têm alto teor de cálcio e fibras. A qualidade do camarão faz com que seja vendido no mercado nacional e internacional, atingindo os maiores preços do mercado mundial.

Contato: ACCN | Rua Manoel Sales, 200 – Centro, Acaraú/CE, CEP 62.580-000 | Tel.: +55 (88) 3661-1427 | Site: facebook.com/accnacarau | E-mail: [email protected]

Selo IP

Maracaju

Brasil

Linguiça Bovina

Indicação Geográfica: Maracaju

Número do Registro: BR402014000007-7

Data do Registro: 24/11/2015

Requerente: Associação dos Produtores da Tradicional Linguiça de Maracaju – APTRALMAR

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Linguiça bovina. Feita com cinco cortes nobres: contrafilé, filé mignon, picanha, alcatra e coxão mole. Carne picada na ponta da faca, em ângulo ou na diagonal. Gordura de 30% por quilo. Temperos: pimenta dedo-de-moça, alho, sal, cheiro verde e o segredo — 50 ml de suco de laranja azeda por quilo. Há 18 empresas legalizadas produzindo mais de 11 toneladas, gerando mais de 70 empregos diretos.

Delimitação geográfica: Limites do município de Maracaju, Mato Grosso do Sul.

História: Maracaju foi criada em 1924 e colonizada por mineiros que levaram a tradição da linguiça caseira de carne suína. Com o tempo, a carne de boi substituiu a suína e a laranja azeda foi introduzida como acidulante natural. A linguiça apareceu no Guinness Book em 1988 pela maior já fabricada, com 31 metros de comprimento. A notoriedade consolidou-se na década de 1980 com a chegada dos refrigeradores e o aumento da procura. Maracaju é a “capital da linguiça”, celebrada na Festa da Tradicional Linguiça (abril) e na exposição agropecuária (junho).

Contato: APTRALMAR | Rua Franklin Ferreira Ribeiro, 2880, Maracaju/MS, CEP 79.150-000 | Tel.: +55 (67) 9 9973-1071 | E-mail: [email protected]

Selo IP

Venda Nova do Imigrante

Brasil

Socol

Indicação Geográfica: Venda Nova do Imigrante

Número do Registro: BR4020140000026

Data do Registro: 12/06/2018

Requerente: Associação dos Produtores de Socol de Venda Nova do Imigrante

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Socol — presunto cru artesanal de lombo suíno. Ingredientes autorizados: lombo de carne suína resfriada, peritônio suíno, sal, pimenta-do-reino e alho. Curado naturalmente pelo clima frio e úmido da serra capixaba, que favorece a proliferação de fungos responsáveis pela cura. Recomenda-se fatiar o mais fino possível e não cozinhar. É um dos principais atrativos do agroturismo da região.

Delimitação geográfica: Regiões de Alto Bananeiras, Bananeiras, Lavrinhas, Sede, Tapera, Alto Tapera, Santo Antônio da Serra e Providência, na parte nordeste do município de Venda Nova do Imigrante, Espírito Santo. Altitude de 630 a 1.550 metros, temperatura média de 18,5°C.

História: O socol foi introduzido no Brasil por imigrantes italianos de Treviso, região de Vêneto, por volta da década de 1880. Inicialmente consumido em ocasiões especiais e servido a visitantes ilustres. Também era preparado para conservar a carne sem refrigeração. Originalmente feito com o pescoço do porco; hoje se usa o lombo para deixar o produto menos gorduroso. Até 1989, a produção era para consumo próprio; após essa data ganhou caráter comercial como complemento de renda das famílias. A Festa do Socol é um dos principais eventos turísticos da cidade.

Contato: Associação dos Produtores de Socol de Venda Nova do Imigrante | Rodovia Pedro Cola, Km 04, Bairro Providência, Venda Nova do Imigrante/ES, CEP 29.375-000 | Tel.: +55 (28) 9 9921-1383 | E-mail: [email protected]

Selo DO

Mamirauá

Brasil

Pirarucu Manejado

Indicação Geográfica: Mamirauá

Número do Registro: BR412020000009-0

Data do Registro: 13/07/2021

Requerente: Federação dos Manejadores e Manejadoras de Pirarucu de Mamirauá – FEMAPAM

Selo Nacional: Denominação de Origem

Produto: Pirarucu manejado (Arapaima gigas) — peixe fresco inteiro ou eviscerado, e peixe congelado eviscerado inteiro ou em partes (pedaços, postas, filés, costela, CMS). Carne branca, textura tenra, firme, macia e suculenta. Alto índice de ômega 3 pela dieta de várzea. Pigmentação vermelha diferenciada adquirida pela ingestão de moluscos. O manejo beneficia anualmente mais de 1.000 pescadores e pescadoras.

Delimitação geográfica: Trechos de nove municípios do Amazonas: Alvarães, Fonte Boa, Japurá, Juruá, Jutaí, Maraã, Tefé, Tonantins e Uarini. A Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá tem 11.240 km², localizada no médio Solimões, a cerca de 600 km de Manaus.

História: O manejo do pirarucu é uma atividade secular de populações indígenas e ribeirinhas. Com o declínio da borracha no início do século XX, a pesca ganhou ainda mais importância. Na década de 1970, a exploração comercial sem controle ameaçou a espécie de extinção local. No início dos anos 2000, com auxílio do Instituto Mamirauá, foi implantado o manejo sustentável — com cota anual de pesca — salvando a espécie e melhorando a qualidade de vida das famílias. Em 2019, 48 comunidades ribeirinhas, 3 colônias e 1 associação de pescadores obtiveram renda de R$ 2,5 milhões com o manejo.

Contato: FEMAPAM | Rua Brasília, nº 197, Bairro Juruá, Tefé/AM, CEP 69552-215 | Tel.: +55 (97) 3343-9776 | Site: www.mamiraua.org.br | E-mail: [email protected]

Selo IP

Vale do Jamari

Brasil

Tambaqui

Indicação Geográfica: Vale do Jamari

Número do Registro: BR402022000003-0

Data do Registro: 15/08/2023

Requerente: ACRIPAR – Associação dos Criadores de Peixes do Estado de Rondônia

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Tambaqui (Colossoma macropomum) in natura e processado. Peixe redondo, dorso esverdeado, barriga e cauda preta. Carne branca de textura tenra, firme, macia e suculenta, sabor marcante. Criado em tanques escavados ou barragens. Em 2020, os produtores do Vale do Jamari responderam por 60% do tambaqui produzido em Rondônia. Produto abastece todo o mercado nacional e exportações.

Delimitação geográfica: Municípios de Alto Paraíso, Ariquemes, Buritis, Cacaulândia, Campo Novo de Rondônia, Cujubim, Itapuã do Oeste, Machadinho D’Oeste, Monte Negro, Rio Crespo e Theobroma, totalizando 38.049 km², em Rondônia.

História: Desde a década de 1980, identificava-se produção de tambaqui em cativeiro em Rondônia. A denominação “Vale do Jamari” ganhou notoriedade a partir de 2009, com a criação da ACRIPAR. A topografia favorável e a abundância de recursos hídricos propiciam o ambiente ideal. O aprimoramento técnico da produção resultou em ganhos de escala e qualidade, atraindo programas de apoio da SEAGRI, SEDAM, SEBRAE e EMATER-RO. A Feira de Agronegócio e Piscicultura do Vale do Jamari (EXPOVALE) atrai milhares de pessoas e tem repercussão nacional e internacional.

Contato: ACRIPAR | Av. Jamari, nº 3324 – 1º andar, Centro, Ariquemes/RO, CEP 76870-018 | Tel.: +55 (69) 9-99232-3148 | E-mail: [email protected]

Selo IP

Blumenau

Brasil

Linguiça Suína Defumada

Indicação Geográfica: Blumenau

Número do Registro: BR402022000017-0

Data do Registro: 06/02/2024

Requerente: ALBLU – Associação das Indústrias Produtoras de Linguiça Blumenau

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Linguiça de carne suína pura, curada e defumada exclusivamente de forma natural, com sabor de alho, na forma consagrada de ferradura. Feita de paleta, pernil, lombo e sobre paleta suínos sem osso, com toucinho suíno sem pele. Mais de um século de tradição. Mais de 40 indústrias produtoras na região. Mais de 80% do que se produz é consumido na própria região.

Delimitação geográfica: 16 municípios catarinenses no Vale do Itajaí e Alto Vale do Itajaí, totalizando 2.234 km²: Gaspar, Blumenau, Pomerode, Timbó, Indaial, Rio dos Cedros, Doutor Pedrinho, Benedito Novo, Rodeio, Presidente Getúlio, Ibirama, Rio do Sul, Lontras, Aurora, Agronômica e Laurentino.

História: A produção da linguiça em Blumenau é um fato histórico intrínseco ao processo de imigração alemã a partir do século XIX. Originalmente visava o autoconsumo, preservando a carne suína produzida pelos colonos. A área delimitada corresponde ao antigo território do município de Blumenau de 1894, que foi desmembrado ao longo do tempo. O produto é presença obrigatória nas festas étnicas da cultura alemã, como a Oktoberfest. A “Rota da Linguiça” é um dos principais atrativos turístico-culturais da região.

Contato: ALBLU | Rua Antônio Gesser, 201 – Conj A, Belchior Central, Gaspar/SC, CEP 89117-635 | Tel.: +55 47 9911-3918 | E-mail: [email protected]

Selo IP

Prudentópolis

Brasil

Cracóvia

Indicação Geográfica: Prudentópolis

Número do Registro: BR402023000016-5

Data do Registro: 21/01/2025

Requerente: Associação dos Produtores de Embutidos de Prudentópolis – APEP

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Cracóvia — embutido artesanal de pernil suíno temperado e defumado. Feito exclusivamente com carne suína nobre do pernil, não congelada, com alho, sal, pimenta e especiarias. Defumação moderada natural, seguida de resfriamento por mínimo de 12 horas. Coloração nos tons do pinhão e do tabaco, aroma amadeirado, sabor leve com fumaça suave. Prudentópolis é considerada “a cidade mãe da cracóvia”.

Delimitação geográfica: Município de Prudentópolis, no Estado do Paraná.

História: A cracóvia é produzida desde os anos 1960 por descendentes ucranianos em Prudentópolis — município considerado “o mais ucraniano” do Brasil, com pelo menos 80% da população descendente de ucranianos. O nome peculiar vem de uma família dona de açougue que batizou o embutido em homenagem à cidade polonesa de Krakóvia, a pedido de um cliente polonês, para aguçar a curiosidade. A importância socioeconômica da cracóvia impulsiona o turismo, a hotelaria e a gastronomia local, gerando orgulho comunitário e senso de pertencimento.

Contato: APEP | R. Dom Pedro II, 281, Prudentópolis/PR, CEP 84400-000 | Tel.: (42) 98861-6123 | E-mail: [email protected]

Categoria Cacau e Chocolate – IG

Cacau e Chocolate

A essência da terra, o prazer do paladar do
Brasil e Peru

Selo IP

Linhares

Brasil

Cacau em Amêndoas

Indicação Geográfica: Linhares

Número do Registro: IG 200909

Data do Registro: 31/07/2012

Requerente: Associação dos Cacauicultores de Linhares – ACAL

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Cacau em amêndoas secas, livres de impurezas, de qualidade superior. O processo de beneficiamento inclui colheita dos frutos maduros, fermentação de 5 a 7 dias (onde se formam os sabores e aromas típicos do chocolate), secagem e classificação. Pesquisas genéticas produziram híbridos resistentes a epidemias, mais produtivos e com sementes maiores. A amêndoa do cacau de Linhares produz o chamado “chocolate fino”. Premiada no Salão Internacional de Chocolate em Paris.

Delimitação geográfica: Território do município de Linhares, Espírito Santo, com área total de 760.638 km². O município preserva um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica do Brasil, às margens do rio Doce. Cerca de 20.000 hectares cultivados em aproximadamente 600 propriedades, gerando 5.000 empregos no campo.

História: Pequenas roças de cacau já eram inventariadas nos primeiros anos do século XX. Em 1921 foi inaugurada a Estação Experimental de Cacau na fazenda Goytacazes. A Lei n. 1711, de 1929, com concessões gratuitas de glebas às margens do Rio Doce para plantio do cacau, consolidou a produção regional. Desde então, diversas políticas públicas fomentaram o desenvolvimento do cultivo, que se tornou âncora financeira da região e referência nacional em qualidade. A ACAL, em parceria com a CEPLAC, o Instituto Capixaba de Pesquisa e a Prefeitura, atende os produtores para viabilizar a cultura e a preservação da Floresta do Rio Doce.

Contato: ACAL | Rua da Conceição, 567 – Centro, Linhares/ES, CEP 29.900-320 | Tel.: +55 (27) 9 9984-8446 | Site: www.acal.agr.br | E-mail: raphael.mendes@acal.agr.br

Selo IP

Sul da Bahia

Brasil

Amêndoas de Cacau

Indicação Geográfica: Sul da Bahia

Número do Registro: BR402014000011-5

Data do Registro: 24/04/2018

Requerente: Associação dos Produtores de Cacau do Sul da Bahia

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Amêndoas de cacau da espécie Theobroma cacao L. (exceto variedades transgênicas). Produção em sistemas agroflorestais do tipo Cacau-Cabruca — os cacaueiros crescem à sombra das árvores da Mata Atlântica, modelo orgânico de preservação ambiental. Padrão de qualidade: índice de fermentação mínimo de 65%, aroma natural livre de odores estranhos e umidade inferior a 8%.

Delimitação geográfica: Mais de 80 municípios baianos entre os paralelos 13°03′ e 18°21′ sul e meridianos 38°51′ e 40°49′ a oeste de Greenwich, com sede em Ilhéus. Inclui municípios como Ilhéus, Itabuna, Itacaré, Belmonte, Porto Seguro, Una, Canavieiras e outros.

História: O cacau chegou à Bahia em 1746. As variedades Comum, Maranhão e Pará estabeleceram a tradição cacaueira baiana, tornando a região mundialmente conhecida. A partir do final da década de 1980, a doença “vassoura-de-bruxa” dizimou as plantações. Após intenso trabalho dos produtores e entidades de apoio, o Sul da Bahia ressurgiu e se consolidou novamente como centro produtor de cacau fino de alta qualidade, associando tradição familiar a novas técnicas de manejo sustentável.

Contato: Associação dos Produtores de Cacau do Sul da Bahia | Praça do Cadete, 06 – São Sebastião, Ilhéus/BA, CEP 45.659-080 | Tel.: +55 (73) 9 9938-1390 | E-mail: cacausulbahia.ig@gmail.com

Selo IP

Tomé-Açu

Brasil

Cacau em Amêndoas

Indicação Geográfica: Tomé-Açu

Número do Registro: BR 402014000010-7

Data do Registro: 29/01/2019

Requerente: Associação Cultural e Fomento Agrícola de Tomé-Açu – ACTA

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Cacau em amêndoas (Theobroma cacao L.) produzido no Sistema Agroflorestal de Tomé-Açu, com mais de 100 combinações diferentes de consórcios de espécies. Qualidade reconhecida pelo “Prêmio Internacional Cocoa of Excellence” no Salão do Chocolate de Paris em 2010. O clima quente e úmido do município (temperatura média de 26,3°C a 27,9°C, precipitação de 2.500 mm/ano) favorece o cultivo.

Delimitação geográfica: Totalidade do município de Tomé-Açu, no estado do Pará. Latitude 02°25’08” S e longitude 48°09’08” O, a 45 metros do nível do mar, com área de 5.145,325 km² e população estimada de 61.095 habitantes.

História: A cacauicultura no Pará influenciou o processo civilizatório da Amazônia — em 1687, no Pará foi instalada a primeira fábrica de chocolate do Brasil. As primeiras sementes foram introduzidas em Tomé-Açu em 1929 pelos imigrantes japoneses. Na década de 1970, com o declínio da pimenta-do-reino, o cacau foi reintroduzido sob orientação da CEPLAC. Em 1976, com a proibição do óleo fóssil em cosméticos pela OMS, os preços do cacau dispararam, motivando o plantio de mais de 1 milhão de cacaueiros entre 1975 e 1976. O Sistema Agroflorestal de Tomé-Açu foi reconhecido com vários prêmios nacionais nos anos 2000.

Contato: ACTA | Av. Dionísio Bentes, s/nº – Vila Quatro Bocas, Tomé-Açu/PA, CEP 68.682-000 | Tel.: (91) 3734-1316 | E-mail: acta_tomeacu@yahoo.com.br

Selo IP

Gramado

Brasil

Chocolate Artesanal

Indicação Geográfica: Gramado

Número do Registro: BR402018000004-3

Data do Registro: 15/06/2021

Requerente: Associação da Indústria e Comércio de Chocolates Caseiros de Gramado – ACHOCO

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Chocolate artesanal. Produtos autorizados: barras, ramas, figuras, bombons, trufas e drágeas de chocolate ao leite, branco, meio amargo e amargo — todos com massa de cacau inteiramente produzida em Gramado. Proibido o uso de leite em pó, cacau em pó, soro de leite em pó e gordura vegetal. Gramado recebeu em 2020 o título de Capital Nacional do Chocolate Artesanal. O município possui 19 fábricas e produz mais de 1 milhão de kg de chocolate por ano, metade para a Páscoa. Primeira IG para chocolate artesanal do Brasil.

Delimitação geográfica: Limites geopolíticos do município de Gramado, Rio Grande do Sul. Localizada na Serra Gaúcha, a 830 m acima do nível do mar, a 115 km de Porto Alegre, com clima úmido e temperado propício ao consumo de chocolate.

História: A história de Gramado foi influenciada pela imigração europeia no século XIX e início do XX. Os imigrantes trouxeram as habilidades artesanais de produção do chocolate. Em 1975, foi inaugurada a primeira fábrica de chocolate caseiro. Com a expansão das empresas produtoras, o chocolate artesanal de Gramado tornou-se reconhecido nacionalmente. Desde 1994, a cidade sedia anualmente o Chocofest. O turismo responde por 90% da receita municipal.

Contato: ACHOCO | Rua Pref. Waldemar Frederico Weber, 365, Floresta, Gramado/RS, CEP 95670-000 | Tel.: +55 (54) 3286-2310 | Site: facebook.com/ACHOCORS | E-mail: bfsachoco@gmail.com

Selo IP

Rondônia

Brasil

Cacau em Amêndoas

Indicação Geográfica: Rondônia

Número do Registro: BR402022000004-9

Data do Registro: 14/11/2023

Requerente: CACAURON – Associação dos Cacauicultores e Chocolateiros de Rondônia

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Cacau em amêndoas (Theobroma cacao). Padrão mínimo: mínimo de 65% de amêndoas fermentadas, classificação ISO 2451 tipo I, umidade entre 7% e 7,5%, menos de 3% de mofo interno e 0,75% de impurezas. Teor de manteiga entre 56% e 58%, com ácidos graxos livres abaixo de 1%. Qualidade físico-química considerada superior à da África Ocidental (padrão mundial). Produzido predominantemente por agricultores familiares em Sistemas Agroflorestais (SAFs).

Delimitação geográfica: Totalidade do estado de Rondônia, com seus 52 municípios. Clima equatorial com temperatura média anual de 26°C, chuvas abundantes e mínimo de 5 horas diárias de insolação ao longo do ano.

História: O registro histórico da existência do cacau em Rondônia data de meados de 1790. O plantio comercial iniciou-se em 1970 como parte de esforços federais para aumentar a produção de cacau e fixar o homem no campo. Em 1971, os primeiros cacaueiros foram plantados em Ouro Preto do Oeste pelo INCRA, expandindo-se para Ariquemes, Jaru, Cacoal e Ji-Paraná. A produção saltou de 2.422 toneladas em 1980 para 40.460 toneladas em 1985. Em 2003, Rondônia ocupava a primeira posição na produção de cacau na Amazônia Ocidental. A cacauicultura demanda preservação da floresta nativa para o sombreamento necessário ao cultivo, tornando-se uma atividade sustentável e conservacionista.

Contato: CACAURON | Rua Goiânia, 809, Sala A, Nova Brasília, Ji-Paraná/RO, CEP 76.908-462 | E-mail: estevammf1@gmail.com

Selo DO

Cacao Amazonas Perú

Peru

Cacau

Indicação Geográfica: Cacao Amazonas Perú

Número do Registro: Resolução N° 014866-2016/DSD-INDECOPI

Data do Registro: 29 de agosto de 2016

Requerente: Conselho Regulador – Associação de Produtores Organizados da Denominação de Origem Cacao Amazonas Perú (Procacao)

Selo Nacional: Denominação de Origem

Produto: O Cacao Amazonas Perú é um cacau nativo que se distingue por sua origem, genética e qualidade. Trata-se de um grão seco fermentado que nasce do trabalho organizado e da herança cultural das famílias produtoras da região. Sua produção preserva crenças ancestrais, como a prática de alinhar o processo produtivo — da semeadura e poda ao adubamento e à colheita — com as fases lunares.

O cultivo é realizado sob sombra, com uso de flora nativa como seringueira, bananeira e pacay. A pós-colheita inclui fermentação de 7 dias em caixotes de madeira, seguida de secagem controlada que combina exposição ao sol com períodos à sombra até atingir umidade ideal. Por fim, os grãos são peneirados e envasados em sacos de juta.

As comunidades e famílias produtoras associadas gerenciam as atividades de pós-colheita, o que garante uniformidade ao produto. Além disso, implementaram um sistema de rastreabilidade que assegura a excelência do produto final.

Delimitação geográfica: A zona geográfica delimitada situa-se na ecorregião de floresta baixa da região Amazonas (províncias de Bagua e Utcubamba), em uma faixa altitudinal que vai de 400 a 1.200 metros acima do nível do mar. O território caracteriza-se por uma paisagem de floresta tropical com complexa topografia de colinas, terraços e montanhas, moldada pela Cordilheira dos Andes e por uma extensa rede hídrica liderada pela bacia do rio Marañón.

O sabor distinto desse cacau provém do seu entorno. Cultivado em um clima muito úmido, com temperaturas estáveis e chuvas constantes, o ambiente regula a radiação solar e permite que o grão acumule melhor gorduras e flavonoides, conferindo aroma agradável e amargor equilibrado. O cacau cresce ainda em solos franco-argilosos e moderadamente alcalinos, irrigados com águas também alcalinas — condições que favorecem a troca de nutrientes e melhoram a qualidade do produto.

História: A história deste cacau começa em tempos pré-colombianos, quando os habitantes do vale do Utcubamba o encontraram em estado silvestre. Naquela época, não era utilizado para fazer chocolate: valorizava-se a árvore pela sombra, consumia-se a polpa doce e preparavam-se bebidas fermentadas como a chicha.

No século XVI, os missionários jesuítas que chegaram a Bagua e Utcubamba incentivaram o cultivo e introduziram o conhecimento para transformar a semente em chocolate. Relatos da época já mencionavam a abundância de cacau na região, mas foram os jesuítas que promoveram seu plantio organizado e seu processamento.

Com o tempo, comunidades locais — como a comunidade Awajun — adotaram essas práticas e as transmitiram por gerações. Ainda no final do século XIX, produtores viajavam a Jaén para obter mudas melhoradas. Assim, a tradição ancestral se combinou com as técnicas introduzidas no período colonial, dando forma à identidade cacaueira da região.

Contato: Procacao – Conselho Regulador | Jr. Amazonas S/N, Cajaruro, Utcubamba, Amazonas, Peru | Tel.: +51 932215804 | Site: www.procacaoperu.org | Facebook: facebook.com/share/1BfSuCwsoE | E-mail: gerencia@procacaoperu.org

Categoria Calçados e Moda – IG

Calçados/Moda

Estilos e identidade que vêm do território do
Brasil e Peru

Selo IP

Vale do Sinos

Brasil

Couro Acabado

Indicação Geográfica: Vale do Sinos

Número do Registro: IG200702

Data do Registro: 19/05/2009

Requerente: Associação das Indústrias de Curtumes do Rio Grande do Sul – AICSul

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Couro acabado. A primeira Indicação Geográfica de um produto industrial no Brasil e de couro acabado no mundo. Produção industrial altamente controlada, com normas rígidas desde o recebimento da matéria-prima até a qualidade final, incluindo controles socioambientais. Atende à fabricação de calçados, acessórios, vestuário e estofamento. O território abrange 44 municípios e é referência internacional na formação de mão de obra especializada, com escolas técnicas e centros de pesquisa setoriais.

Delimitação geográfica: Municípios delimitados pelos Conselhos Regionais de Desenvolvimento do Vale do Sinos, Paranhana/Encosta da Serra e Vale do Caí, no Rio Grande do Sul. O território compreende o que era originalmente o município de São Leopoldo, berço da colonização alemã no RS, em 1824.

História: O segmento de curtumes no Vale do Sinos surgiu da combinação única entre a mão de obra livre especializada dos imigrantes alemães e a demanda de mercado. Entre os imigrantes chegados até 1830, 60% eram artífices — com forte representação do ramo de couros (sapateiros, curtidores, seleiros). As guerras do século XIX aceleraram o crescimento dos curtumes. No século XX, a entrada da indústria calçadista no segmento de exportação aperfeiçoou toda a cadeia de curtumes. O nome Vale do Sinos passou a ser referência internacional na produção de couro acabado.

Contato: AICSul | Rua Lucas de Oliveira, 49/Sala 801 – Centro, Novo Hamburgo/RS, CEP 93.510-110 | Tel.: +55 (51) 3273-9100 | Site: www.aicsul.com.br | E-mail: aicsul@aicsul.com.br

Selo IP

Franca

Brasil

Calçados

Indicação Geográfica: Franca

Número do Registro: IG201012

Data do Registro: 07/02/2012

Requerente: Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca – SINDIFRANCA

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Calçados masculinos e femininos para adultos e crianças, fabricados em couro, material sintético e tênis de distintos materiais, para uso diário, estação, caminhada, esportes e uso caseiro. Todos os produtos passam por ensaios de verificação de qualidade. Franca é o principal polo fabricante de calçados masculinos do Brasil e a “Capital dos Calçados”. Possui mais de 1.000 empresas de grande, médio e pequeno porte, além de toda a cadeia produtiva: curtumes, fabricantes de máquinas, solados, colas, formas, palmilhas e acessórios.

Delimitação geográfica: Limites do município de Franca, no interior do estado de São Paulo.

História: A Vila de Franca do Imperador foi entreposto da Estrada dos Goiases, rota comercial entre São Paulo e os sertões. Artesãos locais produziam arreios, sapatões e sandálias para tropeiros. Em 1917, o Curtume Progresso modernizou-se e forneceu matéria-prima refinada para a indústria local. Na década de 1940, com a chegada de maquinário, as calçadistas passaram a abastecer todo o país, consolidando Franca como o maior polo de fabricação do Brasil. Na década de 1980, grandes empresas deram lugar a pequenos empresários, e Franca reinventou-se mantendo a tradição do saber-fazer manufatureiro — hoje referência nacional e internacional em design e formação profissional.

Contato: SINDIFRANCA | Rua Dr. Cecim Miguel, 2760, Parque Moema, Franca/SP, CEP 14.409-174 | Tel.: +55 (16) 3712-9400 | Site: www.sindifranca.org.br | E-mail: sindifranca@sindifranca.org.br

Categoria Artesanato – IG

Artesanato

Mãos que transformam cultura em arte do
Brasil e Peru

Selo IP

Região do Jalapão do Estado do Tocantins

Brasil

Artesanato em Capim Dourado

Indicação Geográfica: Região do Jalapão do Estado do Tocantins

Número do Registro: IG200902

Data do Registro: 30/08/2011

Requerente: Associação dos Artesãos em Capim Dourado da Região do Jalapão do Estado do Tocantins – AREJA

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Artesanato em Capim Dourado. Peças confeccionadas manualmente com capim, a “seda” do buriti e agulha. Os artesãos utilizam o “douradão” (hastes grossas, para peças grandes) e o “douradinho” (filetes finos e flexíveis, para peças pequenas). Produção reconhecida em todo o Brasil e no exterior pela sustentabilidade ambiental e pelo saber fazer manual.

Delimitação geográfica: Municípios de Mateiros, São Félix do Tocantins, Ponte Alta do Tocantins, Novo Acordo, Santa Tereza do Tocantins, Lagoa do Tocantins, Lizarda e Rio Sono, no estado do Tocantins.

História: A partir de 1930, técnicas artesanais de manuseio do capim dourado foram aprendidas por povos da região. No final da década de 1990, a produção popularizou-se em todo o Brasil. O Jalapão é uma região árida com temperatura média de 30°C, com dunas de areias douradas de até 30 metros. A colheita do capim ocorre na segunda quinzena de setembro, quando está bem maduro. A maioria dos artesãos trabalha em casa, sendo a atividade uma importante fonte de renda para as comunidades quilombolas locais.

Contato: AREJA | 103 Norte, rua nº 516, Plano Diretor Norte, Palmas/TO, CEP 77.001-020 | Tel.: +55 (63) 3216-3484 | E-mail: arejacampimdourado@yahoo.com

Selo IP

Goiabeiras

Brasil

Panelas de Barro

Indicação Geográfica: Goiabeiras

Número do Registro: IG201003

Data do Registro: 04/10/2011

Requerente: Associação das Paneleiras de Goiabeiras

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Panelas de barro. Técnica cerâmica de origem indígena — modelagem manual, queima a céu aberto e aplicação de tintura de tanino. Produtos autorizados: moquequeira ou frigideira, panela de arroz ou pirão, caldeirão, assadeira e panelas de caldo. A argila é extraída da jazida do Vale do Mulembá.

Delimitação geográfica: Parte continental da cidade de Vitória, Espírito Santo.

História: Em Goiabeiras, bairro de Vitória, o ofício das paneleiras é herança cultural de indígenas e afrodescendentes há mais de 300 anos. A fabricação é uma atividade tradicionalmente feminina, um saber repassado de mãe para filha por gerações. Nas panelas são feitas as famosas moquecas capixabas e a torta capixaba. A IG protegeu o nome Goiabeiras de cópias e falsificações, pois as panelas, com fama nacional, eram muito imitadas.

Contato: Associação das Paneleiras de Goiabeiras | Rua das Paneleiras, 55, Vitória/ES, CEP 29.075-100 | Tel.: +55 (27) 3327-0519 | E-mail: bereniciapaneleira@hotmail.com

Selo IP

São João Del Rei

Brasil

Peças Artesanais em Estanho

Indicação Geográfica: São João Del Rei

Número do Registro: IG201010

Data do Registro: 07/02/2012

Requerente: Associação dos Artesãos de Peças em Estanho de São João Del Rei – AAPE

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Peças artesanais em estanho. Liga “pewter” com 90 a 98% de estanho, 1 a 8% de antimônio e 0,25 a 3% de cobre. Peças com características barrocas, sacras e coloniais — colares, pingentes, brincos, anéis, utensílios domésticos e litúrgicos. A cidade possui 10 fábricas com produção de 5 mil peças/mês.

Delimitação geográfica: Limites do município de São João Del Rei, Minas Gerais.

História: O estanho já era produzido em São João Del Rei e Tiradentes desde o século XVIII, em utensílios domésticos e litúrgicos. Na década de 1960, o antiquário inglês John Leonel Walter Somers retomou e ensinou o ofício, e logo fábricas proliferaram pela cidade. São João Del Rei foi escolhida Capital Brasileira da Cultura em 2007 e seu conjunto arquitetônico é tombado pelo IPHAN desde 1983. As peças representam a tradição e identidade histórico-cultural da cidade.

Contato: AAPE | Praça Embaixador Gastão da Cunha, 50, São João Del Rei/MG, CEP 36.300-084 | Tel.: +55 (32) 3372-1352 | E-mail: estanhossantaclara@yahoo.com.br

Selo IP

Pedro II

Brasil

Opalas Preciosas e Joias Artesanais

Indicação Geográfica: Pedro II

Número do Registro: IG201014

Data do Registro: 03/04/2012

Requerente: Conselho da União das Associações e Cooperativas de Garimpeiros, Produtores, Lapidários e Joalheiros de Gemas de Opalas e de Joias Artesanais de Opalas de Pedro II

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Opalas preciosas e joias artesanais de opalas. As opalas são naturais, com jogo de cores produzido pela difração da luz, nos tipos pura, boulder e matriz. As joias combinam opalas com ouro, prata e tucum. Estudos estimam uma reserva geológica de 1.200 toneladas de opalas brutas em Pedro II.

Delimitação geográfica: Município de Pedro II, no Piauí.

História: A descoberta das opalas no final da década de 1930 está associada a casos fortuitos — relatos de um agricultor que encontrou uma pedra brilhante ao arrancar mandioca. Em meados dos anos 1960, a empresa de Minérios Brasil começou a explorar a jazida chamada Boi Morto. As opalas levaram aproximadamente 60 milhões de anos para se formar. Pedro II é responsável por praticamente 100% da produção de joias artesanais de opalas do Piauí, com o Festival de Inverno exibindo os produtos anualmente.

Contato: IG Pedro II | Av. Coronel Cordeiro, 672 – Centro, Pedro II/PI, CEP 64.255-000 | Tel.: +55 (86) 3271-1559 | E-mail: opalas@uol.com.br

Selo IP

Paraíba

Brasil

Têxteis de Algodão Naturalmente Colorido

Indicação Geográfica: Paraíba

Número do Registro: IG200904

Data do Registro: 16/10/2012

Requerente: Cooperativa de Produção Têxtil de Afins do Algodão – COOPNATURAL

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Têxteis de algodão naturalmente colorido. Fibras produzidas nas cores creme e marrom a partir da variedade BRS 200, sem tingimento artificial. A cultura do algodão é altamente significativa para a agricultura familiar nordestina. As confecções são exportadas majoritariamente para a Europa.

Delimitação geográfica: Estado da Paraíba.

História: O desenvolvimento da Paraíba está ligado ao algodão — na década de 1920, Campina Grande era a “Liverpool” brasileira, 2º polo mundial de comércio de algodão. Na década de 1980, a praga do bicudo quase dizimou a produção. O programa de melhoramento genético originou o algodão naturalmente colorido BRS 200. A fundação da COOPNATURAL no início do século XXI fortaleceu o setor. O algodão colorido foi desenvolvido pelos incas e astecas há 4.500 anos.

Contato: COOPNATURAL | Rodovia 104, km 143, Queimadas/PB, CEP 58.101-400 | Tel.: +55 (83) 3337-7077 | Site: www.naturalfashion.com.br | E-mail: atendimentontf@gmail.com

Selo IP

Divina Pastora

Brasil

Renda de Agulha em Lacê

Indicação Geográfica: Divina Pastora

Número do Registro: IG201107

Data do Registro: 26/12/2012

Requerente: Associação para o Desenvolvimento de Renda Irlandesa de Divina Pastora – ASDEREN

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Renda de agulha em lacê (renda irlandesa). Renda singular de grande beleza, com textura e brilho diferenciados. Desenhos com relevos que se combinam em pontos nomeados de forma análoga a animais e vegetais — pé-de-galinha, aranhinha, abacaxi. Em 2000, recebeu o título de Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN. Hoje, 80% da produção é comercializada para outros estados.

Delimitação geográfica: Município de Divina Pastora, Sergipe.

História: A renda irlandesa surgiu nos conventos irlandeses no século XIX como alternativa à mecanização industrial. Foi introduzida em Divina Pastora no início do século XX por Ana Rolemberg, da alta aristocracia local, e rapidamente difundida entre todas as mulheres da cidade. O modo de fazer foi incluído no Livro de Registro dos Saberes do IPHAN. Mais de uma centena de artesãs dependem hoje do ofício como principal atividade e fonte de renda.

Contato: ASDEREN | Praça Getúlio Vargas, 149, Divina Pastora/SE, CEP 49.650-000 | Tel.: +55 (79) 3271-1306 | E-mail: asderem.dp@hotmail.com

Selo IP

Cariri Paraibano

Brasil

Renda Renascença

Indicação Geográfica: Cariri Paraibano

Número do Registro: BR402012000005-5

Data do Registro: 24/09/2013

Requerente: Conselho das Associações, Cooperativas, Empresas e Entidades vinculadas à Renda Renascença do Cariri Paraibano – CONARENDA

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Renda renascença. Confeccionada com agulha, linha e lacê de algodão. São mais de 100 tipos de pontos catalogados. As peças diferem das demais localidades por estarem inseridas e absorvidas pela cultura local. A produção foi responsável pela inserção das mulheres da região no mercado de trabalho.

Delimitação geográfica: Municípios de Monteiro, Camalaú, São João do Tigre, São Sebastião do Umbuzeiro, Zabelê, Prata, Sumé e Congo, na Paraíba.

História: A renda renascença surgiu entre os séculos XV e XVI em Veneza e chegou ao Nordeste do Brasil no século XIX por religiosas francesas do Convento Santa Teresa. Na década de 1930, o conhecimento chegou às mulheres mais humildes, espalhando-se pela região. A partir de 2000, tornou-se importante suporte econômico e atração turística da região do Cariri Paraibano.

Contato: CONARENDA | Rua Projetada, 12 – Vila Santa Maria, Monteiro/PB, CEP 58.500-000 | Tel.: +55 (83) 9 9671-8679

Selo IP

Região das Lagoas Mundaú-Manguaba

Brasil

Bordado Filé

Indicação Geográfica: Região das Lagoas Mundaú Manguaba

Número do Registro: BR402014000012-3

Data do Registro: 19/04/2016

Requerente: Instituto Bordado Filé da Região das Lagoas Mundaú Manguaba – INBORDAL

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Bordado filé. Elaborado sobre uma rede (malha) com espaçamento pequeno. O trabalho ocorre em duas etapas: construção da rede e preenchimento com linhas. Instrumentos artesanais: agulha em madeira, molde de bambu e telas em madeira. Finalização com goma de amido de milho. É Patrimônio Cultural Imaterial de Alagoas.

Delimitação geográfica: Área de 252 km² ao redor das Lagoas Mundaú e Manguaba, abrangendo partes dos municípios de Marechal Deodoro, Pilar, Santa Luzia do Norte, Coqueiro Seco, Satuba e Maceió, em Alagoas.

História: O nome filé vem do francês “filet” (rede). A técnica tem origens na Pérsia e na Península Ibérica, chegando ao Brasil colonial pelas escolas cristãs católicas. Na região das Lagoas alagoanas, cruzou com a herança indígena de tecer fibras vegetais. Dessa fusão nasceu o bordado filé, hoje Patrimônio Cultural Imaterial de Alagoas. A fama do bordado deve-se muito ao turismo nas praias entre Marechal Deodoro e Maceió.

Contato: INBORDAL | Avenida Alipio Barbosa da Silva, 664 – Pontal da Barra, Maceió/AL, CEP 57.010-810 | Tel.: +55 (82) 9 9130-3090 | Site: www.inbordal.org.br | E-mail: contato@inbordal.org.br

Selo IP

Pirenópolis

Brasil

Joias Artesanais em Prata

Indicação Geográfica: Pirenópolis

Número do Registro: BR402017000008-3

Data do Registro: 09/07/2019

Requerente: Associação Cultural e Ecológica dos Artesãos em Prata de Pirenópolis – ACEAPP

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Joias artesanais em prata. Matéria-prima obtida por reciclagem de resíduos eletrônicos (placas de computador e equipamentos hospitalares). Materiais permitidos: prata de lei, gemas naturais e materiais naturais (coco, cerâmica e sementes). Produtos: brincos, anéis, pulseiras, colares, tornozeleiras, pingentes e braceletes. Etapas de produção (fundição, polimento, montagem e acabamento) exclusivamente pelos artesãos.

Delimitação geográfica: Limites do município de Pirenópolis, Goiás.

História: A relação com a produção de joias de prata teve início na década de 1970, quando artesãos se instalaram nas proximidades de Pirenópolis e ensinaram o ofício de ourivesaria aos moradores. O design de cada joia é de autoria do artesão, podendo se inspirar na cultura e vegetação local. Em 2019, havia cerca de 100 artesãos produzindo na região, com 8 lojas especializadas.

Contato: ACEAPP | Rua Direita, 32-A, Centro, Pirenópolis/GO, CEP 72980-000 | Tel.: +55 (61) 99638-1052 | Site: https://www.igdaprata.com.br/

Selo IP

Caicó

Brasil

Bordado

Indicação Geográfica: Caicó

Número do Registro: BR402018000001-9

Data do Registro: 23/06/2020

Requerente: Comitê Regional das Associações e Cooperativas Artesanais do Seridó – CRACAS

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Bordado de Caicó. Realizado à mão, à máquina de pedal e à máquina a motor. Linhas e fios de 100% algodão ou seda, em tecidos específicos. Mais de 100 tipos de pontos catalogados — ponto cheio, Richelieu, matiz, rococó, crivo e granito. Não é permitido uso de equipamentos computadorizados.

Delimitação geográfica: Municípios de Caicó, Timbaúba dos Batistas, São Fernando, Serra Negra do Norte, Acari, São João do Sabugi, Jardim do Seridó, Ipueira, Cruzeta, São José do Seridó, Jucurutu e Ouro Branco, no Rio Grande do Norte.

História: A arte de bordar chegou ao interior do Rio Grande do Norte através das mulheres dos colonizadores portugueses no início do século XVIII, vindas da Ilha da Madeira. Com novas tecnologias, passou a ser feito em máquina a pedal. A UFRN atesta o bordado como uma das expressões culturais da região. A atividade representa fonte de renda para muitas famílias, especialmente na zona rural do Seridó.

Contato: CRACAS | Av. Seridó, 03, Centro, Caicó/RN, CEP 59300-000 | Tel.: +55 (84) 99972-3362 | E-mail: arletesilvacaico@yahoo.com.br

Selo IP

Jaguaruana

Brasil

Redes

Indicação Geográfica: Jaguaruana

Número do Registro: BR402020000003-5

Data do Registro: 25/05/2021

Requerente: Associação dos Fabricantes de Redes de Jaguaruana – ASFARJA

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Redes de dormir. Dez tipos: Açucena, Brim, Bucho de Boi, Casa de Abelha, Dama, Jeans, Maria Bonita, Olho de Peixe, Sarja e Tijubana. A varanda — ornamento lateral feito manualmente — é o elemento de identificação da rede de Jaguaruana. O município possui aproximadamente 200 fábricas de rede, com produção mensal estimada em 100 mil peças e 8 mil empregos diretos e indiretos.

Delimitação geográfica: Totalidade do município de Jaguaruana (867 km²), na região do Vale do Jaguaribe, no estado do Ceará.

História: As heranças culturais de Jaguaruana remetem aos indígenas Tapuias, cuja tradição de descansar em redes tornou-se parte da identidade local. A primeira citação escrita sobre redes em território nacional data de 1500, por Pero Vaz de Caminha. Estima-se que a fabricação em Jaguaruana ocorra desde o século XVIII, passada de geração em geração como herança do mobiliário indígena.

Contato: ASFARJA | Avenida Dr. Antônio da Rocha Freitas, 1639, Centro, Jaguaruana/CE, CEP 62823-000 | Tel.: +55 (88) 3481-1151 | E-mail: pinheirojr.redes@gmail.com

Selo IP

Resende Costa – MG

Brasil

Artesanato Têxtil em Tear Manual

Indicação Geográfica: Resende Costa – MG

Número do Registro: BR402020000006-0

Data do Registro: 10/08/2021

Requerente: Associação das Empresas do Turismo e do Artesanato de Resende Costa – ASSETURC

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Artesanatos têxteis produzidos por tear manual e produção manual. Para uso do selo: qualidade da matéria-prima (retalho e algodão), intervenção artesanal em todas as fases e realização exclusivamente no município. A cidade possui cerca de 80 lojas especializadas. O segmento movimenta anualmente cerca de R$ 6 milhões. Estimativa: 70% da população vive direta ou indiretamente da atividade.

Delimitação geográfica: Zona rural e urbana do município de Resende Costa, Minas Gerais.

História: A produção têxtil com tear manual remonta ao século XIX em Resende Costa, antes mesmo de sua constituição como município. A técnica de tecelagem é passada de geração em geração, tornando a história da cidade estritamente ligada ao artesanato. A qualidade dos produtos alcançou fama nacional, com grande parte da produção comercializada em outros estados do país.

Contato: ASSETURC | Rua Padre Joaquim Carlos, 254, Centro, Resende Costa/MG, CEP 36340-000 | Tel.: +55 (32) 3354-1059 | Site: www.facebook.com/asseturc/ | E-mail: brdilascio@ufsj.edu.br

Selo IP

Raposa

Brasil

Panela de Barro

Indicação Geográfica: Raposa

Número do Registro: BR402022000011-1

Data do Registro: 13/08/2024

Requerente: Associação das Produtoras Indígenas Artesanal de Panela de Barro Comunidade Raposa I

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Panela de barro. Produzida artesanalmente a partir de barro extraído na área delimitada, respeitando o saber-fazer cultural da comunidade indígena Macuxi. Resistência térmica de até 1.000°C. A produção é uma atividade essencialmente feminina, passada de mãe para filha entre as gerações.

Delimitação geográfica: Território da Comunidade Indígena Raposa I, inserida na área demarcada do Território Indígena Raposa Serra do Sol, município de Normandia, Roraima.

História: A produção de panelas de barro na Comunidade Raposa I é uma tradição secular do povo Macuxi, com origem ainda no século XIX. A coleta da argila ocorre com a permissão de “Vovó Barro”, um espírito da natureza reverenciado pela comunidade. O Festival da Panela de Barro — “Anna Komanto Eseru” em Macuxi — reforça o reconhecimento do artesanato em toda a região e nas rotas turísticas do estado.

Contato: Associação das Produtoras Indígenas Artesanal de Panela de Barro da Comunidade Raposa I | Rua Nascimento Trajano, S/N, Normandia/RR, CEP 69355-000 | Tel.: +55 (95) 99119-845 | E-mail: paneladebarrodaraposa@gmail.com

Selo IP

Jaguaribe

Brasil

Peças Artesanais em Renda Filé

Indicação Geográfica: Jaguaribe

Número do Registro: BR402023000011-4

Data do Registro: 12/11/2024

Requerente: Associação Renda Filé de Jaguaribe – REFIJA

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Peças artesanais em renda filé. Linhas de 100% algodão ou até 15% de poliéster. Pontos tradicionais: Cerzido, Palhetão, Ponto 8, Corrente, Espinha de peixe, Rosa Pião e Fuxico. Acabamento com cola branca ou grude de amido de milho ou fécula de mandioca. O dia 19 de março é o Dia da Renda Filé no município (Lei de 2022).

Delimitação geográfica: Município de Jaguaribe, no estado do Ceará.

História: O filé foi trazido ao Brasil pelos colonizadores portugueses no século XVII. Em Jaguaribe, ganhou singularidade própria com grande variedade de pontos e cores inspirados na caatinga. Inicialmente confeccionado como telas de pesca, direcionou-se para os bordados. É comum famílias inteiras sentadas nas calçadas dividindo uma tela entre si. As peças aparecem em figurinos de novelas e desfiles de moda. A motivação para a IG surgiu da necessidade de garantir um valor justo às artesãs.

Contato: REFIJA | Sítio Ipueiras, s/n, Distrito de Feiticeiro, Jaguaribe/CE, CEP 63475-000 | Tel.: (88) 98133-0593 | E-mail: igrendafilejaguaribe@gmail.com

Selo IP

Alegria

Brasil

Peças de Cerâmica

Indicação Geográfica: Alegria

Número do Registro: BR402023000012-2

Data do Registro: 24/04/2025

Requerente: Associação dos Artesãos da Alegria – ADADAI

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Peças de cerâmica. Produção integralmente manual (argila vermelha e roxa, areia peneirada, água potável, madeira de fontes renováveis e tintas óleo/látex). Produtos autorizados: panelas, jarros, travessas, moringas, rosas decorativas, tigelas, luminárias, pratos, cofres, xícaras, bules, canecas, cuscuzeiras, cestas, entre outros.

Delimitação geográfica: Comunidade da Alegria, localizada na área rural do município de Ipu, no Estado do Ceará.

História: A Cerâmica da Alegria é um trabalho artesanal passado de geração em geração, mais conhecido com as louceiras — talentosas artesãs apaixonadas pela arte do barro. A técnica é remanescente da tradição indígena Tabajara. Com o processo de colonização, as peças passaram a ser confeccionadas para novos fins — utensílios domésticos, armazenamento de água e decoração. Em 1997, as ceramistas fundaram a ADADAI.

Contato: ADADAI | Fazenda Alegria, s/n, Zona Rural, Alegria/CE, CEP 62250-000 | Tel.: (88) 99975-3892 | E-mail: ceramicadaalegria@gmail.com

Selo DO

Chulucanas

Peru

Cerâmica

Indicação Geográfica: Chulucanas

Número do Registro: Resolução N° 011517 – 2006 /DSD-INDECOPI

Data do Registro: 26 de julho de 2006

Requerente: Consejo Regulador de la Denominación de Origen Cerámica de Chulucanas

Selo Nacional: Selo Oficial de Denominação de Origem

Produto: A cerâmica de Chulucanas é uma expressão artística única, caracterizada por ser moldada à mão com argilas e areias extraídas exclusivamente das jazidas de Chulucanas. Seu valor reside na preservação de técnicas ancestrais resgatadas das culturas Vicús e Tallán, que definem sua identidade.

Um elemento distintivo de seu processo é o uso da folha de mangueira, um recurso próprio da região, como combustível durante a defumação, o que confere à cerâmica seus inconfundíveis tons negros e nuances defumadas.

O processo produtivo começa com a purificação do barro e a elevação da peça, destacando-se a técnica do paleteado. Posteriormente, a superfície é brunida com uma pedra lisa até obter um brilho natural e sedoso, sem necessidade de esmaltes.

Após a queima, a cerâmica é submetida à técnica do negativo, cobrindo os desenhos antes da defumação, processo que utiliza a fumaça das folhas de mangueira para tingir as áreas expostas e criar os contrastes de cor que a tornaram mundialmente famosa.

As técnicas do paleteado, do brunido, do negativo e da defumação não são apenas etapas do processo, mas a marca de Chulucanas. Visualmente, as peças são reconhecidas por seus desenhos de inspiração pré-hispânica e por suas cenas costumbristas que narram a vida de seu povo. É indispensável que toda peça incorpore, no mínimo, a técnica do brunido em alguma de suas fases.

Delimitação geográfica: A zona de elaboração exclusiva é o distrito de Chulucanas, província de Morropón, em Piura. Limita ao norte com Frías (Ayabaca), ao sul com Catacaos (Piura), a leste com La Matanza, Morropón e Santo Domingo, e a oeste com os distritos de Castilla e Tambogrande (Piura).

História: A cerâmica de Chulucanas é uma arte ancestral aperfeiçoada ao longo de séculos, sustentada na herança de diversas culturas pré-colombianas. Sua identidade foi formada a partir de três influências fundamentais.

A primeira vem da cultura Vicús, que contribuiu com o domínio da argila, o uso de engobes, o controle do fogo e as técnicas decorativas da defumação e do negativo. A segunda é o legado da cultura Tallán, que incorporou o método estrutural do paleteado, baseado em pedras redondas e paletas de madeira para moldar as peças.

A terceira influência chegou com a migração do povo oleiro de Simbilá: após o terremoto de 1920, várias famílias se transferiram para Alto Piura, em Chulucanas, onde integraram seus saberes e consolidaram a tradição cerâmica que hoje distingue a região.

Contato: Consejo Regulador de la Denominación de Origen Cerámica de Chulucanas

Endereço: AA.HH. Vate Manrique S/N, Mz. X, Lt. 30

Cidade: Chulucanas – Morropón – Piura – Peru

Telefone: +51 958 520 525

Site: citeceramicachulucanas.com

E-mail: santodio_paz@yahoo.es / mailorub@gmail.com

Categoria Algodão – IG

Algodão

Fibras que contam histórias do campo do
Brasil e Peru

Selo IP

Região dos Inhamuns

Brasil

Algodão Agroecológico

Indicação Geográfica: Região dos Inhamuns

Número do Registro: BR402022000024-3

Data do Registro: 29/10/2024

Requerente: Associação de Desenvolvimento Educacional e Cultural de Tauá e Região dos Inhamuns – ADEC

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Algodão agroecológico (Gossypium hirsutum L.), conhecido como “ouro branco”. Variedade exclusiva: BRS Aroeira — transgênicos são proibidos. Produção certificada como orgânica por órgão credenciado, livre de qualquer resíduo químico tóxico. Sementes produzidas seguindo práticas sustentáveis. Colheita preferencialmente manual, conforme o saber-fazer local. Toda a cadeia produtiva deve ser sustentável, incluindo o tratamento de resíduos e impurezas. Produto exportado para Estados Unidos e União Europeia (especialmente França). Vencedor do Prêmio Fundação Banco do Brasil na categoria Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico.

Delimitação geográfica: Limites políticos dos municípios de Tauá, Independência, Parambu, Boa Viagem e Novo Oriente, no estado do Ceará.

História: A produção de algodão na Região dos Inhamuns remonta ao século XVIII. Foi no município de Tauá, em 1993, que o Brasil entrou para a história mundial com a primeira safra de algodão orgânico do país, conduzida pela ADEC com apoio do Esplar. A partir da década de 1990, o desenvolvimento do algodão com características agroecológicas estimulou o surgimento de uma rede de relações econômicas e sociais que consolidaram a região como referência nesse cultivo. Com clima e solo favoráveis, os Inhamuns tornaram-se uma das grandes regiões produtoras do Brasil, e o crescimento da atividade transbordou as fronteiras nacionais com o aumento das exportações para os Estados Unidos e para a Europa.

Contato: ADEC | Av. Helio Pedrosa Castelo, 2060, Aldeota, Tauá/CE, CEP 63660-000 | E-mail: vereadornezinhotaua@gmail.com

Categoria Café – IG

Café

Café de origem controlada do
Brasil e Peru

Selo Café

Região do Cerrado Mineiro

Brasil

Café

Indicação Geográfica: Região do Cerrado Mineiro

Número do Registro: IG201011

Data do Registro: IP registrada em 14/04/2005 e DO registrada em 31/12/2013

Requerente: Federação dos Cafeicultores do Cerrado

Selo Nacional: Denominação de Origem e Indicação de Procedência

Produto: Café verde em grão e café industrializado torrado em grão ou moído. O café verde em grão, da espécie coffea arabica, deve apresentar classificação mínima tipo 6, com máximo de 86 defeitos, cor verde ou esverdeada, não sendo admitidos grãos preto, verde e ardido. O café torrado ou moído tem a sua origem comprovada. A bebida deve obter nota mínima de 75, ser caracterizada por ter aroma intenso com notas variando entre o caramelo e nozes; acidez delicada, predominante cítrica; corpo de mediano a encorpado; sabor adocicado, achocolatado intenso; e, finalização de longa duração.

Delimitação geográfica: A região delimitada “Região do Cerrado Mineiro” é a área definida pela Portaria 165/95, de 27 de abril de 1995 do IMA, abrangendo as regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e parte do Alto São Francisco e do Noroeste de Minas.

História: A Região do Cerrado Mineiro é pioneira nas Indicações Geográficas brasileiras. Foi a primeira região cafeeira reconhecida como Indicação de Procedência, no ano de 2005; e como Denominação de Origem, no ano de 2013. A procura pelo reconhecimento de um “Café de Atitude” segue tendências mundiais. O mercado em crescimento e em transformação é influenciado diretamente por novos consumidores mais exigentes e conscientes. A Região do Cerrado Mineiro, por meio de novas maneiras de agir, produzir e fazer negócios, responde a essa demanda com o seu café diferenciado, com qualidade e rastreabilidade. O café é cultivado em uma região que se encontra na faixa ideal de aptidão térmica para o café arábica (coffea arabica), permitindo frutificação uniforme e alta produtividade. Os cafeeiros são cultivados em áreas com altitude variando entre 800 e 1.300 metros, e o resultado é um café com identidade única e de qualidade. O solo possui propriedades químicas específicas, destacando a sua baixa fertilidade natural; acidez elevada, com PH inferior a 5,0; baixa matéria orgânica – valores inferiores a 2% em solos argilosos; baixo teor de fósforo disponível – inferior a 5 ppm; e baixo teor de cálcio, magnésio, potássio e micronutrientes. A umidade relativa do ar é reduzida quando comparada a tradicionais regiões cafeeiras, permitindo uma baixa acidez e sabor achocolatado. A maior quantidade de insolação favorece o aumento da produção e melhor maturação e colheita.

Contato: https://www.cerradomineiro.org/index.php?pg=regiao

Selo Café

Canastra

Brasil

Café

Número: BR412022000012-6

Indicação Geográfica: Canastra

UF: Minas Gerais

Requerente: Associação dos Cafeicultores da Canastra

Produto: Café em grãos crus, beneficiados, torrados e torrados e moídos.

Data do Registro: 19/09/2023

Delimitação: Municípios de Medeiros, Bambuí, Doresópolis, Pimenta, Piumhi, Capitólio, São João Batista do Glória, Vargem Bonita, São Roque de Minas e Delfinópolis, todos do Estado de Minas Gerais.

História: Na região do Café da Canastra, a inter-relação entre a produção cafeeira e a preservação da biodiversidade, dos recursos hídricos e das relações histórico-culturais é fundamental. Esse conceito, conhecido como Eco-Cafeicultura, tem como objetivo criar condições favoráveis para o território, seus habitantes e o meio ambiente.

Como resultado, são produzidos cafés que transcendem os padrões de qualidade e certificações convencionais, gerando impactos positivos em toda a região.

A abordagem da Eco-Cafeicultura envolve todos os participantes, desde os produtores até os apreciadores de café.

Contato:

Associação dos Cafeicultores da Canastra

Endereço: Estrada Parnacanastra, Km 01, Zona Rural

Cidade: São Roque de Minas – MG

CEP: 37928-000

Telefone: (37) 99959-5179

Site: https://www.cafedacanastra.org.br/

E-mail: contato@cafedacanastra.org

Selo Café

Vale da Grama

Brasil

Café

Número: BR402023000009-2

Indicação Geográfica: Vale da Grama

UF: São Paulo

Requerente: Associação dos Cafeicultores do Vale da Grama – ACVG

Produto: Café

Data do Registro: 03/12/2024

Delimitação: Está compreendida no território do município de São Sebastião da Grama, no estado de São Paulo, encerrando uma área total de 25.221,30 hectares.

A região produtora de cafés arábica está localizada entre duas cadeias de montanhas da Serra da Mantiqueira, no município de São Sebastião da Grama (SP).

Com um clima ameno, caracterizado por dias quentes e noites frias, e uma altitude superior a 1.000 metros, o processo de maturação do grão ocorre de forma mais lenta, favorecendo a qualidade do café produzido.

História: Historicamente, ao menos desde a segunda metade do século XIX, o clima ameno e o acesso a fontes de águas de qualidade atraíram as primeiras famílias produtoras de café para a região.

Nesse período, muitas famílias europeias imigraram para o Brasil, diversas delas tendo como destino a região do Vale da Grama, com o objetivo de cultivar café.

A colheita segue predominantemente manual até os dias atuais.

Contato:

Associação dos Cafeicultores do Vale da Grama – ACVG

Endereço: Rua dos Andradas, 162 – Centro

Cidade: São Sebastião da Grama/SP

CEP: 13790-000

Telefone: (19) 3646-1354

E-mail: assvaledagrama@hotmail.com

Site: www.valedagrama.com.br

Selo Café

Matas de Minas

Brasil

Café

Número: BR402018000002-7

Indicação Geográfica: Matas de Minas

UF: Minas Gerais

Requerente: Conselho das Entidades do Café das Matas de Minas

Produto: Café em grãos crus, beneficiados, torrados e torrados e moídos

Data do Registro: 15/12/2020

Delimitação: Região formada por 64 municípios situados à leste do estado de Minas Gerais: Abre Campo, Alto Caparaó, Alto Jequitibá, Araponga, Caiana, Cajuri, Canaã, Caparaó, Caputira, Carangola, Caratinga, Chalé, Coimbra, Conceição de Ipanema, Divino, Durandé, Entre Folhas, Ervália, Espera Feliz, Eugenópolis, Faria Lemos, Fervedouro, Imbé de Minas, Inhapim, Jequeri, Lajinha, Luisburgo, Manhuaçu, Manhumirim, Martins Soares, Matipó, Miradouro, Miraí, Muriaé, Mutum, Orizânia, Paula Cândido, Pedra Bonita, Pedra Dourada, Piedade de Caratinga, Porto Firme, Raul Soares, Reduto, Rosário da Limeira, Santa Bárbara do Leste, Santa Margarida, Santa Rita de Minas, Santana do Manhuaçu, São Domingos das Dores, São Francisco do Glória, São João do Manhuaçu, São José do Mantimento, São Miguel do Anta, São Sebastião da Vargem Alegre, São Sebastião do Anta, Sericita, Simonésia, Teixeiras, Tombos, Ubaporanga, Vargem Alegre, Vermelho Novo, Viçosa e Vieiras.

História: O café chegou à região conhecida como Matas de Minas por meio da expansão do Vale do Rio Paraíba do Sul, ainda no século 19.

Por volta de 1970, o café se tornou o produto mais importante da agricultura regional, graças às condições ambientais relacionadas à altitude, à temperatura, à frequência e à quantidade de chuva e aos solos que favorecem o desenvolvimento do cultivo do café na região.

Nas últimas décadas, Matas de Minas vem adquirindo reconhecimento pela produção de cafés especiais tanto no mercado nacional quanto no internacional.

Em 1995, pela primeira vez um produtor da região foi finalista do Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café. Em 1997, outro produtor também foi finalista na mesma premiação.

A partir de 2000, os prêmios passaram a ser recorrentes, incluindo o primeiro lugar obtido por um café da região no concurso da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA).

Contato:

Conselho das Entidades do Café das Matas de Minas

Endereço: Av. Barão do Rio Branco, 353

Cidade: Manhuaçu/MG

CEP: 36900-000

Telefone: +55 (33) 3332-4636

Site: www.matasdeminas.org.br

E-mail: info@matasdeminas.org.br

Selo Café

Região de Pinhal

Brasil

Café

Número: BR402014000001-8

Indicação Geográfica: Região de Pinhal

UF: São Paulo

Requerente: Conselho do Café da Mogiana de Pinhal – COCAMPI

Produto: Café Verde e Café Torrado e Moído

Data do Registro: 19/07/2016

Delimitação: Os municípios que compõem a Região de Pinhal são Espírito Santo do Pinhal, Santo Antônio do Jardim, Aguaí, São João da Boa Vista, Água da Prata, Estiva Gerbi, Mogi Guaçu e Itapira, todos localizados no Estado de São Paulo.

A região está situada entre os contrafortes da Serra da Mantiqueira, com relevo caracterizado por morros e cristas (“mares de morros”), altitudes entre 800 e 1.100 metros e solos do tipo Cambissolos e Podzólicos vermelho-amarelados.

O território apresenta rica rede hidrográfica, com destaque para as bacias dos rios Mogi Guaçu e Jaguari Mirim, além de condições naturais que favorecem o cultivo do café.

História: A história da cafeicultura na região começa por volta de 1850, sendo diretamente responsável pelo desenvolvimento econômico e social do território.

Em 1881 foi criada a Comarca do Espírito Santo do Pinhal, e em 1883 o município foi elevado à categoria de cidade, impulsionado pela riqueza gerada pelo café.

Desde 1867, a Colônia de Nova Lousã destacou-se pelo uso do trabalho livre, tornando-se referência histórica e recebendo inclusive a visita do Imperador Dom Pedro II em 1878.

A cafeicultura também viabilizou investimentos em infraestrutura, como a ferrovia inaugurada em 1889, facilitando o transporte, a circulação de informações e o crescimento da produção cafeeira.

Contato:

Conselho do Café da Mogiana de Pinhal – COCAMPI

Endereço: Rua Eduardo Teixeira, 120 – Centro

Cidade: Espírito Santo do Pinhal/SP

CEP: 13.990-000

Telefone: +55 (19) 3661-8181

Site: www.coopinhal.coop.br

Selo Café

Sudoeste de Minas

Brasil

Café

Número: BR402022000007-3

Indicação Geográfica: Sudoeste de Minas

UF: Minas Gerais

Requerente: ASSOCIAÇÃO DOS CAFEICULTORES DO SUDOESTE DE MINAS

Produto: Café em grãos crus, beneficiados, torrados e torrados e moídos.

Data do Registro: 25/07/2023

Delimitação: A área geográfica delimitada para produção de café abrange os municípios de Arceburgo, Alpinópolis, Alterosa, Bom Jesus da Penha, Botelhos, Cabo Verde, Carmo do Rio Claro, Conceição da Aparecida, Fortaleza de Minas, Guaxupé, Guaranésia, Itamogi, Jacuí, Juruaia, Monte Belo, Monte Santo de Minas, Muzambinho, Nova Resende, Passos, São Pedro da União e São Sebastião do Paraíso.

História: A história do café do Sudoeste de Minas remonta ao século XIX, havendo registros de produção desde 1874.

A partir da década de 1880, a cafeicultura teve forte expansão, e em 1920 a região já representava 10,35% da área cafeeira do estado de Minas Gerais.

Com o tempo, consolidou-se como uma região altamente especializada na produção de café, característica que se fortaleceu a partir da década de 1970 com a vocação agroexportadora.

Não por acaso, o café tornou-se a principal atividade econômica da região, impulsionando a modernização urbana e o desenvolvimento de outros setores industriais.

Contato:

ASSOCIAÇÃO DOS CAFEICULTORES DO SUDOESTE DE MINAS

Endereço: Rua Coronel João Ferreira Barbosa, nº 47 – Centro

Cidade: São Pedro da União – MG

CEP: 37855-000

Telefone:

Site: https://sudoestedeminas.org.br/

E-mail: contato@sudoestedeminas.org.br

Selo Café

Chapada Diamantina

Brasil

Café

Número: BR412022000019-3

Indicação Geográfica: Chapada Diamantina

UF: Bahia

Requerente: Aliança dos Cafeicultores da Chapada Diamantina

Produto: Café

Data do Registro: 15/10/2024

Delimitação: Os limites contemplam 24 municípios inseridos na Mesorregião Centro Sul Baiano, sendo eles: Abaíra, Andaraí, Barra da Estiva, Boninal, Bonito, Ibicoara, Ibitiara, Iramaia, Iraquara, Itaeté, Jussiape, Lençóis, Marcionílio Souza, Morro do Chapéu, Mucugê, Nova Redenção, Novo Horizonte, Palmeiras, Piatã, Rio de Contas, Seabra, Souto Soares, Utinga e Wagner.

História: A Chapada Diamantina, no coração da Bahia, é uma região de beleza natural e rica em história. O cultivo de café começou no século XIX, impulsionado pelo potencial agrícola local.

A partir dos anos 1990, os produtores da região passaram a investir em práticas sustentáveis e técnicas inovadoras, buscando maior qualidade.

Esse movimento resultou no reconhecimento da Indicação Geográfica na modalidade Denominação de Origem (DO) para o Café da Chapada Diamantina, reforçando sua excelência e identidade única.

O terroir da região é fundamental para as características especiais do café. Com altitudes entre 400 e 1.600 metros, clima tropical de altitude e solos minerais bem drenados, a Chapada oferece condições ideais para o cultivo.

Análises químicas da Universidade Federal da Bahia identificaram um perfil diferenciado nos cafés da região, com altos teores de ácidos orgânicos, clorogênicos e lipídeos, que os destacam entre os cafés da Bahia e do Brasil.

Sensorialmente, o Café da Chapada Diamantina apresenta notas complexas que variam de frutas cítricas a chocolate e melaço, aromas florais e frutados, corpo aveludado, acidez equilibrada e uma finalização limpa e prolongada, proporcionando uma experiência gustativa rica e harmoniosa.

Contato:

Aliança dos Cafeicultores da Chapada Diamantina

Endereço: Rua Canjerana, nº 27

Cidade: Ibicoara/BA

CEP: 46760-000

Telefone: (77) 98157-2583

E-mail: matostpm@gmail.com

Selo Café

Montanhas do Espírito Santo

Brasil

Café

Número: BR412019000017-4

Indicação Geográfica: Montanhas do Espírito Santo

UF: Espírito Santo

Requerente: Associação de Produtores de Cafés Especiais das Montanhas do Espírito Santo – ACEMES

Produto: Café

Data do Registro: 05/04/2021

Delimitação: Limite geopolítico dos municípios de Afonso Claudio, Alfredo Chaves, Brejetuba, Castelo, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Iconha, Itaguaçu, Itarana, Marechal Floriano, Rio Novo do Sul, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, Santa Leopoldina, Vargem Alta e Venda Nova do Imigrante.

História: A produção cafeeira das Montanhas do Espírito Santo continua a se reproduzir em grande parte de acordo com herança secular, com predomínio da pequena propriedade agrícola, uso de mão de obra da agricultura familiar e trabalho realizado de forma majoritariamente artesanal.

A miscigenação cultural das unidades familiares produtoras de café, formadas principalmente por descendentes de portugueses, alemães e italianos, com seus respectivos saberes, contribui como um elemento de diferenciação da região.

Contato:

Associação de Produtores de Cafés Especiais das Montanhas do Espírito Santo – ACEMES

Endereço: Rua Lourenço Lourenção, 114

Bairro: Centro

Cidade: Venda Nova do Imigrante/ES

CEP: 29375-000

Telefone: +55 (28) 99956-2391

Site: Instagram

E-mail: acemes.ig@gmail.com

Selo Café

Norte Pioneiro do Paraná

Brasil

Café

Número: IG200903

Indicação Geográfica: Norte Pioneiro do Paraná

UF: Paraná

Requerente: Associação dos Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná

Produto: Café verde em grão e industrializado torrado em grão e/ou moído

Data do Registro: 29/05/2012

Delimitação: A delimitação da área geográfica refere-se aos 45 municípios das regiões administrativas do estado do Paraná, representadas pelas associações AMUNORPI e AMUNOP.

História: O Norte Pioneiro do Paraná foi o portal de entrada para a colonização de toda a região norte paranaense. Quando os cafeicultores iniciaram a subida do curso do rio Paraíba, identificaram o planalto de São Paulo como ideal para suas plantações, local onde começa a convergência do cultivo para as terras roxas do oeste paulista.

Consequentemente, São Paulo passou a ser o principal produtor de café do Brasil e o principal fornecedor para o mercado externo.

No entanto, com a cobrança de impostos por novos pés de café, os fazendeiros do sudeste paulista buscaram novas áreas e escolheram as terras roxas do Paraná.

O cultivo itinerante do café determinou a vinda de diversos tipos de imigrantes, impulsionou a construção de ferrovias e estabeleceu as relações econômicas da região. Mais de 200 cidades surgiram na metade do século XX, como Jacarezinho, Cornélio Procópio, Londrina e Maringá.

Tradicionais famílias vivem na região, com mais de 100 anos de rica história ligada ao café.

Contato:

Associação dos Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná – ACENPP

Endereço: Rua Vicente Machado, 186

Cidade: Abatea/PR

CEP: 86.460-000

Telefone: +55 (43) 998423063

Site: www.acenpp.com.br

E-mail: cocenpp@cocenpp.com.br

Selo Café

Matas de Rondônia

Brasil

Café

Número: BR412020000004-0

Indicação Geográfica: Matas de Rondônia

UF: Rondônia

Requerente: Cafeicultores Associados da Região Matas de Rondônia – CAFERON

Produto: Café em grão do tipo Robusta Amazônico

Data do Registro: 01/06/2021

Delimitação: A área da Denominação de Origem Matas de Rondônia está localizada entre os paralelos 10° e 14° Sul e os meridianos 60° e 64° Oeste, abrangendo os municípios de Alta Floresta D’Oeste, Alto Alegre dos Parecis, Alvorada D’Oeste, Cacoal, Castanheiras, Espigão D’Oeste, Ministro Andreazza, Nova Brasilândia D’Oeste, Novo Horizonte do Oeste, Primavera de Rondônia, Rolim de Moura, Santa Luzia D’Oeste, São Felipe D’Oeste, São Miguel do Guaporé e Seringueiras.

História: O início do plantio de café na região Amazônica ocorreu ainda no século XVIII, no atual estado do Pará. O crescimento da produção comercial se tornou expressivo apenas na década de 1970, especialmente em Rondônia.

Em Cacoal, município da Zona da Mata de Rondônia, as primeiras sementes chegaram na década de 1960. Entre os anos de 1980 e 1990, a expansão foi tão significativa que o município recebeu o título de “Capital do Café”.

Com a queda dos preços, a primeira década do século XXI foi marcada por crise na produção. A partir de 2013, com a união da cadeia produtiva, o café voltou a ganhar destaque na região.

Contato:

Cafeicultores Associados da Região Matas de Rondônia – CAFERON

Endereço: Rua Princesa Isabel, 1640

Bairro: Liberdade

Cidade: Cacoal/RO

CEP: 78976-335

Telefone: +55 (69) 99955-0993

Site: www.caferon.org.br

E-mail: cafecaferon@gmail.com

Selo Café

Região de Garça

Brasil

Café

Número: BR402020000017-5

Indicação Geográfica: Região de Garça

UF: São Paulo

Requerente: Conselho do Café da Região de Garça – SP (Congarça)

Produto: Café da espécie Coffea arabica nas seguintes condições: em grãos verdes (café cru), em grãos torrados e em grãos torrados e moídos

Data do Registro: 22/11/2022

Delimitação: A indicação de procedência da Região de Garça está situada no centro-oeste paulista e se configura por um conjunto de 15 municípios do estado de São Paulo: Garça, Gália, Vera Cruz, Marília, Alvinlândia, Álvaro de Carvalho, Duartina, Cafelândia, Pirajuí, Júlio Mesquita, Guarantã, Ocauçu, Lupércio, Lucianópolis e Fernão.

História: Parte da história, tradição e cultura dos municípios que compõem a Indicação Geográfica, a produção cafeeira da Região de Garça remonta ao início do século XX. Essa atividade contribui para a emancipação de alguns municípios do estado de São Paulo e para a expansão da rede ferroviária da região.

Um dos maiores produtores de café do estado, a Região de Garça também realiza, desde 2018, o Concurso de Cafés Especiais da Região de Garça. O concurso busca incentivar e valorizar a produção de café, premiando os agricultores com cafés de qualidade. Esse evento proporciona ainda mais visibilidade para o produto.

Contato:

Conselho do Café da Região de Garça – SP (Congarça)

Endereço: Rua Ribeirão da Garça 31l

Bairro: Labienópolis

Cidade: Garça/SP

CEP: 17400000

Telefone: +55 (14) 3407-1400

Site: www.regiaodegarca.org

Selo Café

Mantiqueira de Minas

Brasil

Café

Número: IG200704

Indicação Geográfica: Mantiqueira de Minas

UF: Minas Gerais

Requerente: Associação dos Produtores de Café da Mantiqueira – APROCAM

Produto: Café verde em grão e café industrializado torrado em grão ou moído

Data do Registro: 31/05/2011

Delimitação: A delimitação corresponde aos 25 municípios que compõem a área de abrangência da Serra da Mantiqueira em Minas Gerais, localizados na região denominada Mantiqueira de Minas, demarcada por meio da portaria IMA nº 1600, de 11 de abril de 2016. São eles: Baependi, Brasópolis, Cachoeira de Minas, Cambuquira, Campanha, Carmo de Minas, Caxambu, Conceição das Pedras, Conceição do Rio Verde, Cristina, Dom Viçoso, Heliodora, Jesuânia, Lambari, Natércia, Olímpio Noronha, Paraisópolis, Pedralva, Piranguinho, Pouso Alto, Santa Rita do Sapucaí, São Lourenço, São Gonçalo do Sapucaí, São Sebastião da Bela Vista e Soledade de Minas.

História: A economia regional é fundamentada na agropecuária, sendo a cafeicultura a principal atividade econômica responsável pela geração de empregos e receitas.

A cafeicultura da Região Mantiqueira de Minas teve seu início no século 19, sendo aos poucos implantada em municípios vizinhos, expandindo a cada ano sua área plantada e atualmente possui 55.000 hectares de café.

Sendo um dos maiores patrimônios existentes, o reconhecimento de produtos devido às suas características singulares, associadas à sua origem, a APROCAM iniciou seu projeto de Indicação Geográfica, com o objetivo de buscar um diferencial para a região, que tem tradição na produção cafés finos, conquistando cada vez mais grande visibilidade tanto no mercado nacional como internacional.

Em 09 de junho de 2020, a Região passa a ter o reconhecimento como “DENOMINAÇÃO DE ORIGEM MANTIQUEIRA DE MINAS”, demonstrando que a combinação dos fatores geográficos e humanos caracteriza a região como produtora de cafés de alta qualidade, com características peculiares, resultando em cafés com doçura, acidez e corpo pronunciados.

Como região de tradição secular, a cafeicultura encontra-se em sua quarta ou quinta geração, demonstrando um movimento contínuo de sucessão familiar, perpetuando assim a cafeicultura regional.

A cafeicultura da Região Mantiqueira de Minas é, ao mesmo tempo, tradicional e moderna.

A tradição traduz o respeito aos nossos antepassados, ao nosso território e à experiência adquirida pela produção secular de cafés na região.

A modernidade traduz o movimento dinâmico na busca pela evolução na produção de cafés de alta qualidade, adequando-se às necessidades atuais, mas também mantendo a autenticidade de nossa origem, valorizando um futuro sustentável para nossa região.

Esse é nosso espírito: “TRADIÇÃO E VANGUARDA” NA PRODUÇÃO DE CAFÉS RAROS E SURPREENDENTES.

Contato:

Associação dos Produtores de Café da Mantiqueira – APROCAM

Endereço: Rua Virgílio Alves Pereira, 55 – Sala 01

Bairro: Novo Horizonte

Cidade: Carmo de Minas/MG

CEP: 37472-000

Telefone: +55 (35) 99702-5693

Site: www.mantiqueirademinas.org

E-mail: regiaomantiqueirademinas@gmail.com

Selo Café

Alta Mogiana

Brasil

Café

Número: IG200703

Indicação Geográfica: Alta Mogiana

UF: São Paulo

Requerente: Associação dos Produtores de Cafés Especiais da Alta Mogiana

Produto: Café

Data do Registro: 17/09/2013

Delimitação: A região delimitada de Alta Mogiana engloba os municípios de: Altinópolis; Batatais; Buritizal; Cajuru; Cristais Paulista; Franca; Itirapuã; Jeriquara; Nuporanga; Patrocínio Paulista; Pedregulho; Restinga; Ribeirão Corrente; Santo Antônio da Alegria e São José da Bela Vista.

História: É de longa data que se encontra registro sobre o plantio de café na região. A região da Alta Mogiana é associada ao café há mais de 100 anos. O Código de Postura da Câmara Municipal de Franca, de 1833, obrigava os agricultores a plantar e manter 25 pés de café por cada braça de terreno, sob multa de $2.000, ou um dia de detenção.

No entanto, foi com a chegada da ferrovia, e a inauguração da Estação de Franca, na década de 1890, que a cafeicultura se consolida como principal atividade econômica. A presença de imigrantes, nesta mesma época, era cada vez mais constante.

O aumento da população de imigrantes, principalmente italianos, era acompanhado por uma explosão da produção de café. A cultura cafeeira era privilégio dos maiores proprietários da terra. A parceria entre os proprietários e os imigrantes mostrou-se rentável a ambos. Desde então, a região sempre foi um polo qualitativo de café.

Contato:

Associação dos Produtores de Cafés Especiais da Alta Mogiana – AMSC

Endereço: Rua Diogo Feijó, 1915

Bairro: Estação

Cidade: Franca/SP

CEP: 14.405-2012

Telefone: +55 (16) 3017-0705

Site: www.amsc.com.br

E-mail: altamogiana@amsc.com.br

Selo Café

Campo das Vertentes

Brasil

Café

Número: BR402019000013-5

Indicação Geográfica: Campo das Vertentes

UF: Minas Gerais

Requerente: Associação dos Cafeicultores do Campo das Vertentes – ACAVE

Produto: Café em grão verde e café industrializado na condição de torrado em grão e moído

Data do Registro: 24/11/2020

Delimitação: A área geográfica é representada pelos 17 municípios que compõem a área de abrangência do Campo das Vertentes, em Minas Gerais: Bom Sucesso, Camacho, Campo Belo, Cana Verde, Candeias, Carmo da Mata, Conceição da Barra de Minas, Ibituruna, Nazareno, Oliveira, Perdões, Ritápolis, Santana do Jacaré, Santo Antônio do Amparo, São Francisco de Paula, São João Del Rei e São Tiago.

História: Apesar de a relevância da cultura cafeeira na região ser evidenciada apenas a partir da segunda metade do século 20, há registros de propriedades cafeicultoras desde a década de 1860 naquele território.

Até então, a produção cafeeira das fazendas da região se dava em pequena escala e destinava-se, sobretudo, para consumo próprio.

Na década de 1970, contudo, o Plano de Renovação e Revigoramento de Cafezais estimulou a introdução de novas técnicas de plantio, como a utilização de cultivo em curvas de nível, a produção de mudas em viveiros e a adubação química.

Nos últimos anos, a região encontra-se em direção à produção de grãos nobres de café da espécie arábica, mais doces e com aroma diferenciado, reconhecido como gourmet.

A expansão da produção consolidou a vocação agroexportadora da região de Campo das Vertentes.

Contato:

Associação dos Cafeicultores do Campo das Vertentes – ACAVE

Endereço: Rua José Carlos de Carvalho, 22

Bairro: Centro

Cidade: Santo Antônio do Amparo/MG

CEP: 37262-000

Telefone: +55 (21) 2533-1678

Site: acave.com.br

E-mail: fabricio@welge.com.br

Selo Café

Caparaó

Brasil

Café

Número: BR412019000005-0

Indicação Geográfica: Caparaó

UF: Espírito Santo

Requerente: Associação de Produtores de Cafés Especiais do Caparaó – APEC

Produto: Café da espécie Coffea arabica em grãos verdes (café cru), industrializado na condição de torrado e/ou torrado e moído

Data do Registro: 02/02/2021

Delimitação: Localizada na divisa entre o Espírito Santo e Minas Gerais, a área abrange as imediações do Parque Nacional do Caparaó. Com 4.754,63 km² de extensão, o território é composto pela totalidade da área de 16 municípios, sendo dez no Espírito Santo e seis em Minas Gerais. No Espírito Santo: Dores do Rio Preto, Divino de São Lourenço, Guaçuí, Alegre, Muniz Freire, Ibitirama, Iúna, Irupi, Ibatiba e São José do Calçado. Em Minas Gerais: Espera Feliz, Caparaó, Alto Caparaó, Manhumirim, Alto Jequitibá e Martins Soares.

História: A cafeicultura faz parte da história das famílias dos agricultores. Em ciclos que se retroalimentam, os filhos nascem em meio a esse cenário e crescem tomando para si a condição de produtores de café, ultrapassando a questão da condição econômica.

Contudo, embora essa seja uma tradição, somente após a ocupação das áreas menos acidentadas é que foi iniciada a cafeicultura de montanha, característica marcante do Caparaó.

A jornada até o reconhecimento da qualidade do café produzido ali não foi curta. Durante décadas, o café do Caparaó sofreu com deságios nos preços por ter sua bebida classificada como sendo de paladar inferior.

A mudança nessa percepção só aconteceu quando os próprios produtores passaram a reconhecer e acreditar na qualidade dos grãos que produziam.

Foi assim que, a partir de 2010, os cafeicultores da região começaram a participar e a ganhar vários concursos que reconhecem a produção de cafés de alta qualidade, ao mesmo tempo em que estimulam as melhores práticas agrícolas e a sustentabilidade.

Desde então, o café do Caparaó vem ganhando cada vez mais reconhecimento nacional e internacional como um produto diferenciado.

Contato:

Associação de Produtores de Cafés Especiais do Caparaó – APEC

Endereço: Estrada Parque, Km 1,5

Cidade: Dores do Rio Preto/ES

CEP: 29580-000

Telefone: +55 (28) 3552-1102

Página oficial: instagram.com/do_caparao

E-mail: apec.caparao@gmail.com

Selo Café

Oeste da Bahia

Brasil

Café

Número: BR 402014000005-0

Indicação Geográfica: Oeste da Bahia

UF: Bahia

Requerente: Associação dos Cafeicultores do Oeste da Bahia – Abacafe

Produto: Café verde em grãos, da espécie Coffea arábica

Data do Registro: 14/05/2019

Delimitação: Abrange os terrenos com altitudes a partir de 700 metros, dos seguintes municípios: Formosa do Rio Preto, Santa Rita de Cássia, Riachão das Neves, Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Catolândia, Baianópolis, Correntina, Jaborandi e Cocos.

História: Os primeiros registros de cultivo do cafeeiro na região Oeste da Bahia datam do início do século XX, com cultivos de pequena produção nos vales úmidos da região.

Nas décadas de 70 e 80, ocorreram experimentos com o cultivo do cafeeiro no bioma cerrado, em áreas acima de 700 metros e em condição de sequeiro.

Apesar dos resultados iniciais não serem expressivos, esses experimentos motivaram produtores a investirem na cafeicultura com a adoção da irrigação, sendo atualmente 100% irrigada.

A história da cafeicultura pode ser dividida em duas fases: a primeira, entre os anos 1960/1970, com produção de subsistência; e a segunda, a partir de 1994, com o início do plantio comercial irrigado.

Registros do início do século XX já indicavam a comercialização de café em Barreiras, um dos municípios da região.

Desde os anos 1990, a produção se desenvolve continuamente, representando cerca de 20% da produção total de café da Bahia. A região, predominantemente de Cerrado, cultiva café em altitudes acima de 700 metros.

A consolidação da região como polo produtor se deu pela experiência acumulada dos agricultores, além de reconhecimento em estudos técnicos e acadêmicos.

Contato:

Associação dos Cafeicultores do Oeste da Bahia – Abacafe

Endereço: Rua Sergipe, 388 – Centro

Cidade: Luís Eduardo Magalhães/BA

CEP: 47.850-000

Telefone: (77) 3628-2356

E-mail: adm@abacafe.org.br

Selo Café

Espírito Santo

Brasil

Café

Número: BR402020000002-7

Indicação Geográfica: Espírito Santo

UF: Espírito Santo

Requerente: Federação dos Cafés do Estado do Espírito Santo – FECAFÉS

Produto: Café conilon

Data do Registro: 11/05/2021

Delimitação: Limites geopolíticos do estado do Espírito Santo.

História: O Espírito Santo é referência nacional e mundial no desenvolvimento da cafeicultura do café conilon, iniciada no estado ainda em 1912, com a introdução das primeiras mudas e sementes do produto.

A expansão do cultivo dessa espécie de café ocorreu a partir da década de 1960, em razão da crise cafeeira que levou à erradicação de grande parte da lavoura estadual, anteriormente composta majoritariamente por café arábica.

Na última década, houve uma evolução significativa nos padrões de qualidade do café conilon do Espírito Santo, resultado do trabalho de conscientização sobre boas práticas agrícolas, promovido por instituições públicas e privadas do setor.

Contato:

Federação dos Cafés do Estado do Espírito Santo – FECAFÉS

Endereço: Avenida João XXIII, 08

Bairro: Centro

Cidade: São Gabriel da Palha/ES

CEP: 29780-000

Telefone: +55 (27) 2158 1000

E-mail: luiz.bastianello@cooabriel.coop.br

Selo Café

Machu Picchu – Huadquiña

Peru

Café

Indicação Geográfica: Machu Picchu – Huadquiña

Número do Registro: Resolução N° 003917-2011/DSD-INDECOPI.

Data de registro: 08 de março de 2011

Requerente: Cooperativa Agraria Cafetalera Huadquiña Ltda. N° 109

Selo Nacional: Denominação de Origem e indicação de procedência.

Produto: Este café de grão verde, 100% Coffea arabica L. e de produção orgânica, destaca-se por seu aroma intenso, sabor equilibrado, acidez doce, corpo denso e uma persistência notável na boca.

Sua qualidade excepcional se explica pelo ambiente onde é cultivado. As plantações se encontram perto dos vales que rodeiam o majestoso Santuário Histórico de Machu Picchu, em uma geografia influenciada pelos nevados Salkantay, Sacsarayoc e Humantay.

Esses imponentes glaciares resfriam os ventos que percorrem os vales, criando um microclima ideal para o desenvolvimento do café.

Uma característica distintiva é o método de beneficiamento úmido realizado artesanalmente por cada produtor. Após uma colheita seletiva da cereja, os frutos passam por fermentação, despulpamento e lavagem com águas puras provenientes de mananciais e glaciares. Depois, o grão é seco ao sol até alcançar seu estado de pergaminho.

Este processo descentralizado e cuidadosamente manejado por cada agricultor constitui um dos traços que diferencia o café Huadquiña de outras zonas produtoras.

Delimitação geográfica: A zona geográfica delimitada encontra-se no caserío de Huadquiña, distrito de Santa Teresa, província de La Convención, na região Cusco.

A área de cultivo se estende em um intervalo altitudinal de 1500 a 2250 metros acima do nível do mar, abrangendo as bacias e margens dos rios Santa Teresa, Sacsara, Vilcabamba e Lucumayo, que desembocam na bacia principal do rio Vilcanota.

Este território encontra-se em um ambiente geográfico privilegiado, nas proximidades do Santuário Histórico de Machu Picchu e sob a influência dos imponentes nevados Salkantay, Sacsarayoc e Huamantay.

O caráter único deste café provém de um microclima excepcional.

A proximidade aos nevados resfria os ventos que atravessam os vales estreitos e íngremes, permitindo uma maturação lenta e completa do grão.

O cultivo sob sombra natural de árvores nativas, junto com a menor radiação solar e uma alta umidade relativa (75–83%), favorece a acumulação de compostos orgânicos.

O resultado é um café de excelente corpo e um perfil sensorial distintivo.

História: A história do café em Huadquiña começa por volta da década de 1930, quando apenas algumas plantas cresciam nas grandes haciendas e seu consumo estava reservado aos proprietários de terras.

Os trabalhadores, proibidos de consumi-lo, começaram a levar discretamente alguns grãos para semeá-los nas hortas de suas moradias, iniciando assim a expansão do cultivo.

Com as mudanças agrárias no país e o crescente valor internacional do café, essa semeadura inicial foi se expandindo.

A partir de um número reduzido de plantas, os agricultores multiplicaram e adaptaram o cultivo em suas parcelas, dando origem à tradição cafeeira que distingue atualmente Huadquiña.

Contato da entidade representativa: Cooperativa Agraria Cafetalera Huadquiña Ltda. N° 109

Carretera Huadquiña N°132, Santa Teresa, Cusco – Peru

Telefone: +51 938 407 295

Site: https://cac-huadquina.com

E-mail: gerencia@cachuadquina.com

Selo Café

Café Villa Rica

Peru

Café

Indicação Geográfica: Café Villa Rica

Número do Registro: Resolução N° 12784-2010/DSD-INDECOPI.

Data de registro: 20 de agosto de 2010

Requerente: Consejo Reguladordela Denominação de OrigemCafé Villa Rica

Selo Nacional: Denominação de Origem

Produto: O produto registrado, Café Villa Rica, é um café em grano verde de alta qualidade, cujo perfil distintivo é o resultado direto de um meticuloso processo produtivo e do profundo conhecimento de suscaficultores.

Sua produção é desenvolvida sob um sistema agroflorestal, onde o café cresce sob sombra de árvores nativas e exóticas que regulam a umidade e a temperatura, criando um microclima ideal para uma maturação lenta e completa do grão. A qualidade é garantida desde a origem, com uma seleção cuidadosa de sementes e um manejo rigoroso de almácigos e viveros, aplicando boas práticas agrícolas que melhoram a produtividade e as características finais do produto.

O resultado final é um conjunto de componentes, os quais, nas tentativas de taza, demonstra um sabor balanceado e com tendência doce e ácida, que é explicado por seu conteúdo de carboidratos e açúcares.

Delimitação geográfica: A zona geográfica delimitada está localizada no distrito de Villa Ricay, nas áreas aledañas, na província de Oxapampa, na região de Pasco. Seus limites estão claramente definidos para áreas de conservação e acidentes geográficos, como o Bosque de Proteção San Matías San Carlos, a Área de Conservação Municipal BosqueSho’llety los ríosPaucartamboyEntaz.Este território se encontra localizado na selva alta central do Peru, o qual, está situado em uma faixa de altitude que vai de 1000 até 2000 metros, garantindo que toda a produção seja realizada exclusivamente dentro desta área protegida.

História: ElCafé Villa Ricatiene nasceu nos inícios do século XX, quando colonos europeus, principalmente de origem austríaca e alemã, se estabeleceram na zona central do Peru, na atual província de Oxapampa, região de Pasco. Esses migrantes introduziram técnicas agrícolas avançadas e um manejo cuidadoso do cultivo do café, adaptando-o às condições privilegiadas da selva alta. Com o passo do tempo, a lapoblação nativa “Yanesha”perfeiciona o processo de siembra, cosecha e secado, consolidando um produto de qualidade excepcional que imediatamente se destaca no mercado nacional por seu aroma intenso, acidez equilibrada e preço pronunciado.

Durante grande parte do século XX, o café de Villa Ricase se tornou uma referência ao desenvolvimento agrícola sustentável na selva central. As famílias produtoras, organizadas em cooperativas e associações, preservaram métodos tradicionais de cultivo sob sombra, o que permitiu conservar a biodiversidade e manter a qualidade do grão. Nas últimas décadas, o Café Villa Rica consolidou seu prestígio como um dos produtos emblemáticos do Peru.

Contato da entidade representativa: Consejo Regulador de la Denominación de Origen Café Villa Rica 

Padre Salas cuadro 2, Villa Rica – Oxapampa – Pasco – Perú 

Telefone: +51950423475/+51981568801 

Site: https://www.linkedin.com/company/dominacion-origen-cafe-villa-rica

E-mail: info@villarica.online

Projetos estratégicos de Gestão integrada

Projetos Estratégicos de Gestão Integrada

Conectando estratégia, governança e execução para gerar resultados sustentáveis para o Sebrae RS.

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Projetos Selecionados
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10
Regionais Envolvidas
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52
Envolvidos na Governança Estratégica
Governança Estratégica Interna
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Envolvidos na Governança Técnica
Governança Técnica
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Documentos Disponíveis
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Relatório de Benchmark NacionalFoodTech RSRelatório28/05/2026download
Apresentação Governança EstratégicaTerritórios EmpreendedoresApresentação20/05/2026download
Termo de Abertura – Inova PampaInova PampaT.A.18/05/2026download
Lições Aprendidas – Mercopar 2025Mercopar 2026Lições Aprendidas15/05/2026download
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Página Estadual – Pará

DataSebrae / Pará — Região Norte

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Sobre o projeto

Entenda um pouco mais sobre a iniciativa

Este projeto é uma iniciativa do SEBRAE em estreita colaboração com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) do Brasil e o Instituto Nacional de Defesa da Concorrência e da Proteção da Propriedade Intelectual (Indecopi) do Peru, para promover as Indicações Geográficas (IGs).

As IGs são produtos que unem, de forma inconfundível, a identidade, o conhecimento tradicional de seus produtores ou artesãos e as características únicas do seu local de origem. Elas representam a materialização de uma conexão histórica e cultural entre o produto e sua geografia.

Aqui você descobrirá uma seleção excepcional de produtos únicos dos diversos ecossistemas e tradições do Brasil e do Peru. Cada Indicação Geográfica aqui apresentada conta uma história singular. Convidamos você a explorar, apreciar e vivenciar a riqueza e a autenticidade desses produtos.

Indicações Geográficas
no Brasil e no Peru

Quando um produto ou região se destaca pela qualidade, tradição ou reputação, ele pode receber uma Indicação Geográfica (IG) — um reconhecimento oficial que protege a origem e valoriza a identidade do território. Quando uma região se distingue pela qualidade de seus produtos ou serviços, as medidas de proteção de origem permitem que essa identidade se destaque no mercado.

Uma Indicação Geográfica protege o nome geográfico, ou gentílico, de determinada localidade em que há um produto ou serviço cujas qualidades, características ou reputação são atribuídas a essa origem.

No Brasil e no Peru, esse reconhecimento é feito por meio de selos nacionais que garantem autenticidade, controle e pertencimento. Eles representam o vínculo entre o produto, o saber-fazer de suas comunidades e as características únicas do local onde são produzidos.

A seguir, você encontra os selos oficiais utilizados para identificar e certificar as IGs dos dois países:

Brasil – Selos Nacionais

Aplicáveis a:
  • Indicação de Procedência (IP): Nome geográfico de uma região reconhecida como centro de produção, extração, fabricação ou prestação de serviços.
  • Denominação de Origem (DO): Nome geográfico que designa produtos ou serviços cujas qualidades ou características se devem exclusiva ou essencialmente ao meio geográfico (fatores naturais e humanos).

O selo nacional brasileiro é emitido pelo INPI e identifica produtos cuja reputação ou características estão ligadas diretamente ao território, garantindo segurança e autenticidade ao consumidor.

Peru – Selo Nacional Indecopi

Aplicáveis a:
  • Indicações Geográficas (IG): Identifica produtos cuja característica ou reputação está associada ao local de origem.
  • Denominação de Origem (DO): Designa produtos cujas características essenciais se devem ao ambiente geográfico, incluindo fatores naturais e humanos.

O selo nacional peruano é emitido pelo Indecopi, distinguindo produtos que expressam a singularidade dos ecossistemas e tradições culturais do país. Ele reconhece tanto Indicações Geográficas (IG) quanto Denominações de Origem (DO).

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