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Prefácio: Destaca que o livro resulta do conhecimento aplicado do Sistema Sebrae, tratando os pequenos negócios não apenas como unidades produtivas, mas como expressões de territórios e trajetórias humanas que combatem a desigualdade.
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Introdução: Explica o método interdisciplinar da obra (unindo economia, sociologia, psicanálise e outras áreas) para interpretar o Brasil real a partir de seus “pequenos mundos” econômicos.
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I – Desigualdade Regional: Analisa a desigualdade não como um dado abstrato, mas como uma experiência concreta de falta de infraestrutura e crédito que molda a vida do empreendedor.
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II – Bioeconomia, Território e Autonomia: Discute a bioeconomia como práticas vivas de comunidades que utilizam saberes tradicionais para projetar o futuro, especialmente nos diversos biomas brasileiros.
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III – A Amazônia como Sujeito Econômico: Defende que o desenvolvimento amazônico deve basear-se na inovação da bioeconomia, tratando a floresta como um bioativo que gera renda e sustentabilidade para os locais.
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IV – Economias da Invenção e do Cuidado: Foca no empreendedorismo de grupos minorizados (mulheres, negros, LGBTQIA+, idosos), vendo sua criatividade como uma resposta resiliente às tensões da desigualdade.
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V – Encadeamentos Produtivos: Aborda a necessidade de conectar pequenos negócios às cadeias de valor de grandes empresas para fortalecer ecossistemas econômicos e a competitividade nacional.
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VI – A Economia do Cuidado: Revela o trabalho de cuidado (frequentemente invisível e feminino) como a infraestrutura emocional e social que permite a existência de todos os negócios.
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VII – Financiamento como Estrutura de Cuidado: Argumenta que o crédito e a orientação financeira devem ser humanizados e acolhedores, pois o dinheiro é permeado por medos e esperanças subjetivas.
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VIII – Tecnologia e Pequenos Negócios: Propõe a união entre a agilidade das startups e a inteligência territorial dos pequenos negócios para uma inovação coerente com a realidade brasileira.
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IX – A Sustentabilidade que Já Existe: Mostra que práticas sustentáveis já são rotina para o pequeno empreendedor por necessidade e respeito aos recursos locais, antes de se tornarem termos corporativos.
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X – Territórios Inteligentes: Define o território como um sistema vivo que cria inteligência coletiva quando os pequenos negócios são reconhecidos como seus arquitetos invisíveis.
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XI – A Economia da Cultura: Vê a cultura e a estética (especialmente as periféricas) como bases constitutivas da economia, onde o “aquilombamento” simbólico gera pertencimento e renda.
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XII – Cooperativismo e Solidariedade: Analisa a força ancestral da colaboração mútua no Brasil como uma estratégia econômica que reduz o peso da solidão empreendedora.
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XIII – Educação Empreendedora: Defende uma formação que estimule a autonomia crítica e a interpretação do mundo, em vez de apenas treinar sujeitos para a performance técnica.
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XIV – Crédito, Finanças e Inclusão: Trata o acesso ao crédito como uma ferramenta de dignidade e um projeto de país que deve combater exclusões históricas.
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XV – Saúde Mental do Empreendedor: Expõe o custo emocional do empreendedorismo (exaustão, ansiedade), tratando o bem-estar psíquico como um fundamento da produtividade.
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XVI – Burocracia e Políticas Públicas: Critica a distância entre a norma estatal e a vida real, sugerindo que o Estado deve ser parceiro e facilitador dos pequenos negócios.
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XVII – Segurança Jurídica: Apresenta a estabilidade das leis como uma “infraestrutura emocional” essencial para que o empreendedor sinta confiança para planejar o futuro.
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XVIII – Inserção Internacional:Explora como a singularidade territorial e a diplomacia comercial coordenada podem levar o pequeno negócio brasileiro ao mercado global.
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XIX – Logística e Infraestrutura: Mostra como as deficiências físicas do território (estradas e transportes) são barreiras materiais que geram desigualdades e desgaste emocional.
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XX – Digitalização e IA: Reflete sobre a necessidade de uma tecnologia que “saiba cuidar”, respeitando as assimetrias digitais e fortalecendo a autonomia humana em vez da dependência de algoritmos.
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XXI – Economia Circular: Valoriza a inteligência material de quem já reaproveita recursos por necessidade, transformando isso em cultura produtiva sustentável.
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XXII – Governos Locais e Empreendedorismo: Ressalta o município como a unidade onde a política pública realmente acontece e onde a simplificação burocrática pode libertar o potencial local.
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XXIII – Investimento, Inovação e Território: Discute o investimento como uma linguagem de encontro entre mundos e a importância de investidores aprenderem a enxergar inovações fora dos grandes centros.
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XXIV – Trabalho, Tempo e Vida: Reflete sobre o tempo como um privilégio de classe e como a pressa da modernidade impacta a saúde e a capacidade de futuro de quem empreende por necessidade.
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XXV – Confiança e Capital Social: Defende que a economia brasileira é, essencialmente, uma economia de vínculos e interações humanas que geram reconhecimento e cidadania.
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XXVI – Ativos de Propriedade Industrial: Aborda marcas e patentes como ativos de sustentabilidade que garantem reputação e valor aos pequenos negócios em um mercado competitivo.
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Posfácio: Conclui que os pequenos negócios são a base para um Brasil mais justo e diverso, pedindo que as políticas públicas escutem os territórios para humanizar o desenvolvimento.