IG – Sabará

IG – Sabará

O município de Sabará é conhecido nacionalmente pela produção de jabuticaba e de seus derivados. Os produtos autorizados da Indicação de Procedência são: licor de jabuticaba, geleia de jabuticaba, molho de jabuticaba, casca de jabuticaba cristalizada e compota de jabuticaba.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação. 13 de Fevereiro de 2019


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Jabuticada de Sabará.
Cachaça e geléia de jabuticaba.
Cachaça e geléia de jabuticaba.
Festival da Jabuticaba.
Produtos da Indicação de Procedência.
Marca visual.

Sobre a Indicação Geográfica


O município de Sabará realiza o Festival de Jabuticaba de Sabará, evento que ocorre sempre em meados do mês de outubro a dezembro (dependendo da safra da fruta) há 27 anos consecutivos. No festival são comercializados a fruta in natura e os produtos derivados de jabuticaba.

A produção é feita artesanalmente, sendo utilizadas diversas receitas tradicionais, passadas de geração a geração. A produção dos derivados é um elemento da manifestação cultural capaz de intensificar o envolvimento da comunidade no conhecimento de sua própria tradição, da sabedoria popular e especialmente da gastronomia. É onde ocorre a integração econômica, social e cultural que compõe um conjunto de significados determinantes do patrimônio cultural do município e que evoca um encantamento especial aos visitantes, por meio do seu entrosamento com os produtores de quitutes e com os diferentes sabores.


A área delimitada para a Indicação de Procedência “Produtos Derivados de Jabuticaba de Sabará” fica estabelecida nos limites político-administrativos do município de Sabará, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais, e faz fronteira ao norte com o município de Taquaraçu de Minas, ao sul com os municípios de Nova Lima e Raposos, a leste com Caeté e a oeste com Belo Horizonte e Santa Luzia. Sabará está situada a 723 metros altitude e seu território possui área de 302,173 km2.


A produção de jabuticaba tem característica “temporária”. As jabuticabas são produzidas somente em épocas de chuva, o que as tornam indisponíveis no mercado ao longo do ano. Uma maneira inteligente de se aproveitar a safra, visto que os frutos maduros apodrecem rapidamente, é a produção de diversos derivados da jabuticaba.

Sobre a tecnologia de processamento dos derivados de jabuticaba, Sabará tem se apresentado com um diferencial competitivo muito grande, pois os processos de produção são muito específicos e transmitidos de geração a geração. O município se destaca ainda entre os 49 melhores produtores de derivados de um tipo de jabuticaba conhecido popularmente como Sabará.

A fruteira é adaptável a diversos tipos de solo, mas o cultivo deve ser feito preferencialmente em solos silico-argilosos, que devem ser profundos, bem drenados, férteis e ricos em matéria orgânica. O crescimento da árvore é lento, inicia a produção de frutas a partir do oitavo ano, prolongando-se por média de 35 anos. Uma jabuticabeira produz em média de 200 a 1000 kg de frutos por ano, o que se intensifica com a adubação. Os dois principais fatores que restringem a expansão do plantio são os custos e a dificuldade de colheita e a precariedade de conservação de seus frutos, já que o fruto deve ser colhido pronto para o consumo, e sua fermentação inicia logo após a lavagem da fruta.


Fazendo uso da tradição e do conhecimento da produção dos derivados da jabuticaba, os produtores instalados na área demarcada contribuem para o desenvolvimento econômico do município, por meio da comercialização dos derivados, cada um com seus sabores específicos. Esses produtores são conhecedores das receitas e processos produtivos tradicionais, conquistando um mercado cada vez mais abrangente e peculiar.


Associação dos Produtores de Derivados de Jabuticaba de Sabará – ASPRODEJAS
Endereço: Rua Diolindo de Jesus, 47 – Centro | Município: Sabará/MG | CEP: 34.505-260
E-mail: consultoria@agilitymarcasepatentes.com.br | Telefone: (31) 9 8656-2661


Dados Técnicos

Número: BR4020140000093
Nome Geográfico: Sabará
UF: Minas Gerais
Requerente: Associação dos Produtores de Derivados de Jabuticaba de Sabará – ASPRODEJAS
Produtos: Produtos derivados de jabuticaba
Data do Registro: 23/09/2014
Delimitação: A área delimitada para a INDICAÇÃO DE PROCEDÊNCIA “PRODUTOS DERIVADOS DE JABUTICABA DE SABARÁ” fica estabelecida nos limites político-administrativos do município de Sabará localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais, e faz fronteira ao norte com o município de Taquaraçu de Minas, ao sul com os municípios de Nova Lima e Raposos, a leste com Caeté e a oeste com Belo Horizonte e Santa Luzia. Sabará está situada a 723 metros altitude e seu território possui área de 302,173 km2. Sua localização é geograficamente determinada pelas coordenadas 19°53’11 “S, 43°48’24’W.

IG – Região de Corupá

IG – Região de Corupá

A Região de Corupá é conhecida histórica e qualitativamente pela produção de bananas há mais de 150 anos. O diferencial da banana produzida nessa região é o sabor: doce por natureza.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação. 19 de Outubro de 2018


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Banana de Corupá.
Vista da região.
Cachos de banana.
Casa da região.
Vista do bairro.
Marca visual.

Sobre a Indicação Geográfica


A Denominação de Origem da banana da Região de Corupá possui uma área de 857,3 km2 distribuídos pelos municípios catarinenses de Schroeder, Jaraguá do Sul, Corupá e São Bento do Sul.

São várias famílias rurais que se beneficiam da produção num ambiente que é único e inigualável, não só pelas peculiaridades de clima e de relevo, mas também pelo saber-fazer, pelas tradições e culturas locais.


O fruto banana, reconhecido para a Denominação de Origem Região de Corupá, compreende todas as variedades de banana do subgrupo “Cavendish” (popularmente conhecida como Nanicão).

As bananas produzidas na Região de Corupá são caracterizadas por um sabor doce mais pronunciado, sendo esse um dos aspectos mais importantes nos atributos sensoriais reconhecidos pelos consumidores.

O manejo integrado na região é favorecido pelas condições edafoclimáticas locais. A cultura da banana chega a receber até dez vezes menos aplicações de produtos químicos que em outras regiões produtoras. O diferencial da banana produzida na Região de Corupá é o sabor: “doce por natureza”, que também é atribuído pelas condições locais, que fazem com que o tempo necessário para a produção de um cacho de bananas seja maior quando comparado às demais regiões produtoras. Como consequência, ocorre maior acúmulo e transformação dos açúcares e ácidos naturais das frutas, resultando em bananas mais aromáticas e saborosas.

Os frutos produzidos em Corupá apresentam menor acidez e maior relação açúcar-acidez (SST/AAT). As oscilações ao longo dos meses mostram que os frutos sofrem grandes interferências do ambiente em que são produzidas, possivelmente devido às temperaturas baixas e aos índices de radiação solar durante o inverno e início da primavera

As frutas produzidas na Região de Corupá apresentam maior teor de K, Ca e Mn, e menores teores de Mg. Essa composição mineral, possivelmente, está associada às características qualitativas das frutas produzidas nesta região.


A qualidade “doce por natureza” é conferida pelas características geo-edafo-climáticas encontradas na área demarcada da Denominação de Origem Região de Corupá, principalmente pela formação geológica e climática dessa região.

No conhecimento popular, a área delimitada de abrangência da Região de Corupá é definida pelas montanhas e vale, delimitada naturalmente pela cadeia contínua de montanhas com produção de banana até a altitude de 600 metros, montanhas que formam as nascentes do Rio ltapocú nos município que integram a região, e são interrompidas na fronteira dos municípios de Jaraguá do Sul e Schroeder com Guaramirim, a jusante do Rio ltapocú, onde se encontra a entrada do “vale” para a Regiãob~èndustyd, Corupá.

O sistema produtivo da banana na área geográfica da Denominação de Origem Região de Corupá é estabelecido pelas etapas e critérios descritos no Caderno de Campo do produtor. Ele se aplica a todas as etapas de produção da banana e seus derivados isoladamente ou consolidadas, de acordo com as atividades exercidas pelo produtor, sejam elas: produção da banana, colheita e pós-colheita, armazenagem e climatização, agroindustrialização, distribuição e comercialização.


A banana da Região de Corupá potencializa os recursos humanos existentes, gerando postos de trabalho, contribuindo para a subsistência de inúmeras famílias que veem na bananicultura uma importante fonte de rendimento, melhorando a qualidade de vida das populações e fixando-as no meio rural.

A Denominação de Origem Região de Corupá é uma extraordinária mais-valia para a região e populações que trabalham dia-a-dia no setor, como: o incentivo à produção integrada e mais sustentável; a proteção do nome contra imitações e utilizações indevidas; estratégias de promoção e de mercado deste produto diferenciado em nome da região; o melhoramento do rendimento dos agricultores; a fixação da população rural; e uma proximidade aos consumidores, fornecendo-lhes informações relativas às características específicas dos produtos.


Associação dos Bananicultores da Região de Corupá – ASBANCO
Endereço: R. Agostinho Oliari, 181 – João Tozini | Cidade: Corupá/SC | CEP: 89.278-000
E-mail: eliane@asbanco.com.br


Dados Técnicos

Número: BR412016000003-6
Indicação Geográfica: Região de Corupá
UF: Santa Catarina
Requerente: FEMAP – Associação dos Bananicultores da Região de Corupá – ASBANCO
Produtos: Banana
Data do Registro: 28/08/2018
Delimitação: Compreende parte dos municípios de Schroeder, Jaraguá do Sul, Corupá e São Bento do Sul.

Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas



Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas

O evento teve como objetivo promover e divulgar os conceitos e experiências das Indicações Geográficas e Marcas Coletivas brasileiras e internacionais, além de gerar negócios diretos e indiretos para os diversos elos das cadeias de valor envolvidas. Foram parceiros do Sebrae na realização do evento: Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Institut National de la Propriete Industrielle (França), Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa).


29 de Outubro de 2014

Painel de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas: qual o papel de cada entidade?
Indicações Geográficas, o papel do INPI | por Lucia Fernandes do INPI
Marcas Coletivas | INPI
Valorizando Origem, Qualidade e Tradição: o papel do MAPA no uso dos signos distintivos | por Ludimila Gaspar do MAPA
Indicações Geográficas e atuação do Advogado | por Luiz Eduardo de Queiroz Cardoso Júnior da ABPI
O papel do IBGE | por João Bosco de Azevedo do IBGE

Painel de Reflexões sobre Gestão de Registro de Uso Coletivo
Montes de Toledo, Indicações Geográficas e Marcas Coletivas no Setor do Agronegócio | por D. Enrique García-Tenorio
Indicação Geográfica de Procedência PARATY para Cachaça | por Lúcio Gama Freire da APACAP
Amorango, morangos cultivados com amor e qualidade | por Dacir Condack da Amorango
Soluções Educacionais do Sebrae para Cooperação e para Liderança | por Reginaldo Barroso de Resende do SEBRAE


30 de Outubro de 2014

Painel de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas como Mecanismos para Conquista de Mercado Externo
Café da Colombia, Marca de Origen | por Karen Yepes Villegas da Federación Nacional de Cafeteros de Colombia
Vale dos Vinhedos | por Flavio Pizzato em associação com a APROVALE
Projeto Setorial Wines of Brasil | por Roberta Baggio Pedreira da Wines of Brasil e Carlos Raimundo Paviani da IBRAVIN
Plano de Ações Integradas em prol do Desenvolvimento Sustentável da Região do Vale do Café Fluminense | por Celso Merola Junger do MAPA

II Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas



II Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas

O evento teve como objetivo promover e divulgar os conceitos e experiências das Indicações Geográficas e Marcas Coletivas brasileiras e internacionais, além de gerar negócios diretos e indiretos para os diversos elos das cadeias de valor envolvidas. Foram parceiros do Sebrae na realização do evento: Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Institut National de la Propriete Industrielle (França), Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa).


31 de Agosto de 2016

Abertura
Impactos Socioeconômicos das IGs e Marcas Coletivas | por Luiz Otávio Pimentel, Presidente do INPI
OMPI | por Liliana Mendes

Painel de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas: Iniciativas Estratégicas Estaduais
Pará, a obra prima da Amazônia | por Álvaro Negrão
Ações Fórum Baiano de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas | por Ana Paula Trovatti Uetanabaro
Fórum Origem Capixaba | por Anselmo Buss Junior
Fórum de Indicações Geográficas e Marcas Ccoletivas do Rio Grande do Sul | por Edna Maria de Oliveira Ferronatto, Coordenadora do Fórum de Indicações Geográficas do Rio Grande do Sul

Vídeos

Inventário Cultural de Bragança – Pará

Palestra: Indicação Geográfica Marcala (Honduras)
Denominación de Origen Café Marcala | por Zoyla Moreno, do Conselho Regulador do Café Marcala.


1 de Setembro de 2016

Painel de Acesso a Mercados e Proteção: Diferenciais dos Produtos das Indicações Geográficas e Marcas Coletivas
Geographical Indications | por Craig Thorn, Consortium for Common Food Names
Brasil: 3º maior produtor de frutas e o 9º de hortaliças | por Eduardo, da Associação Gaúcha de Supermercados
Geographical Indications (GIs) in the U.S.: Protection Through a Trademark System | por Laura Hammel, do Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos
Acesso a Mercados e Proteção: Diferenciais dos Produtos com Marca Coletiva | por Pablo Regalado, da equipe de Marcas Coletivas e Marcas de Certificação Diretoria de Marcas do INPI
Seminário I. G. | por Pedro, da Comissão Européia
Indicações Geográficas: Organização, Mercado e Registro | por Raul Bittencourt Pedreira, do INPI

Palestra: Marca Coletiva
Marcas Coletivas | por Patrícia Gamboa Vilela, consultora internacional em Propriedade Intelectual

Painel de Mecanismos de Controle e Rastreabilidade de Produtos das Indicações Geográficas e Marcas Coletivas
Mecanismos de controle e rastreabilidade de produtos das Indicações Geográficas e Marcas Coletivas | por José Augusto Pinto de Abreu, da Sextante Consultoria
GS1 Brasil, Associação Brasileira de Automoção | por Karina Rocha, da GS1 Brasil
A Indicação de Procedência do Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra | por Paulo Henrique de Matos Almeida, Gerente da APROCAN
Caso Denominación de Origen Tequila | por Ramón González Figueroa, diretor geral do Conselho Regulador da Tequila

Vídeos

Caso Denominación de Origen Tequila


2 de Setembro de 2016

Painel de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas – Casos de Êxito
Indicação de Procedência de Carlópolis | por Cilso Rodrigues de Almeida
Indicação de Procedência: Vale das Uvas Goethe (IPVUG) – Região de Urussanga/SC | por Luiz
Tenango de Doria Hidalgo. | por Maria Gelacia

Painel de Inovação nas Indicações Geográficas e Marcas Coletivas
Painel: Inovação nas Indicações Geográficas e Marcas Coletivas | por Prof. Flávio Meira Borém, da Universidade Federal de Lavras
Inovação IG “Manguezais de Alagoas” | por Mário Calheiros de Lima, presidente da Uniprópolis

IG – Marialva

IG – Marialva

A combinação das condições ambientais de Marialva ao nível tecnológico adotado e a diferenciação da qualidade das uvas finas de mesa produzidas resultou em reconhecimento e reputação nacional desses produtos. As particularidades das condições locais e dos sistemas produtivos geram características únicas, distinguindo a região pela produção de Uva Fina de Mesa em qualquer época do ano.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação. 06 de Setembro de 2018


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Vinícola.
Vista da região.
Uvas da Indicação Geográfica.
Escultura.
Caixas de carregamento de uvas.
Marca visual.

Sobre a Indicação Geográfica


A história de Marialva com as uvas começou na década de 1960, com os descendentes japoneses da região – os primeiros a apostarem na uva. Com o tempo, as terras vermelhas daquela região começaram a ficar invalidadas pelas monoculturas mecanizadas, como a soja. Por isso, houve grande incentivo de instituições para que a uva ganhasse espaço.

Porém, ela começou a alcançar importância econômica no município somente no final da década de 1980 e início de 1990. 0 pioneiro na viticultura marialvense foi Toshikatsu Wakita, que erradicou seu cafezal para implantar a nova cultura, mesmo enfrentando dificuldades para conseguir as mudas para o plantio.

Apesar da existência de uva em outros espaços paranaenses, a fruta de melhor qualidade está em Marialva, em virtude de todo o histórico de conhecimento aplicado na atividade. A importância da uva para o município foi reconhecida pela população e tornou-se objeto de propaganda. Marialva é conhecida hoje como a “Capital da Uva Fina”, slogan presente em panfletos, na logomarca do governo municipal, em sites de empresas do município, dentre outros.


O município de Marialva, localizado na região noroeste do Paraná, é conhecido atualmente como Capital da Uva Fina de Mesa do Paraná e cerca de 1,4 mil hectares do município estão relacionados à viticultura, contando com 750 parreirais envolvendo aproximadamente 1,1 mil famílias. Cerca de 5,5 mil pessoas trabalham no cultivo da uva e outros 7, 5 mil empregos são gerados indiretamente (EMATER, 2006).

Possui uma área de 475,564 km2 representando 0,2386 % do Estado, 0,0844 % da região e 0,0056 % de todo o território brasileiro. Localiza-se a uma latitude 23°29’06” sul e a uma longitude 51°47’31” oeste, localizando-se muito próximo ao Trópico de Capricórnio. Sua população estimada em 2010 é de 31.972 habitantes.


A produção de uva no Paraná em 2008 foi de 101.500 toneladas; desse total, Marialva contribuiu com 42.808 toneladas, ou seja, mais de 42% do total. Em contrapartida, os municípios que ocupam o 2° e 3° lugar foram responsáveis, juntos, por menos de 10% da produção total (IBGE, 2008).

A uva é rica em cálcio, ferro, fósforo, magnésio, sódio e potássio; possui também vitaminas do complexo B e vitamina C.

Como características gerais:
a) As Cultivares aceitas são: Itália, Rubi, Benitaka, BRS Nubia e BRS Vitória.
b) Grupo: a Uva Fina de Mesa, de acordo com a presença de sementes ou não, e classificada em dois grupos:
Grupo I: constituído de variedades de uvas de mesa cujas bagas apresentem sementes;
e Grupo II: constituído de variedades de uvas de mesa cujas bagas não apresentem sementes.
c) Subgrupos: A coloração característica da variedade definirá a classificação da uva em dois subgrupos: I. Branco: composto de variedades de uvas de mesa cujas bagas apresentem a coloração verde, verde clara ou verde amarelada ; e II) Colorido: composto de variedades de uvas de mesa cujas bagas apresentem a coloração rosa, avermelhada ou preta.


A Associação Norte Noroeste Paranaense dos Fruticultores – ANFRUT tem por finalidade precípua, entre outras: “representar e coordenar os produtores de uvas de mesa da Região de Marialva, bem como suas associações e cooperativas, perante os organismos públicos e privados, nacionais e internacionais, com relação à proteção, promoção, uso e divulgação de direitos de propriedade intelectual relacionados com o território de procedência e origem da produção, na modalidade IP- Indicação de Procedência Marialva, conforme previsto na Instrução Normativa 2512013.


Associação Norte Noroeste Paranaense dos Fruticultores – ANFRUT
Endereço: Rua Guerino Ricieri, 47, Parque Industrial | Cidade: Marialva/PR | CEP: 86.990-000
Telefone: +55 (44) 3232 1292 | E-mail: anfrut@brturbo.com.br


Dados Técnicos

Número: BR402015000003-7
Indicação Geográfica: Marialva
UF: Paraná
Requerente: Associação Norte Noroeste Paranaense dos Fruticultores – ANFRUT
Produto: Uvas finas de mesa
Data do Registro: 27/06/2017
Delimitação: A área geográfica a ser protegida está restrita às regiões produtoras de uva dos municípios de Marialva e Sarandi, no estado do Paraná.

IG – Região da Própolis Verde

IG – Região da Própolis Verde de Minas Gerais

A própolis verde produzida em Minas Gerais é reconhecida mundialmente por suas propriedades medicinais. As características do ambiente e da florada propiciam uma coloração diferenciada e fazem desse produto único no mundo.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação. 04 de Setembro de 2018


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Abelha da região.
Abelhas na colméia.
Processo produtivo da indicação geográfica.
Apicultores e colméias.
Colméia de própolis verde.
Marca visual.

Sobre a Indicação Geográfica


As características topográficas do estado de Minas Gerais conferem à região altitudes elevadas, oscilando de 900 a 1500 metros. O clima predominante no estado é o tropical de altitude, com estações bem definidas, sendo o inverno seco e o verão chuvoso.

As regiões que apresentam produção de própolis verde apresentam solo ácido, com ph variando de 4 a 5,8 e altos teores de ferro, estando presentes em regiões com exploração de minério de ferro. Essa produção é mais presente nas áreas Sul, Centro Oeste e Leste do estado, distribuída em 102 municípios mineiros.


As características topográficas do estado de Minas Gerais conferem à região altitudes elevadas, oscilando de 900 a 1500 metros. O clima predominante no estado é o tropical de altitude, com estações bem definidas, sendo o inverno seco e o verão chuvoso.

As regiões que apresentam produção de própolis verde apresentam solo ácido, com ph variando de 4 a 5,8 e altos teores de ferro, estando presentes em regiões com exploração de minério de ferro. Essa produção é mais presente nas áreas Sul, Centro Oeste e Leste do estado, distribuída em 102 municípios mineiros.

Segundo estudo da Fundação Ezequiel Dias, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), a espécie Baccharis dracunculifolia (alecrim do campo) é a principal fonte de resina para abelhas no estado de Minas Gerais e possui os mesmos marcadores botânicos (tricomas glandulares, tricomas tectores e fragmentos de epiderme) utilizados para a determinação da origem botânica da própolis verde, localizados em seus ápices vegetativos.

Pesquisadores também observaram que o período no qual as abelhas mais coletam essa resina da espécie Baccharis dracunculifolia é o mesmo período da colheita da própolis verde em Minas Gerais. Os solos das regiões mineiras produtoras de própolis verde apresentam um perfil diferenciado, caracterizados pela maior presença de ferro, manganês, cobre, elevada acidez e pouco cálcio e magnésio.


A cor esverdeada da própolis tem relação com a presença da espécie Baccharis dracunculifolia, popularmente conhecida como alecrim do campo. A cor da própolis após retirada da colmeia é verde reluzente para aquelas refrigeradas até oito dias ou verde amarronzada por fora e reluzente por dentro para aquelas refrigeradas até um ano.

Em Minas Gerais, há predominância de abelhas africanizadas da espécie Apis mellifera, que se adaptaram melhor às condições climáticas do Brasil do que outras espécies. É autorizado a alimentação das abelhas com alimentos energéticos, como xarope de açúcar e melado. As colmeias devem apresentar uma distância mínima de 5 km de indústrias, áreas urbanas, rodovias e áreas agrícolas que apresentem o uso de agrotóxicos.


O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) instituiu a denominação de origem Própolis Verde de Minas Gerais, por meio da portaria nº 1.138/2011, considerando esse ativo como indicador de preferência no mercado nacional e internacional e considerando também os diversos estudos científicos realizados sobre a própolis verde produzida em Minas Gerais.


Federação Mineira de Apicultura – FEMAP
Endereço: Rua Rua Hudson, 449 – Jardim Canadá | Cidade: Nova Lima/MG | CEP: 34.000-000
Telefone: +55 (31) 3581-8555 | Site: www.femapmg.com.br


Dados Técnicos

Número: BR412013000005-4
Indicação Geográfica: Região da Própolis Verde de Minas Gerais
UF: Minas Gerais
Requerente: FEMAP – Federação Mineira de Apicultura
Produtos: Própolis verde
Data do Registro: 06/09/2016
Delimitação: A região delimitada “Região da Própolis Verde de Minas Gerais” está compreendida entre as coordenadas 42º50’24”W a 47º24’10”W de longitude e 18º14’02”S a 22º51’18”S de latitude, e é composta por cento e dois municípios conforme anexo único da portaria IMA nº 1603, de 18 de abril de 2016.

III Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas



III Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas

O evento teve como objetivo promover e divulgar os conceitos e experiências das Indicações Geográficas e Marcas Coletivas brasileiras e internacionais, além de gerar negócios diretos e indiretos para os diversos elos das cadeias de valor envolvidas. Foram parceiros do Sebrae na realização do evento: Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Institut National de la Propriete Industrielle (França), Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa).


9 de Agosto de 2018

Painel de Identidade e propósito baseados na origem

Identidade e propósito baseados na origem | por Joanna Martins

Vídeos

Expedição CGP, 2018 | por Flávio Trombino

Painel de Estratégias de valorização de produtos a partir da origem e da qualidade

Indicações Geográficas no Amazonas | por Sebrae/AM
Espírito Santo – Indicações Geográficas e Marcas Coletivas | por Sebrae/ES
Quando penso no agronegócio do Paraná, lembro… | por Sebrae/PR
Para quem produzimos? | por Priscilla Lins

Vídeos

Matas de Minas | por Priscilla Lins

Painel de Estratégia integrada Marca Coletiva e Indicação Geográfica

III Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas | por Marcos Fabrício Welge Gonçalves
Governo de Guanajuato | México
General ideas and example of the sea salt of Guérande | por Charles Perraud, França
Indicação de Procedência do Oeste do Paraná | Oeste do Paraná

Painel de Indicação Geográfica, Marca Coletiva e o Desenvolvimento Territorial

IBRAVIN | por Kelly L. Bruch
Cesta de Bens e Serviços Territoriais (CBST): construção de uma agenda interinstitucional | por Prof. Ademir Antonio Cazella
Indicação Geográfica de Argane | por Fatima Amehri | Marrocos

Vídeos

Indicação Geográfica de Argane | por Fatima Amehri | Marrocos
Região do Queijo da Canastra

Painel de Controle e Rastreabilidade nas Indicações Geográficas e Marcas Coletivas

Gestão, controle e rastreabilidade | por Helinton H. Lugarini
Control and Traceability | por INAO, Institut national de l’origine et de la qualité | França


10 de Agosto de 2018

Painel de Marco Legal de Indicação Geográfica

Mesa redonda IBRAVIN – Marco Legal de Indicação Geográfica | Por Kelly L. Bruch
Industrial and handicraft GIs applications in France | por INPI | França
Marco Legal de Indicação Geográfica | por Liliana Locatelli

Painel de Mercado de Produtos Diferenciados das Indicações Geográficas e Marcas Coletivas

Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos | por APEX
Casa Brasil | por Joel Shuler, fundador da Casa Brasil Coffees
Mantiqueira de Minas | por Indicação de Procedência da Serra da Mantiqueira
Ron de Guatemala, Denominación de Origen Protegida | por Ron de Guatemala

Painel de Selo das Indicações Geográficas Brasileiras

Estudo sobre a viabilidade de utilização de um símbolo para as IGs brasileiras | por Ana Soeiro
Sello de Origen | por INAPI | Chile

Máquinas Agrícolas (Colheita)

O Radar Tecnológico é um relatório estatístico setorial, elaborado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), baseado em informação de patentes. Seu objetivo é estimular o uso estratégico da informação tecnológica pela indústria brasileira. Nesta publicação, trataremos do Radar Tecnológico de “Máquinas Agrícolas (Colheita)”.

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Biotecnologia de brasileiros (não saúde)

O Radar Tecnológico é um relatório estatístico setorial, elaborado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), baseado em informação de patentes. Seu objetivo é estimular o uso estratégico da informação tecnológica pela indústria brasileira. Nesta publicação, trataremos do Radar Tecnológico de “Biotecnologia de brasileiros (não saúde)”, tecnologias desenvolvidas por brasileiros.

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IG – Maués

IG – Maués

Conhecido como a terra do guaraná, Maués ganhou notoriedade mantendo o processo produtivo tradicional e a produção familiar. Nativo da região amazônica, o guaraná encontrou em Maués o lugar ideal para seu plantio e desenvolvimento.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação. 10 de Agosto de 2018


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Guaraná de Maués.
 Estufa.
 Mudas de guaraná.
 Semente do guaraná.
 Semente descascada.
 Marca visual.

Sobre a Indicação Geográfica


Os primeiros habitantes de Maués consistiam nos índios das tribos mundurucus e maués (mawé), que já plantavam o guaraná e utilizavam a bebida para fins medicinais. Na linguagem tupi, Mauuêu se traduz como papagaio curioso, falante ou inteligente. O nome foi adaptado para à língua portuguesa e assim hoje é conhecido como Maués.

Os portugueses chegaram na região por volta de 1639, mas somente em 1892 que foi criado o município de Maués, por meio de lei estadual. A agricultura sempre predominou como atividade econômica na região, principalmente com o guaraná. Em 1963, a empresa Antarctica se instalou na região com uma fábrica de extração de incenso do guaraná.

O cultivo do guaraná no município se intensificou na década de 1980 aliado a chegada de imigrantes de diversas partes do Brasil e do mundo, e assim propiciou um maior desenvolvimento econômico e atração de turistas. Até essa década, o guaraná de Maués correspondia a quase 90% da produção nacional.


Maués está localizado na parte leste do estado do Amazonas, na divisa com o estado do Pará, na margem direita do rio Maués-Açú. A área do município é de aproximadamente 40.000 km², compreendendo 93 comunidades cadastradas no IBGE. O clima é caracterizado por ser tropical chuvoso, ideal para o plantio do guaraná.

O município também é reconhecido pelas suas belezas naturais, como as praias que surgem na época da estiagem, o encontro das águas dos rios Maués-Açú e Urariá, a Floresta Estadual de Maués, a Floresta Nacional do Pau Rosa, o Parque Nacional do Jurena, cachoeiras, grutas, dentre outros.


O guaraná é nativo da floresta amazônica. A palavra vem do termo indígena waraná, que significa árvore que sobe em outra. Consiste em arbusto semi-erecto e lenhoso que se acopla a árvores de grande porte.

O guaraná cultivado em Maués apresenta maior teor de cafeína, entre 3 a 5%. Essa característica fez com a bebida se tornasse conhecida pelos indígenas como “elixir de longa vida”. Atualmente, o principal subproduto do guaraná é a produção de refrigerantes, mas também é transformado em xarope, cosméticos e fármacos.


O guaraná de Maués representa um produto da biodiversidade brasileira e que faz parte de uma tradição iniciada pelas tribos indígenas e mantida até hoje por famílias de produtores. A região já foi responsável por quase toda a produção de guaraná no Brasil, hoje se diferencia no mercado pela sua qualidade e origem.


Associação dos Produtores de Guaraná da Indicação Geográfica de Maués
Endereço: Estrada dos Moraes, km 01, s nº | Cidade: Maués/AM
E-mail: igmaues@gmail.com


Dados Técnicos

Número: BR402015000001-0
Indicação Geográfica: Maués
UF: Amazonas
Requerente: Associação dos Produtores de Guaraná́ da Indicação Geográfica de Maués
Produto: Guaraná
Data do Registro: 16/01/2018
Delimitação: A área delimitada pela Indicação Geográfica Maués corresponde à área circunscrita na região do município de Maués, no Estado do Amazonas, excetuando-se a área da Terra Indígena Andirá́-Maraú, localizada na porção nordeste do Município.

IG – São Matheus

IG – São Matheus

A cultura da erva-mate (Ilex paragiiariensis St. Hil), uma planta cujas folhas e ramos finos são beneficiados para posterior comercialização, tem grande valor comercial em muitos estados do Brasil, além de ser um elemento indissociável da dieta alimentar de parte da população, também tendo um alto valor terapêutico. Na região de São Mateus do Sul, sua produção se diferencia por fatores como ambiente de cultivo, tipos de semente, nutrição do solo e podas.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação. 9 de Agosto de 2018


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Erva Mate de São Mateus.
 Folha da erva mate.
 Folhagem da erva mate.
Muda de erva mate.
Chimarrão de erva mate.
 Marca visual.

Sobre a Indicação Geográfica


O estado do Paraná tem em sua bandeira, símbolo visual de maior representatividade de um estado, um galho de erva-mate e um galho de araucária, evidenciando a importância dessas duas plantas para o estado. A exploração da erva-mate ajudou na colonização do Paraná, na sua emancipação e na formação do povo paranaense.

Apesar de a produção de erva-mate ocorrer em diversos municípios, desde a sua colonização, a região de São Matheus se destacou, tendo sido citada sua qualidade e fama em vários relatos históricos.

A produção de erva-mate nessa região foi e ainda é uma atividade econômica que envolve milhares de propriedades rurais, mostrando-se um cultivo adequado ao modelo fundiário local.


A região de São Mateus do Sul possui condições climáticas peculiares. O volume colhido a cada ano, em áreas de ocorrência natural da planta (ervais nativos), torna a região uma das maiores fornecedoras de erva-mate do país, respondendo por 14% da produção. Isso permite que o ambiente favoreça o desenvolvimento da atividade e é capaz de conferir tipicidade à erva-mate colhida e aos produtos elaborados.

Cabe notar que os efeitos do clima não se restringem à erva-mate. A produção da erva-mate se dá em consórcio com outras espécies florestais, nativas da região, cujo crescimento e desenvolvimento também são afetados pelo clima local. Assim, a interação entre clima, plantas do consórcio e erva-mate são fatores de grande relevância para qualidade do produto.


Os produtos da Indicação de Procedência São Matheus são elaborados a partir de partes vegetais de erva-mate (Ilex paraguariensis St Hill.) 100% procedentes da região delimitada para esta indicação.

São protegidos pela Indicação de Procedência os produtos elaborados com erva-mate, definidos pela legislação brasileira: sementes de erva-mate; mudas de erva-mate; erva-mate cancheada; erva-mate para chimarrão, erva-mate para tererê e chá mate.


O grande objetivo da Associação dos Amigos da Erva Mate de São Mateus é construir, gerir e promover a Indicação Geográfica São Matheus para os produtos originados da cadeia produtiva da erva-mate na região. Em geral, pode-se dizer que a Indicação Geográfica promove a proteção do território no que tange à tradição na produção da erva-mate.

Diferenciada pelo paladar suave, típico da região, e especialmente pelo sistema de produção, erva-mate da região é cultivada historicamente em meio à floresta de araucária, de forma harmônica, que aliado às características de solo e clima locais, conferem ao produto um sabor leve, que agrada ao consumidor brasileiro e de outros países, como o Uruguai, onde ele é amplamente comercializado.

A erva-mate apresenta compostos minerais e metabólicos secundários de interesse para o ser humano. Esta espécie apresenta a característica de acumular alcalóides em sua composição química. Em grande parte consumida na forma de chimarrão e chás, a quantidade de minerais ingeridos junto às bebidas de erva-mate são importantes do ponto de vista da saúde humana.



Associação dos Amigos da Erva Mate de São Mateus
Endereço: Rua Barão do Rio Branco, 1376. Vila Prohmann | Cidade: São Mateus do Sul/PR | CEP: 83.900-000
Telefone: +55 (42) 3532-1336 | Site: igmathe.com.br | E-mail: sindimate@fiepr.org.br


Dados Técnicos

Número: BR402015000011-8
Indicação Geográfica: São Matheus
UF: Paraná
Requerente: Associação dos Amigos da Erva Mate de São Mateus
Produto: Erva-mate
Data do Registro: 27/06/2017
Delimitação: municípios de Antônio Olinto, Mallet, Rebouças, Rio Azul, São Mateus do Sul e São João do Triunfo, no estado do Paraná.

IG – Região São Bento De Urânia

IG – Região São Bento De Urânia

O território de São Bento de Urânia é tão propício para o cultivo de inhame que ao longo do tempo a região desenvolveu a sua própria cultivar do tubérculo, o Inhame São Bento. Uma tradição que fez com que hoje a região seja conhecida nacionalmente como a capital do inhame.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação. 20 de Julho de 2018


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Sistema de irrigação do inhame de São Bento de Urânia.
 Inhame.
 Inhame servido como petisco.
 Inhame da indicação geográfica.
 Produtor da indicação geográfica.
 Marca visual.

Sobre a Indicação Geográfica


A história do cultivo de inhame na região de São Bento de Urânia se inicia com a chegada de imigrantes italianos na região, por volta do ano de 1887. Inicialmente, a cultura do inhame localizava-se em brejos, cerca de córregos, mas ao longo do tempo foi verificando que a plantação era mais viável em terrenos secos, devido à facilidade do plantio e colheita.

Dentre as variedades de inhame plantadas em território capixaba estão o Inhame Chinês; Inhame Branco do Brejo; Inhame Rosa Italiano. Atualmente, a região também conta com o Inhame São Bento, cultivar de inhame genuinamente capixaba, que apresenta produtividade superior às outras variedades.

São Bento de Urânia ganhou esse nome devido à existência de minas de urânio e também de pedras preciosas. Seu lema é “ora e labora”, ou seja, oração e trabalho, o que demonstra o caráter religioso dos moradores da região.


São Bento de Urânia faz parte da zona rural de Alfredo Chaves, município capixaba, localizado ao sul do estado. A região é um dos maiores produtores de inhame do Brasil e por isso o município de Alfredo Chaves é conhecido como a Capital do Inhame, sendo que cerca de 80% dessa produção vem da região de São Bento de Urânia.

A região apresenta clima ameno e solo arenoso, propício para a plantação de inhame. A temperatura da região varia de 2 graus Celsius no inverno a 30 graus no verão e a altitude da área de plantio está entre 800 e 1200 metros. O relevo da região consiste tanto em planícies próximas ao rio quanto em áreas montanhosas.


Originário do sudeste asiático, o inhame é plantado desde a antiguidade. Este tubérculo possui elevado valor nutritivo e energético, contendo vitaminas e sais minerais. O inhame contém grânulos pequenos, assim é um alimento de fácil digestibilidade.

Somente podem utilizar o selo da Indicação Geográfica São Bento de Urânia os inhames da variedade São Bento. Essa variedade foi registrada como cultivar no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em 2008, pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).


O inhame já faz parte da economia e da cultura de São Bento de Urânia. O plantio e comercialização do inhame é um importante fator de geração de emprego e renda para as famílias, e desde 2007 é realizada anualmente a Festa do Inhame, que comemora o início do ciclo da colheita do tubérculo. Há também uma governança local de instituições de apoio que auxiliam os produtores nos quesitos de boas práticas agrícolas, produtividade e qualidade.


Associação dos Produtores de Inhame São Bento do Espirito Santo – APISBES
Endereço: Sítio Cantina Italiana Gratieri, S/N, Distrito de Urânia | Cidade: Alfredo Chaves/ES | CEP: 29.240-000


Dados Técnicos

Número: BR402014000004-2
Indicação Geográfica: Região São Bento de Urânia
UF: Espírito Santo
Requerente: Associação dos Produtores de Inhame São Bento do Espirito Santo – APISBES
Produto: Inhame
Data do Registro: 20/09/2016
Delimitação: A área delimitada da Indicação de Procedência “Região São Bento de Urânia” para inhame abrange os municípios de Alfredo Chaves, Castelo, Domingos Martins, Marechal Floriano, Venda Nova do Imigrante e Vargem Alta conforme laudo da delimitação da área.

IG – Venda Nova do Imigrante

IG – Venda Nova do Imigrante

Venda Nova do Imigrante é referência no Brasil pela receptividade com o turista, que é atraído pela boa gastronomia, belas paisagens e clima agradável. O socol já consiste em um dos principais atrativos do agroturismo na região.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação. 20 de Julho de 2018


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Produto da indicação geográfica.
 Socol.
 Associação.
 Vista da região.
 Socol fatiado.
 Marca visual.

Sobre a Indicação Geográfica


O socol foi introduzido no Brasil por imigrantes italianos de Treviso, da região de Vêneto, por volta da década de 1880. Essas famílias se instalaram em Venda Nova do Imigrante em busca de terras férteis, clima agradável e água potável.

No início, devido ao alto custo de produção e pelo tempo de maturação, o produto era consumido ocasionalmente pelas famílias em ocasiões especiais. Era também servido a visitantes ilustres como prato principal. Soma-se a isso o fato de que na época não existia sistema de refrigeração e assim os produtores curtiam a carne para conservá-la.

O modo de preparo do socol se manteve ao longo dos anos, conforme a tradição vinda da Itália. O agroturismo na região contribuiu para dar mais visibilidade ao socol. Atualmente, é realizada a Festa do Socol em Venda Nova do Imigrante com o objetivo de atrair turistas e difundir a cultura.


O município Venda Nova do Imigrante foi emancipado de Conceição do Castelo e criado por meio da Lei nº 4.069/1988. A área delimitada abrange oito regiões do município de Venda Nova do Imigrante, que se localiza na região Serrana do estado do Espírito Santo.

O clima da região é frio e úmido, com temperatura média de aproximadamente 18,5 graus, e o relevo é montanhoso, com altitude variando de 630 a 1550 metros. A região possui vegetação nativa e diversas nascentes que contribuem para a bacia do rio Itapemirim.


O Socol é um tipo de presunto cru, ou seja, um embutido, envolto numa capa protetora. Inicialmente, ele era feito a partir da carne do pescoço de suínos. Atualmente, utiliza-se o lombo do porco para deixar o produto menos gorduroso. O clima frio é essencial para produção do socol por possibilitar a proliferação de fungos que curam a carne.

Os ingredientes autorizados para elaboração do socol são: lombo de carne suína resfriada, peritônio suíno, sal, pimenta-do-reino, alho. Para saborear esse produto diferenciado, é recomendado que se fatie o mais fino possível e que ele não seja cozido.


Até 1989, a produção de socol era para consumo próprio, a partir desta data ela começa a ganhar um caráter comercial como forma de complementar a renda das famílias. Atualmente, o socol é um dos principais produtos e um dos destaques do agroturismo da região.


Associação dos Produtores de Socol de Venda Nova do Imigrante
Endereço: Rodovia Pedro Cola, Km 04. Bairro Providência | Cidade: Venda Nova do Imigrante/ES | CEP: 29.375 -000
E-mail: socol.associacao@gmail.com


Dados Técnicos

Número: BR4020140000026
Indicação Geográfica: Venda Nova do Imigrante
UF: Espírito Santo
Requerente: Associação dos Produtores de Socol de Venda Nova do Imigrante
Produto: Socol
Data do Registro: 12/06/2018
Delimitação: A área a ser considerada como indicação de procedência está localizada na parte nordeste do município de Venda Nova do Imigrante, localizado no Estado do Espírito Santo abrangendo as regiões de: Alto Bananeiras, Bananeiras, Lavrinhas, Sede, Tapera, Alto Tapera, Santo Antônio da Serra e Providência.

IG – Cruzeiro do Sul

IG – Cruzeiro do Sul

A qualidade da farinha de Cruzeiro do Sul é fruto de um saber fazer passado por gerações, uma produção artesanal e familiar. Tudo isso confere à farinha sabor, aroma, coloração e consistência que é reconhecida e apreciada há anos.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação. 9 de Agosto de 2018


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Mandioca da Indicação Geográfica.
 Produção da farinha de mandioca.
 Farinha de mandioca da Central Juruá.
Mandioca descascada.
Farinha de mandioca.
 Marca visual.

Sobre a Indicação Geográfica


A mandioca é originária da região amazônica, sendo cultivada na América Tropical há mais de 5000 anos. Já a produção de farinha foi introduzida na região por famílias de imigrantes nordestinos, no início do século XX. Tem-se registro da criação da Associação Agrícola do Juruá, que reuniu produtores rurais, como os que produziam farinha de mandioca em Cruzeiro do Sul.

A migração para o Acre foi marcada por pessoas que atuaram como seringueiros, aproveitando do ciclo da borracha. Com a queda do preço da borracha e visando preservar as terras, foram desenvolvidas e consolidadas outras culturas na região, como a da farinha de mandioca.

Atualmente, no estado do Acre, a farinha de mandioca é processada de forma artesanal, utilizando matéria-prima e mão-de-obra provenientes da agricultura familiar. A qualidade da farinha e a segurança do alimento são destaques, fruto do trabalho dos produtores juntamente com as entidades de apoio.


A área delimitada da Indicação de Procedência abrange os municípios de Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Cruzeiro do Sul, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo, o que corresponde à área do Vale do Juruá. Essa região se localiza na fronteira com o Peru, no extremo oeste do estado do Acre, e consiste em um dos Territórios da Cidadania.

Em 2009, foi feito um mapeamento com georreferenciamento da produção de farinha na região do Vale do Juruá. Das 904 casas de farinha identificadas, aproximadamente metade se localizam no município de Cruzeiro do Sul.


Um dos principais produtos desidratados da mandioca é a farinha. O processo de fabricação da farinha de mandioca na região é caracterizado por ser uma atividade familiar e comunitária e por ser uma herança, passada de pais para filhos.

A farinha de mandioca da região é reconhecida pela sua qualidade, crocância, granulometria uniforme, torra e pelo sabor inconfundível. Podem utilizar o selo da Indicação Geográfica Cruzeiro do Sul a farinha elaborada a partir da mandioca das seguintes cultivares: Branquinha, Caboquinha, Mansa-e-Brava, Cumaru, Curimêm, Chico Anjo e Mulatinha, além de utilizar no processamento da farinha no mínimo 95% de mandioca produzida na área delimitada.


Ao longo dos anos, foi se consolidando na região uma governança de instituições de apoio que auxiliam os produtores no processo de melhoria contínua do processo produtivo e no resgate histórico e consolidação do saber fazer desse produto diferenciado.



Central das Cooperativas dos Produtores Familiares do Vale do Juruá – CENTRAL JURUÁ
Endereço: Rua Rego Barros, nº 37 – Centro | Cidade: Cruzeiro do Sul/AC
Telefone: +55 (68) 3322-6534 | E-mail: centraljuruaczs@gmail.com


Dados Técnicos

Número: BR402015000001-0
Indicação Geográfica: Cruzeiro do Sul
UF: Acre
Requerente: Central das Cooperativas dos Produtores Familiares do Vale do Juruá – CENTRAL JURUÁ
Produto: Farinha de mandioca
Data do Registro: 22/08/2017
Delimitação: A área geográfica delimitada para a indicação de procedência “Cruzeiro do Sul” é coincidente com a área da Regional Juruá, estando localizada na Região Oeste do Estado do Acre, abrangendo os municípios de Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Cruzeiro do Sul, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.

IG – Sul da Bahia

IG – Sul da Bahia

Reconhecidas no mundo pela qualidade, as amêndoas de cacau do Sul da Bahia também se traduzem em sustentabilidade por contribuir na preservação da Mata Atlântica e na manutenção da tradição cacaueira, além de gerar renda para os produtores da região.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação. 9 de Agosto de 2018


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Cacau da Indicação Geográfica.
 Cacaueiro.
 Embalagem do produto.
Cacauicultor.
Carregamento de cacau.
 Marca visual.

Sobre a Indicação Geográfica


Originário das zonas equatoriais das Américas, sendo cultivado por maias e astecas, o cacau se espalhou da cabeceira do rio Amazonas em duas direções: América do Sul e América Central. As primeiras variedades de cacaueiro cultivadas na Bahia foram o Comum, o Maranhão e o Pará. A Comum foi introduzida no Estado em 1746 por Luiz Frederico Warneau, tendo se propagado pelos vales dos rios Jequitinhonha e Pardo.

Já a variedade Maranhão foi introduzida na Bahia em 1874 por Frederico Steiger no município de Ilhéus. Por fim, a Pará era aquela com maior relevância, uma vez que representava cerca de 75% dos cacaueiros baianos. Por muito tempo, o cacau significou prosperidade para os produtores e para a região.

O cacau é uma planta frágil e suscetível a doenças. A partir do final da década de 1980, a região entrou em crise devido à doença conhecida como vassoura-de-bruxa, que dizimou a plantação de cacau na região. Após intenso trabalho dos produtores e entidades de apoio, o Sul da Bahia ressurge e se consolida mais uma vez como um centro produtor de amêndoas de cacau de qualidade.


O cacaueiro é uma espécie arbórea que cresce em clima tropical úmido, em latitudes de até 20 graus de distância em relação à linha do Equador. A produção do cacau requer umidade, calor e sombra.

A região é caracterizada pela Mata Atlântica. Para preservação dessa vegetação, foi desenvolvido um modelo de produção orgânico, conhecido como cabruca, no qual os cacaueiros crescem às sombras das árvores da Mata Atlântica.


Podem utilizar o selo da Indicação Geográfica Sul da Bahia todas as amêndoas de cacau da espécie Theobroma cacao L., com exceção das variedades transgênicas. Já os sistemas de produção utilizados deverão ser baseados em sistemas agroflorestais do tipo: Cacau – Cabruca; Cacau com Erytrina; Cacau com Seringueira; dentre outros, desde que o cacau seja a cultura principal.

A qualidade das amêndoas de cacau compreende as seguintes características: índice de fermentação mínimo de 65%, aroma natural livre de odores estranhos e teor de umidade inferior a 8%.


A cultura cacaueira ressurge na Bahia com a produção de cacau fino, amparados por uma longa tradição familiar vinculada ao cacau e um investimento em novas técnicas e manejo sustentável. A região se posiciona como um dos principais centros no mundo de produção de cacau de qualidade.



Associação dos Produtores de Cacau do Sul da Bahia
Endereço: Praça do Cadete, 06 – São Sebastião | Cidade: Ilhéus/BA | CEP: 45.659-080
Telefone: +55 (73) 9 9938-1390 | E-mail: cristiano@cacausulbahia.org


Dados Técnicos

Número: BR402014000011-5
Indicação Geográfica: Sul da Bahia
UF: Bahia
Requerente: Associação dos Produtores de Cacau do Sul da Bahia
Produto: Amêndoas de cacau
Data do Registro: 24/04/2018
Delimitação: Situada entre os paralelos 13o03’ e 18o21’ sul e os meridianos 38o51’ e 40o49’ a oeste de Greenwich, fazendo parte da área geográfica da Indicação de Procedência Sul da Bahia os seguintes municípios: Aiquara. Alcobaça, Almadina, Apuarema, Arataca. Aurelino Leal, Barra do Rocha, Barro Preto, Belmonte, Boa Nova, Buerarema, Caatiba, Camacan, Camamú, Canavieiras, Coaraci, Cravolândia, Dário Meira, Eunápolis, Firmino Alves, Floresta Azul, Gandú, Gongogi, Guaratinga, Ibicaraí, Ibicuí, Ibirapitanga, Ibirataia, Igrapiúna, Iguaí, Ilhéus, Ipiaú. Itabela, Itabuna, Itacaré, Itagi, Itagibá, Itagimirim, Itaju do Colónia, Itajuípe, Itamaraju, ltamari, Itambé, Itanhém, Itapé, Itapebi, Itapitanga, Itororó, Ituberá, Jaguaquara, lequié, Jiquiriçá, Jitaúna, Jucuruçu, Jussari, Laje, Maraú, Mascote, Mucuri, Mutuípe, Nilo Peçanha, Nova Canaã, Nova Ibiá, Nova Viçosa, Pau Brasil, Pirai do Norte, Porto Seguro, Potiraguá, Prado, Presidente Tancredo Neves, Santa Cruz Cabráiia, Santa Cruz da Vitória, Santa Luzia, São José da Vitória, Taperoá, Teolândia, Ubaíra, Ubaitaba, Ubatã, Una, Uruçuca, Valença, Wenceslau Guimarães.