Quais as principais características observadas entre os micro e pequenos negócios do estado durante a pandemia?
Dados disponibilizados pela Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae/SE
Através de pesquisa feita com mais de 500 participantes em Sergipe, com aplicações distribuídas entre os meses de abril a outubro de 2020, algumas respostas foram obtidas para diagnosticar as principais dificuldades enfrentadas pelos micro e pequenos empresários durante a crise da Covid-19.
A maioria das empresas pesquisadas (52%) tiveram que mudar seu funcionamento na crise.
Durante os primeiros meses da crise provocada pela pandemia, a maioria dos negócios teve que fechar temporariamente suas portas. Com o passar do tempo, esse número diminuiu e os pequenos negócios se adaptaram com mudanças operacionais e de gestão para que continuassem funcionando. Ainda houve uma parcela que tiveram seus negócios fechados em definitivo, como também houve micro e pequenas empresas que não precisaram mudar seu modo de atuar. O gráfico a seguir demonstra esse comportamento: Pesquisa de Impacto da Convid nos Pequenos Negócios, SEBRAE, de abril a outubro 2020.
Houve queda no faturamento mensal dos pequenos negócios, em média de 85% apontaram redução.
O impacto inicial da crise foi imediato. Maioria absoluta dos pequenos negócios teve seu faturamento reduzido e se recupera em passos lentos. Houve aqueles que conseguiram manter ou aumentar o faturamento durante esse período, mas somados ainda são uma minoria cuja forma de atuar ou o segmento de negócio não foi amplamente afetado. Abaixo o gráfico do comportamento mensal do faturamento: Pesquisa de Impacto da Convid nos Pequenos Negócios, SEBRAE, de abril a outubro 2020.
A intenção de demissão começou alta, mas passou a ser pontual, com apenas 7,1% em média.
Com o impacto imediato, muitas das micro e pequenas empresas não conseguiram utilizar de nenhuma vantagem ou programa de apoio oferecido pelas esferas governamentais. Com isso, os empregos dos funcionários com carteira de trabalho foram reduzidos em alguns pequenos negócios após o primeiro mês das medidas de combate a pandemia. Depois desse mês, apenas alguns micro e pequenos empresários mantiveram essa característica, e com a redução dos números de pandemia as demissões já se assemelham a níveis próximos a normalidade. Abaixo segue a distribuição mensal das respostas sobre intenção/realização de demissão. Pesquisa de Impacto da Convid nos Pequenos Negócios, SEBRAE, de abril a outubro 2020.
Em média, 65% dos pequenos negócios entrevistados possuem alguma dívida, em dia ou em atraso.
Durante o auge da pandemia, o número de empresas com dívidas em atraso foi maior que no início da pandemia. Com o tempo o número de empresas com dívidas em dia voltou a ser maior que dívidas em atraso, e o número de empresas sem dívida variou, seja por conta do período ou dos entrevistados, mas foi menor em agosto. Abaixo o comportamento mensal em relação ao status de dívidas dos pequenos negócios: Pesquisa de Impacto da Convid nos Pequenos Negócios, SEBRAE, de abril a outubro 2020.
Com as dívidas e custos, o número de empresas que solicitam empréstimo durante a crise é crescente.
Com o passar do tempo, o número de micro e pequenos empreendedores que solicitaram empréstimo é crescente, com menos de 30% em abril passando para 57% dos entrevistados em outubro. A seguir, o gráfico demonstra este comportamento durante cada mês: Pesquisa de Impacto da Convid nos Pequenos Negócios, SEBRAE, de abril a outubro 2020.
A maioria das empresas não consegue empréstimo, em média apenas 16% acaba conseguindo.
Dentre aquelas que solicitaram empréstimo bancário, mesmo com um maior número de empresas com dívidas e solicitando empréstimos, a maioria delas não consegue ou estão aguardando resposta sobre suas solicitações. Abaixo o gráfico demonstra a distribuição das respostas dos entrevistados sobre o sucesso ao solicitar empréstimo bancário: Pesquisa de Impacto da Convid nos Pequenos Negócios, SEBRAE, de abril a outubro 2020.
Os pequenos negócios acreditam que a economia voltará ao normal em aproximadamente 11 meses.
Durante o início da crise, a estimativa para duração dela e suas consequências para a recuperação da economia eram menores, com 7 e 9 meses respectivamente. No auge das taxas de infectados por dia, esse número passou para 14 meses. Com o passar do tempo e a permanência da pandemia mesmo em um nível menor, as estimativas para o número de meses para o retorno a normalidade econômica permaneceram em 11 meses. Abaixo o gráfico demonstrando esse comportamento. Pesquisa de Impacto da Convid nos Pequenos Negócios, SEBRAE, de abril a outubro 2020.
A maioria dos entrevistados são MEI (58%), assim como nos pequenos negócios formais no estado.
Mesmo sem direcionamento especifico, os respondentes seguiram um padrão de amostragem para o público-alvo da pesquisa, com a distribuição de porte dos pequenos negócios sendo similar ao total do estado, com 58% sendo Microempreendedores Individuais, 37% Microempresas e 5% Empresas de Pequeno Porte. Abaixo a distribuição mensal, demonstrando essa padrão: Pesquisa de Impacto da Convid nos Pequenos Negócios, SEBRAE, de abril a outubro 2020.
Em média 51% dos respondentes foram do sexo masculino e 49% do sexo feminino.
Com variação mensal de respondentes por gênero não controlada pela amostragem, mesmo assim houve uma tendência do número de respondentes na maioria das vezes ser maior entre o público masculino, assim como a maioria de donos de negócio em Sergipe. Abaixo a distribuição mensal dos respondentes por gênero: Pesquisa de Impacto da Convid nos Pequenos Negócios, SEBRAE, de abril a outubro 2020.