Sobrevivência das empresas no Rio Grande do Sul

Quanto tempo uma empresa é capaz de manter as suas atividades no Rio Grande do Sul? Esse é um indicador importante ao ambiente dos pequenos negócios. Neste assunto são apresentadas os principais dados e informações sobre a sobrevivência das empresas gaúchas.

Assunto disponibilizado pela Gestão Estratégica do Sebrae RS


Índice

Qual é a taxa de sobrevivência das empresas no Rio Grande do Sul?
Como tem evoluído a taxa de sobrevivência das empresas no Rio Grande do Sul?
Qual setor econômico possui maior taxa de sobrevivência de empresas no Rio Grande do Sul?
Qual é a taxa de sobrevivência das empresas dos principais municípios do Rio Grande do Sul?
Como foi calculada a taxa de sobrevivência das empresas no Rio Grande do Sul?
Quais as principais causas da mortalidade de empresas?
Relatórios completos
Referências


Qual é a taxa de sobrevivência das empresas no Rio Grande do Sul?

A taxa de sobrevivência das empresas gaúchas com até 2 anos de atividade é de 75%. É o que mostra o estudo “Sobrevivência das empresas no Brasil”, elaborado pelo Sebrae. Esse resultado foi obtido tomando-se como referência informações sobre as empresas gaúchas constituídas em 2012.
O Rio Grande do Sul está entre os 14 estados brasileiros que apresentam taxas de sobrevivência das empresas inferiores à média nacional (77%), conforme é apresentado no gráfico abaixo.

Sobrevivência das Empresas no Brasil. Sebrae, 2016.

Como a taxa de mortalidade é complementar à da sobrevivência, pode-se observar no gráfico, abaixo, que a taxa de mortalidade das empresas gaúchas com até 2 anos de atividade é de 25%, 2% acima da média nacional (23%).

Sobrevivência das Empresas no Brasil. Sebrae, 2016.

Como tem evoluído a taxa de sobrevivência das empresas no Rio Grande do Sul?

Entre 2010 e 2014, anos de realização do estudo, a taxa de sobrevivência das empresas gaúchas com até 2 anos de atividade passou de 56,8% para 75%, conforme mostra o gráfico abaixo.

Sobrevivência das Empresas no Brasil. Sebrae, 2016.

No Rio Grande do Sul, assim como nos outros estados brasileiros, houve um salto na taxa de sobrevivência das empresas. Alguns fatores contribuíram para isso, o primeiro deles é a expansão do PIB. Entre 2008 e 2014, as empresas viveram em um contexto de expansão quase que contínua do PIB, com taxas expressivas de crescimento, por exemplo nos anos de 2008 e 2010. A exceção foi o ano de 2009, quando houve pequena contração. Particularmente, em 2010, a taxa de crescimento do PIB (7,5% a.a.) foi a mais alta em 25 anos, o que deve ter beneficiado muito as empresas criadas nesse período.

 

IBGE

O segundo e, provavelmente, o principal fator é a ampliação do número de Microempreendedores Individuais (MEI).
Entre 2008 e 2012, os MEI partiram de 0% para quase 65% do universo dos pequenos negócios. Como a taxa de sobrevivência do MEI é bem superior à das Microempresas (ME), a taxa média de sobrevivência das empresas foi puxada para cima.

 

Sobrevivência das Empresas no Brasil. Sebrae, 2016. Nota: o registro oficial de MEI teve início em 2009, razão pela qual a taxa de sobrevivência para o MEI só é calculada a partir deste ano.

O processo de formalização e manutenção do MEI é menos burocrático e exige menor custo. Além disso, ele apresenta estruturas muito pequenas e flexíveis (predominam empreendimentos de uma pessoa só, sem empregados assalariados). A combinação desses fatores parece ter resultado em um tipo de negócio com elevada chance de sobrevivência, pelo menos, nos dois primeiros anos de atividade, se comparado às Microempresas.

 

Qual setor econômico possui maior taxa de sobrevivência de empresas no Rio Grande do Sul?

Em termos setoriais, para as empresas gaúchas nascidas em 2012, verifica-se que a maior taxa de sobrevivência foi registrada nas empresas da construção (80,3%), seguida pela taxa da indústria (76,6 %), de serviços (73,9 %) e do comércio (73,5%).
Em termos de evolução, verificou-se em 2010 um salto na taxa de sobrevivência em todos os setores, conforme é apresentado no gráfico abaixo. Como visto anteriormente, esse desempenho foi fortemente influenciado pelo aumento da participação dos MEI no universo de empresas. A expansão do PIB no período também favoreceu o aumento e a manutenção das taxas de sobrevivência em níveis elevados.

 

Sobrevivência das Empresas no Brasil. Sebrae, 2016.

 

Qual é a taxa de sobrevivência das empresas dos principais municípios do Rio Grande do Sul?

Na tabela, abaixo, são apresentadas as taxas de sobrevivência de empresas com até 2 anos, constituídas em 2012, nos principais municípios do Rio Grande do Sul. Foram consideradas apenas as cidades com 500 ou mais empresas constituídas naquele ano. Dento desse conjunto de municípios, as três cidades gaúchas com maior taxa de sobrevivência são: Alegrete, Santana do Livramento e Bagé.

 

MunicípioTotal de empresas constituídas em 2012Taxa de Sobrevivência (2 anos)
Alegrete59583,4
Santana do Livramento91080,8
Bagé79880,5
Camaquã51480,4
Ijuí1.05479,6
Passo Fundo2.41979,3
Uruguaiana1.00079,2
Santa Rosa74178
Alvorada1.79977
Erechim1.23676,9
Santo Ângelo75176,7
Viamão1.98776,6
Santa Maria2.69176,6
Pelotas2.92876,5
Farroupilhas51976,5
Caxias do Sul5.52276,3
Carazinho74976,1
Santa Cruz do Sul1.14875,9
Esteio77775,7
Campo Bom71875,6
Bento Gonçalves1.45175,2
Gravataí2.66474,9
Capão da Canoa74974,6
Cruz Alta74774,4
Tramandaí53874,2
Sapiranga75374,1
Guaíba65473,9
Taquara55473,6
Rio Grande1.51273,4
Venâncio Aires62573,1
São Leopoldo2.11773,1
Novo Hamburgo3.00873,1
Montenegro53772,8
Lajeado91271,7
Sapucaia do Sul99671,6
Canoas3.25071,3
Cachoeirinha1.36271,2
Porto Alegre17.06271,1
Cachoeira do Sul58370,5

Sobrevivência das Empresas no Brasil. Sebrae, 2016.

 

Como foi calculada a taxa de sobrevivência das empresas no Rio Grande do Sul?

A taxa de sobrevivência das empresas foi calculada por meio do processamento e análise de bases de dados disponibilizadas pela Secretaria da Receita Federal (SRF). Para cada uma das empresas, foram consideradas as informações disponíveis no período de 2008 a 2014. A última base fornecida refere-se ao ano de 2014, razão pela qual só é possível identificar a taxa de sobrevivência de 2 anos para as empresas criadas até 2012. Isto, porque, para cada ano de estudo, são utilizados os registros administrativos daquele mesmo ano e dos 2 anos seguintes.

 

Quais são as principais causas da mortalidade de empresas?

Não é possível atribuir a um único fator a causa da mortalidade, mas sim, a uma combinação de fatores em quatro grandes áreas: a situação do empresário antes da abertura, o planejamento dos negócios, a capacitação em gestão empresarial e a gestão do negócio em si.

A probabilidade de fechamento é maior entre os empresários que estavam desempregados antes de abrir o negócio, que tinham pouca experiência no ramo, que abriram o negócio por necessidade (ou exigência de cliente/fornecedor), tiveram menos tempo para planejar, não conseguiram negociar com fornecedores, não conseguiram empréstimos em bancos, não aperfeiçoavam produtos ou serviços, não investiam na capacitação da mão-de-obra, não buscaram inovar, não faziam o acompanhamento rigoroso de receitas e despesas, não diferenciavam seus produtos e não investiam na sua própria capacitação em gestão empresarial.

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Sobrevivência das Empresas no Brasil. Sebrae, 2016.

Relatórios completos

Sobrevivência das Empresas no Brasil. Sebrae, 2016.

Referências

Sobrevivência das Empresas no Brasil. Sebrae, 2016.