Mercado de Trabalho no Estado do Rio de Janeiro

Informações sobre o Mercado de Trabalho no Estado do Rio de Janeiro, com dados sobre as características dos donos de negócio, informalidade e desemprego.

Assunto disponibilizado pela Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae Rio



Índice

Desemprego

Qual o percentual de desempregados no estado do Rio de Janeiro?
Qual o percentual de homens e mulheres desempregados no estado?
Qual o percentual de desempregados por cor/raça no estado do Rio de Janeiro?
Qual o percentual de negros entre homens e mulheres desempregados no estado?
Qual o percentual de desemprego entre mulheres brancas e negras no estado?
Qual o percentual de desemprego entre homens brancos e negros no estado?
Qual o saldo de admissões por porte de empresa no estado?
Qual setor mais abriu postos de trabalho nas micro e pequenas empresas? 

Donos de Negócio

Qual o percentual de donos de negócio no total de ocupados no estado do Rio de Janeiro?
Qual o percentual de homens e mulheres donos de negócio no estado?
Qual a quantidade de donos de negócios (total) por raça/cor no estado do Rio de Janeiro?
Qual a quantidade de donas de negócio (gênero feminino) por raça/cor no estado do Rio de Janeiro?
Qual a quantidade de donos de negócio (gênero masculino) por raça/cor no estado do Rio de Janeiro?
Qual o percentual de empregadores no total de donos de negócio no Estado do Rio de Janeiro?
Quais as principais atividades dos donos de negócios formais no estado?

Informalidade

Qual o percentual de informalidade no total de ocupados no Rio de Janeiro?
Qual o percentual de informalidade entre os empregados e donos de negócio no estado?
Quantos empregados no setor privado possuem carteira assinada no estado?
Qual o percentual de donos de negócio informais no estado?
Qual a diferença salarial entre empregados e donos de negócio formais e informais no estado?

Renda

Qual a média salarial entre homens e mulheres no Rio de Janeiro?
Qual a média salarial por raça/cor no estado?
Qual a média salarial dos donos de negócio e empregados no estado?
Qual a diferença salarial entre os indivíduos formais e informais?

Glossário

Relatórios completos

Referências

Qual o percentual de desempregados no estado do Rio de Janeiro?

No Estado do Rio de Janeiro, a taxa de desemprego é de 15,3%. Conforme o gráfico abaixo, é possível observar que esse valor é superior à taxa de desemprego no Brasil (12,7%) e que o Rio de Janeiro registra taxas superiores às nacionais desde 2016.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). IBGE, 1º Trimestre de 2019.

 

Qual o percentual de homens e mulheres desempregados no estado?

No Estado do Rio de Janeiro, a taxa de desemprego das mulheres é 17,9% e dos homens é 13%. Conforme gráfico abaixo, as mulheres apresentam taxas superiores às dos homens em todo período analisado (2012 a 2019) sendo que no ano de 2018 essa diferença foi a maior do período.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). IBGE, 1º Trimestre de 2019.

 

Qual o percentual de desempregados por cor/raça no estado do Rio de Janeiro?

A maior taxa de desemprego no estado é entre a população de cor/raça preta (18,1%), seguida pela população de cor parda (17%) e a menor é entre a população de cor ou raça branca (12,8%). As taxas a nível nacional apresentam as mesmas características só que em percentual mais baixo do que o observado no Estado do Rio de Janeiro.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). IBGE, 3º Trimestre de 2018.

 

Qual o percentual de negros entre homens e mulheres desempregados no estado?

Pela classificação utilizada pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a população de cor/raça negra corresponde ao somatório de pardos e pretos. A taxa de desemprego entre as mulheres negras é 19,8% e entre homens negros é 14,4%. No Estado do Rio de Janeiro, as mulheres negras são as mais afetadas pelo desemprego: possuem taxa de desemprego superior à dos homens negros e a maior taxa em relação às demais raças/cores.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). IBGE, 3º Trimestre de 2018.

 

Qual o percentual de desemprego entre mulheres brancas e negras no estado?

Pela classificação utilizada pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a população de cor/raça negra corresponde ao somatório de pardos e pretos. No Estado do Rio de Janeiro, a taxa de desemprego entre as mulheres negras é 19,8% e entre as mulheres brancas é 10,7%. Os valores observados são superiores à taxa nacional que é de 16,1% para mulheres negras e de 10,7 para mulheres brancas. O desemprego atinge em maior intensidade as mulheres negras (pretas ou pardas), tanto no nível estadual quanto nacional.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). IBGE, 3º trimestre de 2018.

 

Qual o percentual de desemprego entre homens brancos e negros no estado?

Pela classificação utilizada pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a população de cor/raça negra corresponde ao somatório de pardos e pretos. No Estado do Rio de Janeiro, a taxa de desemprego entre os homens negros é igual a 14,4% e entre homens brancos é 10,4%. Os valores observados são superiores à taxa nacional que é de 12,2% para mulheres negras e de 8,2 para mulheres brancas. O desemprego atinge em maior intensidade os homens negros (pretos ou pardos), tanto no nível estadual quanto nacional.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). IBGE, 3º trimestre de 2018.

 

Qual o saldo de admissões por porte de empresa no estado?

O saldo de empregos foi positivo para as micro e pequenas empresas (MPE) atingindo um valor de 34.729, já as médias e grandes empresas (MGE) tiveram um saldo negativo de -36.828. Conforme gráfico abaixo, as micro e pequenas empresas encerraram uma trajetória de saldos negativos desde 2015 e as médias e grandes empresas mantiveram histórico de saldo negativo desde 2015.

Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Ministério do Trabalho e Emprego, 2018.

 

Qual setor mais abriu postos de trabalho nas micro e pequenas empresas?

As micro e pequenas empresas (MPE) do setor de serviços foram as únicas que tiveram saldo positivo de empregos, no valor de 10.489. O setor que mais fechou postos de trabalho entre as micro e pequenas empresas foi a Indústria (-14.596), seguido do Comércio (-10.911), Construção Civil (-8.676) e Agropecuária (-402). As médias e grandes empresas obtiveram saldo negativo de empregos, sendo que Serviços foi o setor que mais fechou postos de trabalho (-77.536), seguido da Indústria (-31.548), Construção Civil (-30.345), Comércio (-14.521) e Agropecuária (-416).

Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Ministério do Trabalho e Emprego, 2018.

 

 

Qual o percentual de donos de negócio no total de ocupados no estado do Rio de Janeiro?

No estado do Rio temos uma participação maior dos conta própria (27,8%), do que no Brasil (25,9%). Já no caso dos empregadores, o Brasil possui percentual mais elevado (4,8%). Dentre o total de ocupados no Estado do Rio de Janeiro, 27,8% são conta própria e 3,7% são empregadores.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). IBGE, 1º trimestre de 2019.

 

Qual o percentual de homens e mulheres donos de negócio no estado?

Os homens somam 64,7% dos donos de negócios no estado do Rio de Janeiro e as mulheres 35,3%. De acordo com o gráfico abaixo, é possível observar que tanto o percentual de empregadores quanto conta própria do gênero masculino (66,9% e 64,4% respectivamente) é superior ao feminino (33,1% e 35,6% respectivamente) no estado.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). IBGE, 3º trimestre de 2018.

 

Qual a quantidade de donos de negócios (total) por raça/cor no estado do Rio de Janeiro?

A maior parte dos donos de negócio e dos indivíduos conta própria no estado do Rio de Janeiro é de cor/raça negra (50,6% e 53,5% respectivamente). Em relação à quantidade de empregadores, a maioria é de cor/raça branca (69,2%). A categoria “Outras”, que integra cor/raça amarela (origem japonesa, chinesa, coreana etc.) e indígena ou índia é a menos expressiva, contemplando cerca de 0,2% dos donos de negócio no estado. Pela classificação utilizada pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a população de cor/raça negra corresponde ao somatório de pardos e pretos.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). IBGE, 3º trimestre de 2018.

 

Qual a quantidade de donas de negócio (gênero feminino) por raça/cor no estado do Rio de Janeiro?

A maior parte das donas de negócio no estado do Rio de Janeiro é de cor/raça branca, totalizando 52,9%. Em relação aos indivíduos conta própria e empregadores a cor/raça branca entre as mulheres também possui maior representatividade, correspondendo a 50,8% e 69% respectivamente. Pela classificação utilizada pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a população de cor/raça negra corresponde ao somatório de pardos e pretos

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). IBGE, 3º trimestre de 2018.

 

Qual a quantidade de donos de negócio (gênero masculino) por raça/cor no estado do Rio de Janeiro?

A maior parte dos donos de negócio e indivíduos conta própria no estado do Rio de Janeiro é de cor/raça negra, representando 52,6% e 55,9% respectivamente. Em relação aos empregadores, a maioria é de cor/raça branca, totalizando 69,2%. Pela classificação utilizada pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a população de cor/raça negra corresponde ao somatório de pardos e pretos.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). IBGE, 3º trimestre de 2018.

 

Qual o percentual de empregadores no total de donos de negócio no Estado do Rio de Janeiro?

Dentre os donos de negócio, 11,6% são empregadores no Estado do Rio de Janeiro e 15,7% no Brasil. E esse percentual no Brasil é superior ao Rio de Janeiro em todo o período analisado.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). IBGE, 1º trimestre de 2019.

 

Quais as principais atividades dos donos de negócios formais no estado?

A principal atividade dos donos de negócio é o Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, que representam 33,9% do total, seguida de Informação, comunicação e atividades financeiras, profissionais (20,9%). A atividade de menor atividade é Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura com 0,6%.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). IBGE, 1º trimestre de 2019.

 

Qual o percentual de informalidade no total de ocupados no Rio de Janeiro?

No estado do Rio de Janeiro, 37,9% do total de ocupados (empregados/trabalhadores e donos de negócio) são informais. Conforme gráfico abaixo, após atingir o maior percentual de trabalhadores informais para o período analisado no 3 Trimestre de 2018, a taxa no estado vem caindo. Apesar de uma redução da diferença ao longo dos anos, o percentual de trabalhadores Informais no Brasil é maior do que o do Estado do Rio de Janeiro durante todo o período analisado.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). IBGE, 1º trimestre de 2019.

 

Qual o percentual de informalidade entre os empregados e donos de negócio no estado?

O percentual de empregados informais no setor privado é de 8,5%; o de trabalhadores domésticos foi 5,0%; empregado no setor público é 1,3%; o de indivíduos conta própria informais é de 22,5% e dos empregadores informais 0,6%.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). IBGE, 1º trimestre de 2016 a 2019.

 

Quantos empregados no setor privado possuem carteira assinada no estado?

O percentual de trabalhadores com carteira assinada no Estado do Rio de Janeiro é de 38%. Conforme quadro abaixo, é possível observar que o percentual de trabalhadores com carteira assinada no Rio de Janeiro é superior ao percentual de trabalhadores com carteira assinada em nível nacional (35,8%).

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). IBGE, 1º trimestre de 2019.

 

Qual o percentual de donos de negócio informais no estado?

No Estado do Rio de Janeiro, 80,9% dos indivíduos conta própria são informais e entre os empregadores, 16,3% são informais.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). IBGE, 1º Trimestre de 2019.

Qual a diferença salarial entre empregados e donos de negócio formais e informais no estado?

Os trabalhadores informais apresentam rendimentos inferiores aos trabalhadores formais. A maior diferença observada foi no setor público, em que os formais ganham em média R$ 6.161,00 e os informais R$2.095,00 (66% de diferença) e a menor foi entre os trabalhadores domésticos, 21,5%. Entre os conta própria a diferença é de 48,4%, empregadores é 40,8% e empregados do setor privado 26,7%.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). IBGE, 1º trimestre de 2019.

 

Qual a média salarial entre homens e mulheres no Rio de Janeiro?

Os homens possuem em média rendimento superior ao das mulheres (25,8% superior no estado e 26,9% no país). De acordo com o gráfico abaixo, o rendimento médio mensal do trabalho principal dos homens é R$2.873,00 e das mulheres R$2.283,00. Ou seja, os homens recebem em média R$ 590,00 a mais do que as mulheres no Estado do Rio de Janeiro. No Brasil, o salário dos homens (R$ 2.442) também é superior ao das mulheres (R$1.924) sendo que, em âmbito nacional, a diferença da média salarial é ligeiramente inferior (R$ 518,00) se comparada ao estado do Rio de Janeiro.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). IBGE, 1º trimestre de 2019.

 

Qual a média salarial por raça/cor no estado?

Conforme gráfico abaixo, existe significativa diferença entre os rendimentos mensais do trabalho principal por raça/cor, tanto no Brasil como no Estado do Rio de Janeiro. Os trabalhadores de raça/cor preta recebem, em média, quase a metade do rendimento dos trabalhadores brancos: os indivíduos de cor/raça branca recebem em média R$ 3.375,00; de cor/raça preta r$ 1763,00 e de cor/raça parda, R$ 2.030,00. No estado, a diferença salarial entre indivíduos de cor/raça branca e preta é de R$ 1.612,00 e de cor/raça branca e parda é de R$ 1.345,00.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). IBGE, 1º trimestre de 2019.

 

Qual a média salarial dos donos de negócio e empregados no estado?

No estado do Rio de Janeiro, os empregadores possuem maior rendimento médio mensal do trabalho principal (R$6.467,00), seguidos dos empregados (R$2.664,00) e, por último, os indivíduos conta própria (R$1.972,00). Em âmbito nacional, a mesma sequência se repete, sendo que o rendimento médio no Brasil possui valores inferiores ao estadual em todas as 3 categorias analisadas.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). IBGE, 1º trimestre de 2019.

 

Qual a diferença salarial entre os indivíduos formais e informais?

No estado do Rio de Janeiro, o rendimento dos indivíduos formais é 88,5% superior ao dos informais: os formais recebem em média R$3.276,00 enquanto os informais recebem R$2.117,00. Em âmbito nacional, os indivíduos formais recebem em média 76,6% a mais que os informais.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). IBGE, 1º trimestre de 2019.

 

Glossário

Conta Própria [1] – pessoa que trabalha explorando seu próprio empreendimento, sozinha ou com sócio, sem ter empregado e contando, ou não, com a ajuda de trabalhador familiar auxiliar.

Dono de negócio informal – nesta análise foi considerado dono de negócio informal o dono de negócio sem registro no CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica).

Empregador [1] pessoa que trabalha explorando seu próprio empreendimento, com pelo menos um empregado.

Porte do Estabelecimento – O Sebrae utiliza o critério por número de empregados do IBGE como critério de classificação do porte das empresas, para fins bancários, ações de tecnologia, exportação e outros (O presente critério não possui fundamentação legal, para fins legais, vale o previsto na legislação do Simples – Lei 123 de 15 de dezembro de 2006)

Indústria:
Micro: com até 19 empregados
Pequena: de 20 a 99 empregados
Média: 100 a 499 empregados
Grande: mais de 500 empregados

Comércio e Serviços
Micro: até 9 empregados
Pequena: de 10 a 49 empregados
Média: de 50 a 99 empregados
Grande: mais de 100 empregados

Total de Ocupados [1] são classificadas como ocupadas na semana de referência as pessoas que, nesse período, trabalharam pelo menos uma hora completa em trabalho remunerado em dinheiro, produtos, mercadorias ou benefícios (moradia, alimentação, roupas, treinamento etc.), ou em trabalho sem remuneração direta em ajuda à atividade econômica de membro do domicílio ou parente que reside em outro domicílio, ou, ainda, as que tinham trabalho remunerado do qual estavam temporariamente afastadas nessa semana.

Trabalhador informal – nesta análise foram considerados trabalhadores informais os trabalhadores sem carteira assinada.

 

Relatórios Completos

Empreendedores Fluminenses: uma análise sobre educação, renda e gênero. Sebrae, 2017. 
Como vai a economia no Rio de Janeiro? Sebrae, 2019. 
Empreendedores e a Informalidade no Estado do Rio de Janeiro. Sebrae, 2019.

 

Referências

[1] Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, Notas Técnicas, Versão 1.5, 3ª edição, Rio de Janeiro.