IG – Vale do Paraíba
Produzido em apiários inseridos em áreas preservadas e manejados com práticas sustentáveis, o mel do Vale do Paraíba se destaca pela qualidade e pela forte ligação com a história da apicultura local.
Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação.18 de junho de 2026
Sobre a Indicação Geográfica 
A apicultura foi introduzida no Vale do Paraíba provavelmente no início do século XX, por monges Trapistas. Mas a atividade apícola da região passou a ocupar lugar de destaque nacional especialmente a partir de 1930, quando começou a funcionar na região o Setor de Apicultura no Instituto de Zootecnia do Estado de São Paulo e, mais tarde, com a instalação do Centro de Estudos Apícolas – CEA/Unitau, em 1988.
O Centro de Estudos serviu, inclusive, de base para a instalação de um entreposto de mel e cera de abelhas, que tem por objetivo processar, fracionar e envasar o mel natural proveniente da região, conforme critérios determinados.
Em 2013 a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de São Paulo reconheceu oficialmente o Arranjo Produtivo Local (APL) do mel do Vale do Paraíba, com o objetivo de desenvolver a cadeia apícola regional.
O reconhecimento do APL ajudou no aumento do número de apicultores e colmeias e, consequentemente, no aumento da renda e da obtenção de recursos. Em 2017, há registros de que a produção de mel atingiu a marca de 31 toneladas, contra 21 do ano anterior, com mais de 300 apicultores.
Os apiários deverão ser inseridos em propriedades produtoras adequadas, livres de qualquer contaminação que possa alterar ou comprometer a qualidade do mel. O apiário deverá estar afastado (raio de pelo menos 3 Km) de grandes centros industriais e urbanos, salvo algumas exceções, quando o apiário possuir área suficiente de mata nativa e/ou fontes de néctar, pólen e água em épocas de escassez de alimento no entorno.
Além de madeira serão permitidos colmeias e ninhos de outros materiais, sintéticos ou não, que não causem comprovadamente qualquer tipo de contaminação às abelhas ou aos seus produtos, com exceção de materiais anexos como pregos, grampos e arames aço inoxidável.
O material usado para queima no fumigador será a maravalha (proveniente de madeira sem conter nenhum tratamento químico) e não será permitido nenhum produto químico para acender o fumigador (atentar para o uso sem excesso de fumaça para evitar o gosto de fumaça no mel.
Atualmente, a apicultura é uma das principais atividades econômicas do Vale do Paraíba, sendo objeto de diversos trabalhos científicos e serviços realizados pelos órgãos de pesquisa da região, o que auxilia ainda mais no reconhecimento do local como produtor de mel.
A maior parte da atividade é desenvolvida de forma familiar, em apiários que não possuem mais de 20 colmeias, o que faz com que a atividade seja desenvolvida de forma rentável e atenda a critérios de sustentabilidade.
Associação Socio Educativa de Pequenos Produtores Rurais de Redenção da Serra
Endereço: Rua Emanoel Dias da Silva, 544, Centro | Cidade: Tremembé/SP | CEP: 12120-015
Telefone: +55 (12) 99765-9420 | E-mail: associacaonutrir@hotmail.com
Dados Técnicos
Número: BR402023000027-0
Indicação Geográfica: Vale do Paraíba
UF: São Paulo
Requerente: Associação Socio Educativa de Pequenos Produtores Rurais de Redenção da Serra
Produto: Mel de abelha Apis mellifera
Data do Registro: 26/08/2025
Delimitação: Os municípios que farão parte desta delimitação de território (35 municípios), sendo estes: Aparecida, Arapeí, Areias, Bananal, Caçapava, Cachoeira Paulista, Campos do Jordão, Canas, Cruzeiro, Cunha, Guaratinguetá, Igaratá, Jacareí, Jambeiro, Lagoinha, Lavrinhas, Lorena, Monteiro Lobato, Natividade da Serra, Paraibuna, Pindamonhangaba, Piquete, Potim, Queluz, Redenção da Serra, Roseira, Santa Branca, Santo Antônio do Pinhal, São Bento do Sapucaí, São José do Barreiro, São José dos Campos, São Luis do Paraitinga, Silveiras, Taubaté, Tremembé.
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