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IG – Nova Alta Paulista

O café da Nova Alta Paulista, em São Paulo, carrega a história da expansão cafeeira que impulsionou a ocupação e o desenvolvimento do extremo oeste paulista.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação.18 de junho de 2026


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Nova Alta Paulista
Representação Gráfica

Sobre a Indicação Geográfica

Nova Alta Paulista, localizada no extremo oeste de São Paulo (SP), foi a última região do estado a ser colonizada pelo homem branco, movimento impulsionado pelos interesses econômicos ligados à cultura do café. Foi a partir de meados do século XVIII que o café começou a desempenhar um papel fundamental na conquista da liderança política e econômica de SP no cenário brasileiro.

A expansão dos cafezais pelo estado iniciou-se no Vale do Paraíba e avançou em direção às regiões mais interiores, trazendo consigo duas consequências principais: a imigração e a implantação do sistema de transporte, com a construção de ferrovias e rodovias. Foi sobre o tripé formado pelo café, pela construção de ferrovias/rodovias e pela imigração que se assentou a colonização do estado de SP e, consequentemente, a da região de Nova Alta Paulista.

Durante o período de expansão da cafeicultura, a população de pés de café no país ultrapassou os quatro bilhões, com metade deles concentrada em SP. No entanto, essa produção enfrentou um declínio considerável até meados do século XX. A partir de 1950, devido à crescente demanda mundial, a cafeicultura brasileira retomou sua relevância, impulsionada especialmente pela expansão das fronteiras agrícolas em regiões como a Nova Alta Paulista e Alta Araraquarense em São Paulo, bem como no Norte Novo e Norte Novíssimo do Paraná. Essas áreas se destacaram por estarem dentro dos limites ecológicos ideais para o cultivo do café, contribuindo para o crescimento da produção nacional.

Desde o início de sua formação socioespacial, Nova Alta Paulista apresentou laços estreitos com a cultura cafeeira. O processo de produção e ocupação desse território teve como ponto de partida a análise do avanço das frentes de expansão representada por posseiros e proprietários, que avançaram em direção ao oeste praticando a agricultura de subsistência e, posteriormente, pelas Companhias Colonizadoras e compradores de terras vindos das áreas antigas de plantação de café. Com uma produção que chegou a aproximadamente 95 mil toneladas na década de 60, o café foi o principal responsável pelo desenvolvimento da região de Nova Alta Paulista, proporcionando o progresso econômico e populacional da região. Até meados da década de 90, prevalecia a produção de café arábica, sendo inseridos outras espécies a partir dessa década em questão.

Se, no início, essa atividade proporcionou um crescimento econômico para a região, o seu declínio também trouxe impactos visíveis, mas, dessa vez, do ponto de vista negativo. Enquanto em 1950 Nova Alta Paulista chegou a ser considerada uma das regiões mais prósperas do país, ela declinou para uma das áreas com indicadores socioeconômicos inferiores às médias estaduais, reflexo da desmobilização do parque cafeeiro regional, fruto de uma forte geada em 1975 que destruiu os cafezais, das crises político-econômicas mundiais, com reflexo sobre os preços do café, e da tendência urbano-industrial em efervescência na mesma época em que o extremo oeste se configurava.

Café da espécie Coffea Arabica em grãos verdes (café cru), em grãos torrados e em grãos torrados e moídos, sendo estritamente proibido o uso da IP em cafés de outra espécie. O café da IP Nova Alta Paulista deve atingir a pontuação mínima de 75 pontos nos padrões da SCA e Q-grader para que o produtor se habilite ao uso da IP.

A colheita deverá ter início quando a lavoura apresentar no máximo 10% de grãos verdes;

Deverá ser feita de forma mecanizada ou com o uso de “panos”, separando-se os grãos que já estão em contato com o solo, os quais serão colhidos na forma de “varrição”;

A seca poderá ser feita de forma natural em terreiros de alvenaria, ou através de secador mecânico, de forma que venha a evitar a fermentação dos grãos;

O beneficiamento poderá ser feito na propriedade ou fora dela, utilizando-se de máquinas específicas, ambulantes ou estacionárias.

Atualmente, diversos municípios que compõem a região são conhecidos pela produção de café, sendo a base da economia de muitos deles. Em relação ao termo “Nova Alta Paulista”, ele começou a ser utilizado a partir de 1969 com a estadualização da ferrovia e se consolidou definitivamente no vocabulário das pessoas a partir de meados da década de 1970. Curiosamente, o primeiro registro do uso da denominação “Nova Alta Paulista” remonta ao Censo de 1970, realizado pelo IBGE, que adotou essa subdivisão da Alta Paulista por um critério prático, devido ao grande número de municípios na região, além de ser a última área efetivamente ocupada a partir da Alta Paulista.

AAssociação dos Produtores Rurais de Pacaembu e Região – APRUP
Endereço: R. Dep. Plínio Cavalcante, 1960 – Jardim Marajá | Cidade: Pacaembu/SP | CEP: 17860-000
Telefone: +55 (18) 3862-3300 | E-mail: aprpacaembu@yahoo.com.br

Dados Técnicos

Número: BR402023000022-0
Indicação Geográfica: Nova Alta Paulista
UF: São Paulo
Requerente: Associação dos Produtores Rurais de Pacaembu e Região – APRUP
Produto: Café arábica
Data do Registro: 07/10/2025
Delimitação: Os 23 (vinte e três) municípios que compõem a Indicação de Procedência Café Arábica da Nova Alta Paulista são: Adamantina, Arco-Íris, Dracena, Flórida Paulista, Herculândia, Iacri, Inúbia Paulista, Irapuru, Junqueirópolis, Lucélia, Mariápolis, Monte Castelo, Nova Guataporanga, Osvaldo Cruz, Ouro Verde, Pacaembu, Parapuã, Rinópolis, Sagres, Salmourão, São João do Pau d’Alho, Tupã e Tupi Paulista, todos localizados no estado de São Paulo.

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