Cadastro Único

Matriz Cluster-Personas
Base para políticas públicas mais precisas, com perfis interpretáveis dos microempreendedores individuais inscritos no CadÚnico.

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Mais informações: Mariana Pereira


Mais informações: Kennyston Lago

Mais informações: Marco Bede

Mais informações: Kennyston Lago

Mais informações: Potenza Mayara

Mais informações: Marco Bede

Mais informações: Shayane Cordeiro

Mais informações: Shayane Cordeiro
Nos últimos anos, os Pequenos Negócios vêm expandindo sua atuação no mercado internacional, consolidando participação relevante tanto nas exportações quanto nas importações.
Participação dos pequenos negócios no volume total de comércio exterior brasileiro.
Transformação concentra participação; Agricultura e Extrativa avançam nos últimos anos.
Metade dos valores exportados por pequenos negócios tem destino nas Américas.
Mais de 80% dos valores importados por pequenos negócios vêm da Ásia e da Europa.



Pesquisa que visa conhecer os hábitos dos empresários em relação ao uso de produtos financeiros como pessoa física.



Periódico mensal sobre a participação dos Pequenos Negócios na geração de emprego, com dados por setores econômicos e por Estados. O CAGED é mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Estudo especial que examina o papel das micro e pequenas empresas na geração e manutenção de empregos formais no Brasil. Com base em dados do mercado de trabalho, o trabalho mostra a participação dos pequenos negócios na criação de vagas, na dinâmica de admissões e desligamentos e na distribuição da remuneração — evidências para políticas públicas e para a atuação do Sebrae.


Pesquisa mensal
Avalia o nível de atividade e as expectativas dos microempreendedores individuais.
Pesquisa mensal
Temas especiais da sondagem: crédito, digitalização, sustentabilidade, expectativas e políticas públicas.

Qual é o perfil do microempresário brasileiro? Infográficos, gráficos interativos e relatórios completos de todas as edições da pesquisa “Perfil das MPEs”.

Qual é o perfil do pequeno empresário brasileiro? Gráficos, infográficos e estudos completos sobre as características do dono de pequena empresa.

Pesquisa periódica do Sebrae e do IBGE sobre a conjuntura dos pequenos negócios: faturamento, dívidas, desafios e expectativas, com monitores, relatórios e infográficos por edição.


Para avaliar os impactos do Simples Nacional, foram entrevistadas 6.023 empresas de micro (ME) e pequeno (EPP) porte, em todas as regiões do País.
A amostra contempla optantes e não optantes pelo regime tributário, com representantes dos setores da indústria e construção, comércio e serviços. Eles foram questionados por telefone, partindo do Cadastro Sebrae de Empresas (CSE), no período de setembro a novembro de 2014.




Acompanha mensalmente as expectativas e a percepção do ambiente econômico entre micro e pequenas empresas.
Análises temáticas aprofundadas sobre assuntos específicos da sondagem econômica de MPE e MEI.
Diagnóstico nacional sobre estrutura, operação e maturidade dos pequenos negócios no e-commerce.
Investiga em profundidade a experiência dos clientes com os serviços do Sebrae.
Mede satisfação e percepções dos clientes sobre os serviços oferecidos pelo Sebrae.
Mapeia oportunidades e desafios enfrentados por franqueados e franqueadores no país.
Conhece os desafios dos contadores no fornecimento de serviços de consultoria para os pequenos negócios.
Estudo qualitativo sobre o setor de sorvetes e o perfil dos pequenos negócios do segmento.
Pesquisa mensal
Avalia o nível de atividade e as expectativas das micro e pequenas empresas. Parceria Sebrae (UGE) e FGV.
Pesquisa
Pesquisa sobre maturidade dos pequenos negócios no e-commerce.
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Pesquisa temática
Análises temáticas aprofundadas sobre assuntos específicos da sondagem econômica de MPE e MEI.

Qual é o perfil da mulher empreendedora no Brasil? Infográficos, gráficos interativos e relatórios completos de todas as edições.

Qual é o perfil do empreendedor negro no Brasil? Gráficos, infográficos e estudos completos sobre o tema.







Identifica os principais fatores que levam os empreendedores informais a não se formalizarem.
Identifica o perfil desejado dos empreendedores no país nos próximos 10 anos.
Acesso a crédito e financiamento pelos empreendedores brasileiros: perfil, barreiras e necessidades.



A produção de linguiça em Blumenau é entendida como um fato histórico, intrinsicamente ligado aos costumes locais, decorrentes do processo de imigração alemã e com base na delimitação histórica da região.
Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação.

O nome geográfico Blumenau passou a identificar o produto cuja origem e características estavam diretamente relacionadas ao processo de colonização na região, fruto da adaptação de um saber trazido pelos imigrantes, às condições da região, “tornando-se autêntico, emblemático e típico da região (…) atualmente definida como Alto, Médio e Vale do Itajaí”, mas à época, como Blumenau.
A produção desta linguiça fresca e defumada abrange o território original do município de Blumenau em 1894, que foi desmembramento em diversas municipalidades ao longo do tempo.
Originalmente visava o autoconsumo, preservando a carne suína produzida pelos colonos. A linguiça, então, se estabelece como um produto típico da região e gradativamente passou a ser comercializada, alcançando, inclusive, outros estados.
A delimitação da indicação de procedência Blumenau pretendida não se refere simplesmente a municipalidade atual de Blumenau, mas sim à extensão original do município no final do século XIX.
A extensão da área delimitada decorre do processo de colonização europeia na região a partir do século XIX e início do século XX, sendo o antigo território do município de Blumenau o centro deste processo de ocupação do espaço, especialmente em razão dos imigrantes de origem alemã.
Hoje em dia, portanto, restou clara a coerência histórica, econômica e geográfica para que a indicação geográfica compreenda os 16 municípios catarinenses.
A linguiça oriunda de Blumenau faz parte de uma tradição regional e que mantém uma uniformidade em sua produção na área delimitada, com base no saber fazer tradicional dos produtores, mas que se modernizou ao longo dos anos, observando as normas sanitárias vigentes.
A linguiça de Blumenau é o produto cárneo industrializado, obtido exclusivamente de carne suína resfriada ou congelada de suíno sem osso (paleta, pernil, lombo e sobre paleta), adicionado de toucinho suíno resfriado ou congelado sem pele, que passa pelo processo de moagem, adição de ingredientes, e de aditivos, desde que permitidos para o produto “linguiça”.
Classificada como produto curado, submetido à defumação exclusivamente natural, com sabor de alho, cuja forma consagrada é de ferradura.
Essa notoriedade na região resultou na concentração de mais de 40 indústrias e empresas, produtores voltados a essa cadeia produtiva, de frigoríficos de carne suína, processamento de embutidos e defumados, gastronomia e festividades em que a Linguiça Blumenau é a protagonista.
O produto é genuinamente típico dos costumes alimentares da região, a ponto das indústrias estimarem que mais de 80% do que se produz é consumido na própria região.
A linguiça também é fruto das “representações étnicas, típicas, tradicionais e culturais, ligadas ao consumo e ou a produção da linguiça Blumenau na região, portanto, marcados geograficamente pelas ‘festas étnicas da cultura alemã’, onde a gastronomia típica se manifesta com pratos e receitas com a linguiça Blumenau, ou seja por ativos turístico culturais como a ‘Rota da Linguiça’, realizada na região”.
ALBLU – Associação das Indústrias Produtoras de Linguiça Blumenau
Endereço: Rua Antônio Gesser, 201 – Conj A, Belchior Central | Cidade: Gaspar/SC | CEP: 89117-635
Telefone: +55 47 9911-3918 | E-mail: erpo@terra.com.br

Número: BR402022000017-0
Indicação Geográfica: Blumenau
UF: Santa Catarina
Requerente: ALBLU – Associação das Indústrias Produtoras de Linguiça Blumenau
Produto: Linguiça (de carne suína pura e defumada)
Data do Registro: 06/02/2024
Delimitação: Área geográfica continuada que compreende duas regiões (políticas na definição atual), com 1.680 km2 no Vale do Itajaí e 554 km2 no Alto Vale do Itajaí, que juntas abrangem 2.234 km2 e representam 2,2% do território do estado de Santa Catarina. Abrange totalmente a área geográfica-política de 16 municípios que a compõe, conforme definidos pelo IBGE 2017, sendo no Vale do Itajaí (SC): Gaspar, Blumenau, Pomerode, Timbó, Indaial, Rio dos Cedros, Doutor Pedrinho, Benedito Novo, Rodeio; e Alto Vale do Itajaí (SC): Presidente Getúlio, Ibirama, Rio do Sul, Lontras, Aurora, Agronômica, Laurentino.
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Em 2022, Mandirituba constava como a maior produtora de camomila da América Latina.
Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação.

A produção de camomila no município de Mandirituba já mostrava relevância em 1998, quando havia cerca de 50 produtores que eram responsáveis por tornar o município o maior produtor de camomila do país. Ao longo dos anos houve uma evolução significativa no que se refere às técnicas de produção utilizadas: etapas que antes eram realizadas de forma manual hoje são realizadas de forma totalmente mecanizada, desde a semeadura até a secagem. Não obstante as mudanças trazidas pela introdução das novas tecnologias, a tradição e o saber fazer dos agricultores têm sido perpetuados pelas novas gerações.
As condições de solo e clima, associadas aos conhecimentos específicos dos produtores sobre a cultura agrícola, alimentícia e medicinal da camomila, fizeram com que as áreas de cultivo aumentassem consideravelmente, mantendo o destaque da produção na região.
Camomila Matricaria recutita L. (Matricaria chamomilla, Chamomilla chamomilla, Chamomilla recutita), erva medicinal pertencente à família Asteraceae, popularmente conhecida como camomila alemã ou camomila.
Quanto à qualidade do produto, considera-se que uma camomila com bom teor de óleo essencial precisa superar a concentração de 0,4%: a camomila de Mandirituba possui em torno de 0,7%.
O cultivo da planta também impulsiona o turismo e a economia no município, especialmente no período de agosto e setembro, em que os visitantes de todas as partes do país podem tirar fotos da florada e caminhar ao redor dos campos de camomila. Essas atividades turísticas também contribuem para aumentar ainda mais a notoriedade do município no que diz respeito à produção de camomila, que utiliza mão-de-obra familiar em todas as fases do cultivo.
Essa notoriedade local e regional, inclusive, inspirou uma composição musical que tem a flor da camomila de Mandirituba em seu refrão e rendeu à Mandirituba o título de Capital Paranaense da Camomila, reconhecido por meio da Lei Estadual 21.126/2022.
Em 2022, Mandirituba constava como a maior produtora de camomila da América Latina, tendo, em 2021, colhido mais de 400 toneladas em 40 propriedades que cultivam a planta no município, sendo, no mesmo ano, considerada a Capital Paranaense da Camomila.
Associação dos Produtores de Camomila de Mandirituba – CAMANDI
Endereço: Estrada Principal do Chimboveiro, s/n | Cidade: Mandirituba/PR | CEP: 83800-000
E-mail: joseney2012@hotmail.com

Número: BR402022000016-2
Indicação Geográfica: Mandirituba
UF: Paraná
Requerente: ASSOCIACAO DOS PRODUTORES DE CAMOMILA DE MANDIRITUBA – CAMANDI
Produto: Camomila desidratada
Data do Registro: 23/01/2024
Delimitação: Município de Mandirituba, do estado do Paraná.
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Ao longo dos anos, o produto sofreu transformações e adaptações sem perder seu significado cultural, consolidando essa região como um conhecido e tradicional centro de produção de aguardente de cana a partir de uma variedade única e centenária de cana chamada Baianinha.
Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação.

Os registros de produção de cachaça em Morretes datam do século XVI. Mais tarde, no período do Brasil Império, Dom Pedro II permitiu a instalação de um engenho na região. Com a imigração italiana no século XIX, mais de 50 produtores passaram a tirar a essência da cana-de-açúcar, fazendo com que Morretes ganhasse notoriedade além de seus limites, sendo a cachaça ali produzida exportada a outras regiões desde essa época.
Por sua riqueza natural, a região da serra do mar contida em Morretes foi tombada pelo Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Paraná, em 1986. Já em 1991 foi a vez UNESCO reconhecer a parte da região como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, em função de seu patrimônio ecológico. Por isso, somente 30% da área total do município de Morretes podem ser ocupados e ter uso residencial ou empresarial.
É definido pelo território geopolítico do município de Morretes/PR, considerando as áreas permitidas pela legislação vigente, para áreas de cultivo da cana-de-açúcar e para as áreas de fabricação dos produtos da Cachaça e Aguardentes.
A cidade de Morretes está situada no litoral paranaense, a 70,40km (SETR, 2012) da capital do estado. Com área total de 687,541 hm² (ITCG, 2012) Morretes fica a cerca de 35 km do mar.
Todas as suas divisas são formadas por acidentes geográficos, ao norte e oeste pelos espigões das Serras dos órgãos, da Graciosa, do Marumbi e da Farinha Seca, no sudeste pelas serras da Igreja, das Canavieiras e da Prata. No sudeste, é o Rio Arraial, numa altitude de cerca de oitocentos metros, que forma o limite do município. Com Antonina e Paranaguá, são as lagoas.
Possui também uma das maiores elevações do Paraná, o Pico do Marumbi, que tem aproximadamente 1530 metros de altura.
A aguardente de cana e a cachaça produzidos em Morretes:
Aguardente de Cana: é a bebida com graduação alcoólica de 38% a 54% em volume, a 20ºC, obtida do destilado alcoólico simples da cana-de-açúcar ou pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar, podendo ser adicionada de açúcares de 6g/l, expressos em sacarose.
Cachaça: é a denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de 38% a 48% em volume a 20ºC, obtida pela destilação do mostro fermentado do caldo da cana-de-açúcar com características sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de açúcares até 6g/l, expressos em sacarose.
Ao longo dos anos, o produto sofreu transformações e adaptações sem perder seu significado cultural, consolidando essa região como um conhecido e tradicional centro de produção de aguardente de cana a partir de uma variedade única e centenária de cana chamada Baianinha. Essa notoriedade foi demonstrada a partir de livros, estudos acadêmicos e outras fontes como reportagens publicadas em sítios eletrônicos.
O município de Morretes vem participando e ganhando diferentes premiações nesse sentido. Entre tais prêmios, destaca-se o de melhor cachaça do Brasil na 2ª edição da Cúpula da Cachaça em 2016, o mais importante do ramo no país. Além disso, em âmbito internacional, três rótulos já foram premiados com medalhas no Concurso Mundial de Bruxelas.
Atualmente, esse município de 15 mil habitantes contribui com 30% da produção paranaense de aguardente de cana e cachaça. Além da fabricação, os produtores estabelecidos em Morretes abrem suas usinas e alambiques a visitas turísticas e à degustação, o que ajuda a impulsionar a economia local.
ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES DE CACHAÇA DE MORRETES – APOCAM
Endereço: Estrada do Anhaia, km 2,4 | Cidade: Morretes/PR | Cep: 83350-000
E-mail: fabricio@welge.com.br

Número: BR402020000005-1
Indicação Geográfica: Morretes
UF: Paraná
Requerente: ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES DE CACHAÇA DE MORRETES – APOCAM
Produto: Aguardente de cana e cachaça
Data do Registro: 05/12/2023
Delimitação: Município de Morretes no estado do Paraná
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Certificação conforme requisitos do Programa de Desenvolvimento e Qualificação de Fornecedores (PRODFOR)
A história da cacauicultura de Rondônia e o saber fazer arraigado dos produtores são responsáveis por atribuir as características únicas à atividade.
Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação.

A história da cacauicultura de Rondônia e o saber fazer arraigado dos produtores são responsáveis por atribuir as características únicas à atividade.
O registro histórico sobre a existência do cacau em Rondônia data de meados de 1790, mas o plantio comercial só ocorre a partir de 1970, pois é nesse momento que há uma junção de esforços para aumentar a produção de cacau no Brasil, fixar o homem no campo e implantar um cultivo conservacionista, com características semelhantes às da floresta. Com o objetivo de fomentar a atividade entre os agricultores beneficiados pelos programas do INCRA, inicialmente em 1971, foram plantados cacaueiros na região de Ouro Preto do Oeste, expandindo posteriormente a ação para os municípios de Ariquemes, Jaru, Cacoal e Ji-Paraná.
O resultado de todo esse fomento à atividade foi uma elevação da produção que passou de 2.422 toneladas em 1980 para 40.460 toneladas em 1985, de acordo com o IBGE. Em 2003, Rondônia ocupava a primeira posição na produção primária do cacau em amêndoas na Amazônia Ocidental, com a marca de 39.660 hectares plantados, produção anual de 17.855 toneladas.
O cacau de Rondônia é produzido no bioma amazônico, pela combinação de fatores naturais de altitude, relevo, solos, clima equatorial predominante de chuvas abundantes, temperatura média anual de 26°C e insolação de no mínimo cinco horas de luminosidade diárias, durante o ano todo.
O cacaueiro adapta-se muito bem aos solos da Amazônia, cujas deficiências nutricionais e níveis elevados de acides são facilmente corrigidos por métodos rotineiros de calagem e adubação. São plantas nativas da região amazônica, de origem seminal, clonal ou na combinação de ambas, produzidos predominantemente por agricultores familiares, em manejo agroflorestal e conservacionista. Por ser nativo, agrega atributos de preservação do meio ambiente, sendo compatível com todos os modelos de sistemas agroflorestais, utilizados na restauração de áreas de preservação permanentes, reservas Legais, com a função de preservar recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade do relevo, a biodiversidade, o fluxo gênico da fauna, flora e proteção do solo, com distribuição de renda, riqueza, e fixação do homem no campo.
A qualidade físico-química do cacau cultivado na região é considerada superior quando comparada, por exemplo, à África Ocidental, que é utilizada como padrão mundial de qualidade. O cacau de Rondônia possui sabor inconfundível e uma gordura de qualidade diferenciada para a produção de alimentos achocolatados de consistências e sabores diversos. Seu teor de manteiga gira em torno de 56 a 58%, tendo ácidos graxos livres com menos de 1% e teor de testa entre 11 a 12%.
As lavouras de cacau quando bem manejadas e conduzidas, proporcionam condições de produção de amêndoas de cacau de bons padrões de qualidade e com reconhecimentos físicos e sensoriais que vão além das qualidades intrínsecas de teor de manteiga e ponto de fusão em temperaturas mais altas, de consistências mais dura e satisfatória para o processamento de chocolates, atributos que proporcionaram reconhecimento e notoriedade.
A linha de corte na escala de qualidade definiu as seguintes condições de padrão mínimo de qualidade da IG: a) Os lotes de cacau deverão ter no mínimo 65% de amêndoas fermentadas, aroma natural livre de impurezas, materiais estranhos e cheiro de fumaça; b) O cacau deverá ser classificado como tipo I pela ISO 2451, com umidade das amêndoas entre 7% a 7,5%, menos de 3% de mofo interno, ardósia e danificadas por insetos, com menos de 0,75% de impurezas.
Os fatores peculiares relacionados ao solo, microclima, modo de produção e atributos organolépticos fazem do cacau em amêndoas de Rondônia um produto único, o que contribui para sua notoriedade e consumo entre os apreciadores de cacau.
A produção de cacau em SAFs – Sistemas Agroflorestais é um forte tributo da atividade na região, que além de produtiva e rentável, a técnica demonstra total sinergia com a agricultura familiar e com o bioma amazônico contribuindo para uma atividade eficiente e sustentável.
Um apelo mercadológico importante relacionado ao cacau de Rondônia é de caráter ecológico: a cacauicultura demanda a preservação da floresta nativa para que se mantenha o sombreamento necessário ao cultivo do produto. Ainda, o cacau de Rondônia faz-se extremamente importante para a preservação dos solos e do microclima amazônico.
CACAURON – ASSOCIAÇÃO DOS CACAUICULTORES E CHOCOLATEIROS DE RONDÔNIA
Endereço: Rua Goiânia, 809, Sala A, Bairro Nova Brasília |Cidade: Ji-Parana/RO | Cep: 76.908-462
E-mail: estevammf1@gmail.com

Número: BR402022000004-9
Indicação Geográfica: Rondônia
UF: Rondônia
Requerente: CACAURON – ASSOCIAÇÃO DOS CACAUICULTORES E CHOCOLATEIROS DE RONDÔNIA
Produto: Cacau em amêndoas – Theobroma cacao
Data do Registro: 14/11/2023
Delimitação: O contorno da limitação espacial desta IG é representada pela totalidade do estado de Rondônia, com seus 52 municípios, a seguir: Alta Floresta D’Oeste, Ariquemes, Cabixi, Cacoal, Cerejeiras, Colorado do Oeste, Corumbiara, Costa Marques, Espigão D’Oeste, Guajará-Mirim, Jaru, Ji-Paraná, Machadinho D’Oeste, Nova Brasilândia D’Oeste, Ouro Preto do Oeste, Pimenta Bueno, Porto Velho, Presidente Médici, Rio Crespo, Rolim de Moura, Santa Luzia D’Oeste, Vilhena, São Miguel do Guaporé, Nova Mamoré, Alvorada D’Oeste, Alto Alegre dos Parecis, Alto Paraíso, Buritis, Novo Horizonte do Oeste, Cacaulândia, Campo Novo de Rondônia, Candeias do Jamari, Castanheiras, Chupinguaia, Cujubim, Governador Jorge Teixeira, Itapuã do Oeste, Ministro Andreazza, Mirante da Serra, Monte Negro, Nova União, Parecis, Pimenteiras do Oeste, Primavera de Rondônia, São Felipe D’Oeste, São Francisco do Guaporé, Seringueiras, Teixeirópolis, Theobroma, Urupá, Vale do Anari e Vale do Paraíso.
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O açaí cultivado e extraído do município de Feijó, no Estado do Acre, é um fruto muito utilizado na produção de alimentos e bebidas, sendo atualmente o principal atrativo do município acreano.
Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação.08 de maio de 2024

A expressão “açaí de Feijó”, muito usada pelos acreanos, funciona como uma espécie de garantia de qualidade e sabor. Em Feijó, o açaí transpassa as fronteiras da ingestão como alimento e percorre todo o caminho de conectar as pessoas com uma identidade forte e geograficamente muito bem delimitada.
É possível encontrar a cor roxa do fruto na pintura de muitas casas, fachadas de instituições de ensino, espaços recreativos e até na pintura dos veículos de táxi local. Feijó é sede de grandes festas, como o Festival do Açaí de Feijó que, iniciado em 1999, já teve mais de 24 edições acontecendo sempre em agosto. Os eventos costumam ser coloridos pelas cores características da produção. Foi demonstrado ainda que a expressão “Feijó, terra do açaí” está presente em diversas imagens e até nas placas de boas-vindas à cidade.
A produção local acontece durante o ano todo, em regiões distintas do município de área de 24.202 km², o segundo maior do estado do Acre.
O açaí de Feijó, Euterpe precatória, é um produto nativo das várzeas da região amazônica cujos açaizais possuem a genética intrínseca da região. São cultivados de acordo com as técnicas tradicionais dessa mesma região, em conjunto com as boas práticas agrícolas e ações mitigadoras de impactos ambientais, visando a sustentabilidade, sem agredir o meio ambiente. O açaí somente poderá ser colhido maduro, e embora outras formas mais atuais de extração também sejam praticadas, tradicional e historicamente, o coletor usa o próprio corpo para escalar o açaizeiro e retirar os cachos do fruto. Para isso ele utiliza a peçonha, um utensílio rudimentar amazônico similar a um cinto, utilizado na escalada de árvores, comumente fabricado a partir de fibras naturais. Os frutos devem ser beneficiados no máximo 24 horas após a coleta. Desta forma o produto, transformado em polpa, possui um sabor típico ímpar, doce por natureza, de espessura mais grossa e coloração arroxeada bastante concentrada.
O açaí cultivado e extraído do município de Feijó, no Estado do Acre, é um fruto muito utilizado na produção de alimentos e bebidas, sendo atualmente o principal atrativo do município acreano.
Os açaizeiros de Feijó – AC são nativos, o chamado açaí solteiro, distribuídos por todo o território de forma impressionante e exuberante, levando aos habitantes a sensação de pertencimento, haja vista que a coloração roxa do fruto é bastante presente nas casas e estabelecimentos comerciais.
Todos os anos, turistas são atraídos para o já tradicional “Festa do Açaí”, evento que reforça o prestígio desse produto no município de Feijó. O evento aquece a economia, valoriza os produtos e amplifica a notoriedade do açaí naquele território, contando com 22 edições, sendo 21 presenciais e 1 virtual em virtude da pandemia da COVID-19.
Cooperativa de Produtores, Coletores e Batedores de Açaí de Feijó – AÇAÍCOOP FEIJÓ
Endereço: ERua 07 de Setembro, 282 CIDADE NOVA| Cidade: Feijó – AC| CEP: 69960-000
Telefone:(68) 99201-3145| E-mail: cooperacaifeijo@gmail.com

Número: BR402022000006-5
Indicação Geográfica: Feijó
UF: Acre
Requerente: Cooperativa de Produtores, Coletores e Batedores de Açaí de Feijó – AÇAÍCOOP FEIJÓ
Produto: Açaí
Data do Registro: 12/09/2023
Delimitação: Município de Feijó, no Estado do Acre.
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