Comércio eletrônico

Conheça o perfil das lojas virtuais no Brasil, seu desempenho e o impacto da Black Friday no faturamento dessas empresas.

Assunto disponibilizado pela Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae Nacional


Índice

Perfil das empresas de e-commerce

Qual é a participação dos pequenos negócios no e-commerce brasileiro?
Como estão distribuídas as sedes dos e-commerces no Brasil?
Quais são os principais segmentos de atuação do e-commerce no Brasil?
Quantos funcionários participam da operação das lojas?

Gestão

Quais são as principais dificuldades da gestão do e-commerce?
Quais motivos levam ao fechamento do e-commerce?
Quais são as formas de pagamento mais aceitas pelo e-commerce?
Como está o desempenho financeiro das lojas virtuais?

Tecnologias usadas

Que tipo de plataforma de e-commerce é mais utilizado?
Qual o marketplace mais utilizado?
Como os consumidores encontram as lojas virtuais?

Desempenho das lojas virtuais

Qual é a média dos pedidos mensais?
Qual é a taxa de conversão média em vendas?
Qual é a taxa de abandono de carrinho?

Consumidores de e-commerce

Quais são os principais destinos das vendas de e-commerce?

Black Friday

Qual é a taxa de participação das empresas na Black Friday?
Quais são os principais motivos da adesão à Black Friday?
Qual é o impacto da Black Friday nas visitas à loja?
Qual é o impacto da Black Friday nas vendas?
Quais são as estratégias de marketing mais utilizadas para divulgar a Black Friday?
Que dificuldades as lojas enfrentaram durante a Black Friday?

Relatórios completos
Referências

 


Qual é a participação dos pequenos negócios no e-commerce brasileiro?

Considerando MEI, micro e pequenas empresas, os pequenos negócios representam 75% de todas as lojas virtuais do Brasil. Entre as empresas de e-commerce puro (sem loja física), os pequenos negócios representam 90% desse mercado. [1]

3ª Pesquisa Nacional de Varejo Online. Sebrae, 2016.

Como estão distribuídas as sedes dos e-commerces no Brasil?

A maior parte das sedes está concentrada na região Sudeste (58%). As regiões Sul e Nordeste representam, respectivamente, a segunda e a terceira maior colocação (18% e 12%). [1]

3ª Pesquisa Nacional de Varejo Online. Sebrae, 2016.

Quais são os principais segmentos de atuação do e-commerce no Brasil?

A moda é o segmento mais representativo entre as lojas virtuais (30%), seguido de casa e decoração (13%), informática (12%) e beleza (10%). [1]

3ª Pesquisa Nacional de Varejo Online. Sebrae, 2016.

Quantos funcionários participam da operação das lojas?

65% das operações de e-commerce no Brasil operam com até 4 funcionários, sendo que um quarto do total funciona com apenas uma pessoa. [1]

3ª Pesquisa Nacional de Varejo Online. Sebrae, 2016.

Quais são as principais dificuldades da gestão do e-commerce?

Na pesquisa de 2016, a tributação foi apontada como principal dificuldade encontrada na gestão do comércio virtual, seguida da logística e do marketing.[1] Esse apresenta uma mudança em relação ao observado em 2015, quando logística, marketing e tributação ocupavam, respectivamente, o primeiro, segundo e terceiro lugar.[2]

Dificuldades - E-commerce

3ª Pesquisa Nacional de Varejo Online. Sebrae, 2016.

Quais motivos levam ao fechamento do e-commerce?

Entre os negócios que possuem loja física, mas não praticam mais o e-commerce, o baixo faturamento (29%), a falta de planejamento ou conhecimento (27%) e a falta de tempo (16%) foram os três principais fatores apontados para o fechamento da loja virtual.[1]

3ª Pesquisa Nacional de Varejo Online. Sebrae, 2016.

Quais são as formas de pagamento mais aceitas pelo e-commerce?

O cartão de crédito é aceito por quase 9 em cada 10 empresas (89%), sendo a forma de pagamento mais amplamente aceita. Cerca de três quartos aceitam o pagamento via boleto bancário (75%) e 42% fazem vendas por transferência eletrônica.[1]

3ª Pesquisa Nacional de Varejo Online. Sebrae, 2016.

Como está o desempenho financeiro das lojas virtuais?

Em 2016, mais da metade dos negócios operava com lucro (51%), 28% sem prejuízo ou lucro e 21% com prejuízo.[1]

3ª Pesquisa Nacional de Varejo Online. Sebrae, 2016.

Que tipo de plataforma de e-commerce é mais utilizado?

Entre as operações de e-commerce no Brasil, 45% usam uma plataforma alugada, 36% operam em redes sociais e 32% possuem uma plataforma própria para a operação da loja virtual.[1]

3ª Pesquisa Nacional de Varejo Online. Sebrae, 2016.

Qual o marketplace mais utilizado?

O Mercado Livre é líder entre os marketplaces virtuais, utilizado por 77% dos negócios. Nas demais posições estão o Extra (38%), o PontoFrio (36%), o Submarino (34%), o Walmart (28%) e a OLX (10%).[1]

3ª Pesquisa Nacional de Varejo Online. Sebrae, 2016.

Como os consumidores encontram as lojas virtuais?

72% das pessoas que concretizam compras em lojas virtuais chegam até elas por meio das redes sociais. Além delas, a busca orgânica (68%), o e-mail marketing (52%) e os links patrocinados (44%) são os outros principais canais de concretização de vendas online.[1]

3ª Pesquisa Nacional de Varejo Online. Sebrae, 2016.

Qual é a média dos pedidos mensais?

Em 2016, a média de pedidos mensais informada pelas lojas virtuais foi de 50 pedidos por mês.[1] Nota-se que essa média decresceu em relação aos dois anos anteriores.[2]

3ª Pesquisa Nacional de Varejo Online. Sebrae, 2016.

Qual é a taxa de conversão média em vendas?

Em média, 1,5% das pessoas que acessam uma loja virtual realizam uma compra.[1]

3ª Pesquisa Nacional de Varejo Online. Sebrae, 2016.

Qual é a taxa de abandono de carrinho?

A taxa de abandono de carrinho (a ação de selecionar os produtos, mas não finalizar o pedido) era de 34% em 2016[1]. Essa proporção diminui em relação aos números de 2014 (58%) e 2015 (38%)[2].

3ª Pesquisa Nacional de Varejo Online. Sebrae, 2016.

Quais são os principais destinos das vendas de e-commerce?

Quando perguntados sobre os 5 maiores destinos das vendas, 80% citaram o estado de São Paulo. Os outros dois maiores destinos dos produtos são o Rio de Janeiro (63%) e Minas Gerais (53%).[1]

3ª Pesquisa Nacional de Varejo Online. Sebrae, 2016.

Qual é a taxa de participação das empresas na Black Friday?

O porte da empresa tem grande impacto na taxa de participação. Entre os pequenos negócios participantes em 2015, 56% já haviam participado da Black Friday, enquanto 83% das médias ou grandes empresas de comércio participaram de alguma edição anterior do evento. As lojas oferecem, em média, 30% de desconto em seus produtos.[3]

Os Pequenos Negócios e o Black Friday Legal. Sebrae e Camara-e.net, 2015.

Quais são os principais motivos da adesão à Black Friday?

Aproveitar a data comemorativa para vender mais é a principal razão de 82% das empresas participantes. Outros objetivos incluem atrair novos consumidores (79%) e posicionar a própria marca no mercado (53%).[3]

Os Pequenos Negócios e o Black Friday Legal. Sebrae e Camara-e.net, 2015.

Qual é o impacto da Black Friday nas visitas à loja?

A Black Friday triplicou o número de visitas às lojas virtuais em relação à média anual em 2015. De 1000 visitas, essa média subiu para 3000 no dia 27/11.[3]

Os Pequenos Negócios e o Black Friday Legal. Sebrae e Camara-e.net, 2015.

Qual é o impacto da Black Friday nas vendas?

Quase 4 em cada 5 empreendedores (79%) relataram aumento em suas vendas durante a Black Friday em 2015 em relação ao resto do ano. Entre os que já haviam participado do evento, 72% afirmaram que houve aumento nas vendas em relação às edições anteriores.[3]

Os Pequenos Negócios e o Black Friday Legal. Sebrae e Camara-e.net, 2015.

Quais são as estratégias de marketing mais utilizadas para divulgar a Black Friday?

O E-mail Marketing, a mudança no visual da loja virtual e anúncios personalizados sobre os descontos na data foram as formas mais utilizadas de divulgar o evento (83%, 76% e 73%, respectivamente).[3]

Os Pequenos Negócios e o Black Friday Legal. Sebrae e Camara-e.net, 2015.

Que dificuldades as lojas enfrentaram durante a Black Friday?

39% dos empreendedores relataram dificuldade no envio dos produtos ao cliente durante a data. Outras respostas incluem a instabilidade na loja virtual devido ao número de acessos (18%), a negociação com o fornecedor para obter descontos (18%) e o gerenciamento do estoque (16%).[3]

Os Pequenos Negócios e o Black Friday Legal. Sebrae e Camara-e.net, 2015.

Relatórios completos

3ª Pesquisa Nacional de Varejo Online. Sebrae, 2016.

2ª Pesquisa Nacional de Varejo Online. Sebrae, 2015.

Os Pequenos Negócios e o Black Friday Legal. Sebrae e Camara-e.net, 2015.

Referências

[1] 3ª Pesquisa Nacional de Varejo Online. Sebrae, 2016.
[2] 2ª Pesquisa Nacional de Varejo Online. Sebrae, 2015.
[3] Os Pequenos Negócios e o Black Friday Legal. Sebrae e Camara-e.net, 2015.