Receita do Setor de Serviços

A Pesquisa Mensal de Serviços permite acompanhar a conjuntura do Setor de Serviços e é realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Seus dois principais indicadores são a receita nominal de serviços e o volume de serviços (receita real, considerando a inflação).

O público alvo da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) [1] são empresas de serviços não financeiros, exceto de saúde ou educação, com 20 ou mais pessoas ocupadas. Ela possui abrangência nacional e há indicadores para todas as Unidades Federativas. Os resultados são divididos conforme grupos de atividade [2] em consonância com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) 2.0.

Assunto disponibilizado pela Unidade de Atendimento Setorial – Comércio e Serviços


Índice

Receita no Setor de Serviços
Contexto Regional
Atividades turísticas
Comparação Anual
Comparativo com outros setores
Referências


 

Receita no Setor de Serviços

De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), o volume do Setor de Serviços apresentou recuo de 3,8% entre abril e maio. Ela foi divulgada no dia 13/07 pelo IBGE. Consequentemente, o nível de receita real do setor ficou em 85,6 ao tomar 2014 como ano base (100). Caso a comparação seja feita entre maio de 2018 e maio de 2017, ocorreu uma baixa de 3,8%. A taxa acumulada em 12 meses passa de -1,4% em abril para -1,6% em maio de 2018. Essa queda vem sendo motivada pela greve dos caminhoneiros que ocorreu final de maio. O resultado dessa greve vem afetando, principalmente, o mês de junho, como foi mostrado com o IPCA e a PMC.

Contexto Regional

No contexto regional, apenas 3 unidades da federação apresentaram crescimento na comparação com o mês imediatamente anterior. As três UFs com maiores variações positivas foram: Acre (4,6%), Distrito Federal (1,4%) e Piauí (1%). Por outro lado, as maiores quedas foram observadas em: Tocantins (-20,2%), Espírito Santo (-11,3%) e Mato Grosso (-9,3%).

Atividades turísticas

As atividades turísticas tiveram um recuo de 2,4% em comparação com o mês imediatamente anterior.      Das 12 Unidades Federativas acompanhadas, 3 tiveram movimento de alta. Os estados com maiores altas foram: Goiás (2%), Pernambuco (1,5%) e Ceará (0,9%). Já as UFs com maiores quedas foram: Distrito Federal (-5%), Bahia (-4,9%) e Rio Grande do Sul (-4,1%).

Comparação Anual

Na comparação entre maio de 2018 e maio de 2017, todas as cinco atividades de divulgação investigadas tiveram variação negativa. As principais baixas foram Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio e Outros Serviços com contribuições negativas de 9,5 p.p e 2,7 p.p, respectivamente. Assim, o volume de serviços recuou 3,8%.

Comparativo com outros setores

A título de referência, o desempenho do setor da Indústria foi de -10,9% entre abril e maio e de –6,6% na comparação anual. A taxa acumulada em 12 meses está em 3,0% para o setor.

 

Referências

[1] Para acessar a página da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), clique aqui.

[2] Para baixar o pdf com a descrição dos grupos de atividades da PMS, clique aqui.

[3] Para acessar a página da Pesquisa Mensal de Comércio (PMS), clique aqui.

[4] Para acessar a página da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Brasil (PIM-PF), clique aqui.

[*] Incluem: Hotéis, motéis, pousadas, albergues de turismo e similares; Restaurantes, bares, churrascarias, cantinas e similares; Atividades artísticas, criativas e de espetáculos; atividades esportivas, de recreação e lazer (exceto clubes); lavanderias, tinturarias e toalheiros; cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza; atividades funerárias e serviços relacionados; outros serviços pessoais (clínicas de estética, serviços de alojamento, higiene e adestramento de animais domésticos, serviços de engraxates e carregadores de malas, etc.); atividades de apoio à educação e serviços de educação continuada (cursos de idiomas, de ensino de esportes, arte e cultura, cursos preparatórios para concursos, etc.).