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IG – Piauí

A cajuína é o suco puro de caju, clarificado, sem adição de açúcares e conservantes, acondicionado em garrafas e cozido em banho-maria. É uma bebida refrescante, fruto do conhecimento tradicional indígena que apresenta a vantagem de ser armazenada sem perder suas qualidades nutricionais e organolépticas.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação. 19 de Julho de 2018


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Caju.
 Separação do caju para produção de cajuína.
 Resultado da colheita de caju.
 Produção artesanal de cajuína.
 Produção de cajuína.
 Marca visual.

Sobre a Indicação Geográfica


Quando os portugueses chegaram ao Brasil, já encontraram o cajueiro amplamente disseminado no litoral nordestino. A palavra tupi acá-iu, aportuguesada, deu origem ao nome caju.

Os índios fermentavam o suco puro do caju, em condições naturais, por dois ou três dias, transformando-o em mocororó. Ao cozinhar o mocororó, obtinha-se o cauim, que, depois de frio, era consumido para celebrar as vitórias das grandes batalhas travadas pelo domínio dos cajueirais. Os colonizadores portugueses também aplicaram seus conhecimentos de enologia ao suco de caju, dele obtendo o licor, o vinagre e a aguardente.

Até meados da década de 1960, a cultura cajueira era tipicamente extrativista, na qual os cajueiros estavam dispersos ao longo do litoral. A partir daí, a agroindústria consolidou-se, graças ao mercado favorável aos produtos de caju e à existência de incentivos fiscais e subsídios oferecidos pelo governo.

Na década de 2000, a cajucultura piauiense passou por uma transformação, com o uso de tecnologias no manejo e emprego de técnicas recomendadas, resultando em melhoria na qualidade e na uniformidade do caju e, consequentemente, nos produtos processados, como a cajuína. Desde então, essa bebida artesanal e popularmente conhecida vem alcançando novos mercados.


O estado do Piauí, localizado no Nordeste, possui duas tipologias climáticas: tropical quente úmido (que domina a maior parte do território), e semiárido quente (na região Sudeste). Há quatro classes de vegetação: Caatinga, Cerrado, Mata de Cocais e Floresta. O relevo piauiense abrange planícies litorâneas e aluvionares, nas faixas das margens do Rio Parnaíba e de seus afluentes, que permeiam a parte central e norte.

O Piauí é o segundo maior produtor de caju do Brasil, ocupando uma posição de destaque. Os produtores piauienses utilizam um sistema de plantio sem irrigação, encontrado em todos os municípios do estado. A cajucultura é uma das atividades de maior importância econômica e social, gerando empregos e renda, principalmente durante a estação da seca, pois a maior parte do plantio é realizada por pequenos e médios produtores.


A cajuína é definida como suco de caju clarificado, sendo feita com três tipos diferentes de matéria-prima:caju nativo, caju anão CCP076 e caju misto (nativo + anão). Bebida não fermentada e não diluída, sem adição de açúcares, aditivos e conservantes, obtida da parte comestível do pedúnculo por meio de processo tecnológico adequado. Diferencia-se do suco de caju simples e do concentrado, por conta das etapas de clarificação (eliminação do tanino e resíduo) e do tratamento térmico (cozimento).

Apresenta as seguintes características físicas sensoriais: cor amarela média (resultante da caramelização dos açúcares naturais do suco), líquido brilhante e homogêneo, odor e gosto próprio de cajuína, textura leve, sabor frutado de caju mediano com acidez e adstringência leve, doçura média, suave e não acentuada, sensação oral frio forte. Para a percepção desses atributos, a cajuína deve ser ingerida na temperatura de 7°C a 10°C, no período de até um ano após a sua produção.


De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse segmento agrícola movimenta cerca de 37 mil empregos diretos no campo e um volume de quase R$ 70 milhões. No entanto, a produção de cajuína está em processo de expansão. Iniciou-se como uma atividade familiar para atender ao consumo próprio, passando por um processo de profissionalização com o tempo.

O reconhecimento da cajuína como Indicação de Procedência (IP) Piauí contribui para a padronização do seu processo de fabricação, qualidade, competitividade e para a conquista de novos mercados, nacionais e internacionais.


União das Associações e Cooperativas e Produtores de Cajuína do Estado do Piauí – PROCAJUÍNA
Endereço: Rua Prof. Odilo Ramos, 1.582 | Cidade: Teresina/PI | CEP: 64.056-480
Telefone: +55 (86) 9 9501-0210 | Site: www.procajuina.simplesite.com | E-mail: procajuina@yahoo.com.br


Dados Técnicos

Número: BR402012000004-7
Indicação Geográfica: Piauí
UF: Piauí
Requerente: União das Associações e Cooperativas e Produtores de Cajuína do Estado do Piauí (Procajuína)
Produto: Cajuína
Data do Registro: 26/08/2014
Delimitação: a área geográfica é definida pelo estado do Piauí, que se limita com o Oceano Atlântico e, seguindo no sentido horário, com os seguintes estados: Ceará, Pernambuco, Bahia, Tocantins e Maranhão.