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IG – Pelotas

Os doces de Pelotas surgem da estreita ligação cultural entre Portugal e o Brasil, onde os imigrantes europeus trouxeram receitas de doces finos de confeitaria e de frutas, que aqui se “aculturaram”. Os doces de Pelotas passaram a ser parte da economia e tradição local, e que hoje fazem parte da identidade da cidade e das heranças de sua população.

Este assunto é de responsabilidade da Unidade de Inovação. 18 de Julho de 2018


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Trouxas de Amendoa.
 Quindim.
 Pastel de Santa Clara.
 Doce de Pelotas.
 Flores da Região Pelotas.
 Marca visual.

Sobre a Indicação Geográfica


A cidade de Pelotas teve sua economia baseada no charque, sendo grande fornecedora deste produto para todo o País e também o exportando para a Europa. Esta intensa interação com os europeus fez com que muitos hábitos daquele continente fossem introduzidos na população local, como por exemplo, por volta de 1860, iniciou a produção dos tradicionais doces de confeitaria, originários de Portugal. Já a produção dos doces de frutas é uma tradição e conhecimento trazidos pelos imigrantes alemães, que foram fixados na zona rural de Pelotas. Os doces finos de confeitaria e os doces de frutas de Pelotas fazem parte da tradição local, sendo reconhecidos nacionalmente com uma especialidade gastronômica.


Localizado na região sul do Rio Grande do Sul, Pelotas é um município muito antigo, com um acervo arquitetônico belíssimo, onde casarões e sobrados de estilo português remontam a rica época do ciclo do charque, onde os doces tradicionais de confeitaria eram servidos nos banquetes oferecidos pelos barões do charque. Com clima subtropical úmido ou temperado, a cidade possui uma hidrografia bem diversa e abundante, conferindo uma elevada umidade relativa do ar o ano todo. Sua temperatura média é de 17.5°C, sendo que em seu período mais quente (janeiro) essa média sobe para 23°C. Esse clima possibilitou a maior produção de pêssegos para a indústria de conservas do País.


Nenhum doce tradicional de confeitaria de Pelotas utiliza leite condensado. A base das receitas destes produtos, vindas de Portugal, foi mantida, com base de ovos e açúcar. As transformações ocorridas no decorrer do tempo agregaram ainda mais qualidade e valor aos produtos. Seus doces não são requintados e o método de preparo e os cuidados herdados desde a produção na Europa fazem com que esses produtos sejam considerados joias a serem apreciadas pelos mais apurados paladares. Na Indicação de Procedência de Pelotas está autorizada a produção dos seguintes doces: Bem casado, Quindim, Ninho, Camafeu, Olho-de-sogra, Pastel de Santa Clara, Papo de Anjo, Fatias de Braga, Trouxas de Ovos, Queijadinha, Broinha de Coco, Beijinho de Coco, Amanteigado, doces cristalizados de frutas.


O combate ao uso indevido do nome Pelotas para a produção de doces foi um dos principais benefícios que a Indicação Geográfica gerou para as doceiras de Pelotas, pois este é, sem dúvida, um dos nomes de territórios vinculados a um produto mais usurpados no País. Também se busca a agregação de valor em um produto tradicional e artesanal, vinculado à gastronomia nacional. O fortalecimento do turismo na região foi alcançado, principalmente durante a Feira Nacional do Doce – Fenadoce, que acontece desde 1986, na qual são atraídos milhares de turistas dos mais variados lugares. Toda essa produção surge como uma forma de fortalecer pequenos produtores locais e valorizar a herança cultural dos antigos doces caseiros. O consumidor também ganha, com um produto cada vez mais qualificado e com garantia de origem.


Associação dos Produtores de Doces de Pelotas
Endereço: Rua Sete de Setembro, 274, sala 110, centro | Cidade: Pelotas / RS | CEP: 96.015-000
Telefone: +55 (53) 3028-1541 | Site: www.docesdepelotas.org.br | E-mail: atendimento@docesdepelotas.org.br


Dados Técnicos

Número: IG200901
Indicação Geográfica: Pelotas
UF: Rio Grande do Sul
Requerente: Associação dos Produtores de Doces de Pelotas
Produto: Doces finos tradicionais e de confeitaria
Data do Registro: 30/08/2011
Delimitação: Incluem os limites políticos dos municípios de Arroio do Padre, Capão do Leão, Morro Redondo, Pelotas, São Lourenço do Sul e Turuçu, no Rio Grande do Sul.