Emprego

A geração de emprego é uma medida importante para monitorar o crescimento econômico. Neste assunto serão apresentadas análises relacionadas a salário, emprego e formalização da economia.

Assunto disponibilizado pela Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae Nacional


Índice

Qual é o tamanho da força de trabalho no Brasil?
Qual é a quantidade de pessoas ocupadas?
Qual é a quantidade de pessoas desocupadas?
Como tem evoluído a geração de empregos formais?
Como tem evoluído o emprego com carteira assinada?
Como tem evoluído o emprego sem carteira assinada?
Quantos são os empreendedores com negócio?
Como tem evoluído a taxa de desemprego no Brasil?
Quais são os estados mais atingidos pelo desemprego?
Quais são as faixas de idade mais afetadas pelo desemprego?

Emprego nas MPE
Qual foi o saldo de empregos gerados pelas MPE em setembro de 2017?
Quais foram os saldos de empregos gerados pelas MPE nos últimos 13 meses?
Quais foram os saldos de empregos gerados pelas MPE, por setor econômico em setembro de 2017?
Quais foram os saldos de empregos gerados pelas MPE, por UF em agosto de 2017?

Referências


Qual é o tamanho da força de trabalho no Brasil?

No trimestre encerrado em setembro, 104,3 milhões de pessoas faziam parte da força de trabalho, ou seja, estavam ocupadas ou desocupadas. Esse contingente representa 62% das pessoas em idade de trabalhar (14 anos ou mais).[2]

Qual é a quantidade de pessoas ocupadas?

Após um longo período de queda da ocupação no mercado de trabalho, recentemente o número de pessoas ocupadas começou a se recuperar. No trimestre encerrado em setembro, o número de pessoas ocupadas atingiu 91,3 milhões, valor próximo ao patamar registrado no início de 2016.[2]

Qual é a quantidade de pessoas desocupadas?

No trimestre encerrado em setembro, o mercado de trabalho contabilizou 13,0 milhões de desempregados.[2] Embora esse contingente ainda seja muito elevado, quando analisamos o comportamento da série, notamos claramente uma reversão da trajetória da desocupação, iniciada no 1º trimestre do ano.

Como tem evoluído a geração de empregos formais?

Agosto foi o 6º mês seguido a registrar saldo positivo de empregos com carteira assinada no Brasil [1]. O saldo líquido de empregos (admissões menos desligamentos) foi de 34.392 vagas.

Como tem evoluído o emprego com carteira assinada?

Em decorrência da recessão econômica dos últimos dois anos, o número de trabalhadores empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada tem despencado nos últimos dois anos.[2]

Como tem evoluído o emprego sem carteira assinada?

O número de trabalhadores empregados no setor privado sem carteira assinada, que vinha caindo nos últimos anos, elevou-se significativamente em 2016. Com o aprofundamento da crise econômica e, consequentemente a piora da situação no mercado de trabalho, parte dos trabalhadores sem carteira foram empurrados para o desemprego.[2]

Quantos são os empreendedores com negócio?

Ainda como reflexo da recessão, o volume de empreendedores com negócio (empregadores ou conta própria) continua aumentando, enquanto que o emprego com carteira assinada ainda não demonstra recuperação. [2]

Como tem evoluído a taxa de desemprego no Brasil?

A desaceleração do desemprego observada nos últimos trimestres, reforça a tese de estabilização do mercado de trabalho. O recuo da taxa de desemprego foi de 12,6% no trimestre encerrado em agosto para 12,4% emsetembro. O contingente de desempregados no período equivale a 13,0 milhões de pessoas. [2].

Quais são os estados mais atingidos pela taxa de desemprego?

Os estados mais atingidos pelas altas taxas de desemprego no 2º trimestre do ano foram: Pernambuco (18,8%), Alagoas (17,8%) e Bahia (17,5%). No sentido oposto, registraram as menores taxas: Santa Catarina (7,5%), Rio Grande do Sul (8,4%) e Mato Grosso (8,6%).

Quais são as faixas de idade mais afetadas pelo desemprego?

No 2º trimestre de 2017, o mercado de trabalho ainda registrou desempenho fraco.
Entre a população que está entrando no mercado de trabalho, de 18 a 24 anos, a taxa de desemprego fechou o trimestre em 27,3%. Esse valor é mais que o dobro da taxa geral de desemprego para o período (13,0%).[2].

Quando selecionamos o grupo de jovens de 14 a 17 anos, o resultado é ainda pior. A taxa de desemprego para esse grupo etário ficou em 43,0%.

Com relação ao mesmo período do ano anterior, o crescimento do desemprego foi maior entre as pessoas de 40 a 59 anos (20,6%).

Qual foi o saldo de empregos gerados pelas MPE em setembro de 2017? 

Em setembro de 2017, pela sexta vez consecutiva, os pequenos negócios sustentaram a geração de empregos no país, registrando saldo de 51,2 mil novos postos de trabalho, enquanto as médias e grandes empresas fecharam 16,1 mil vagas. Computando-se o saldo de empregos gerados pela Administração Pública, constata-se que, em setembro de 2017, foram criados 34,4 mil empregos formais celetistas no país.

Quais foram os saldos de empregos gerados pelas MPE no último ano?

De janeiro a setembro de 2017, os pequenos negócios acumularam saldo positivo de 389 mil empregos gerados, revertendo o saldo negativo de 11,2 mil, observado no mesmo período de 2016. Já as médias e grandes empresas (MGE) extinguiram, nos primeiros nove meses de 2017, 198,4 mil postos de trabalho.

Quais foram os saldos de empregos gerados pelas MPE, por setor econômico em setembro de 2017?

Na visão por setor, pode-se constatar que os pequenos negócios do setor de Serviços foram os que mais empregaram, em setembro, gerando cerca de 25 mil novos postos de trabalho. Esse saldo foi puxado pelas empresas do ramo imobiliário (+10,1 mil empregos) e pelas que atuam no Serviços de alojamento e alimentação (+5,6 mil empregos). Sobressaíram-se também as MPE do Comércio, com geração de 15,2 mil postos e as da Indústria de transformação (+12,3 mil vagas). O único setor em que os pequenos negócios mais demitiram do que contrataram foi a Agropecuária (-8,1 mil empregos).

Quais foram os saldos de empregos gerados pelas MPE, por UF em setembro de 2017?

Em setembro de 2017, o estado de São Paulo liderou o ranking, pela terceira vez consecutiva, gerando 10 mil novos postos de trabalho. Os três estados da região Sul (SC, RS e PR) também sobressaíram-se na geração de emprego neste mês, assumindo a 2ª, a 3ª e a 4ª posições no ranking, respectivamente. O único estado a registrar saldo negativo de empregos em setembro/2017 foi o Amapá (-75 empregos).
Todas as regiões geográficas do país contribuíram para a geração de empregos no país, em setembro de 2017, destacando-se a região Sul com a criação de 14,8 mil novas vagas, seguida pela região Sudeste (13,8 mil postos). A região Norte, por sua vez, foi a que menos gerou empregos neste mês: 4,4 mil vagas.

Relatórios completos

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PnadC/IBGE.
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED/MTPS.

Referências

[1] Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED/MTPS.
[2] Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PnadC/IBGE.