Emprego

A geração de emprego é uma medida importante para monitorar o crescimento econômico. Neste assunto serão apresentadas análises relacionadas a salário, emprego e formalização da economia.

Assunto disponibilizado pela Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae Nacional


Índice

Como tem evoluído a geração de empregos no Brasil?
Como tem evoluído o emprego com carteira assinada?
Como tem evoluído o emprego sem carteira assinada?
Como tem evoluído a taxa de desemprego no Brasil?
Quais são os estados mais atingidos pelo desemprego?
Quem são os grupos etários mais afetados pelo desemprego?

Emprego nas MPE
Qual foi o saldo de empregos gerados pelas MPE em julho de 2017?
Quais foram os saldos de empregos gerados pelas MPE nos últimos 13 meses?
Quais foram os saldos de empregos gerados pelas MPE, por setor econômico em julho de 2017?
Quais foram os saldos de empregos gerados pelas MPE, por UF em julho de 2017?

Referências


Como tem evoluído a geração de empregos no Brasil?

Em agosto deste ano, os pequenos negócios voltaram a registrar saldo positivo na geração de empregos formais, ou seja, houve mais admissões do que desligamentos [1]. Foram 623 empregos gerados (saldo líquido). Já as Médias e Grandes Empresas (MGE) continuaram a computar saldo negativo (-34.126 mil empregos). Computando-se a Administração Pública, constata-se que, em agosto, houve fechamento (líquido) de 33.953 postos de trabalho no país.

Na análise estadual, São Paulo liderou o ranking de empregos gerados no país, seguido pelo estado de Goiás e Santa Catarina. As regiões Sul (+4.490 postos) e Centro-Oeste (+3.092 postos) foram as que apresentaram os maiores saldos positivos de empregos, seguidas pela região Norte (+1.462 postos) e Nordeste (+564 postos). A região Sudeste, por sua vez, foi a única a registrar saldo negativo, tendo computado extinção líquida de 8.985 empregos.

Do ponto de vista setorial, destacou-se o setor de Serviços, com os pequenos negócios gerando 10.802 novos postos de trabalho. Entre as atividades que compõem o setor destacaram-se as de Ensino (+5.891 postos), Comércio e administração de imóveis (+3.918 empregos) e Serviços médicos, odontológicos e veterinários (+3.492 postos).

Como tem evoluído o emprego com carteira assinada?

Com a intensificação da crise econômica, o número de trabalhadores empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada tem despencado nos últimos dois anos.[2]

Como tem evoluído o emprego sem carteira assinada?

O número de trabalhadores empregados no setor privado sem carteira assinada, que vinha caindo nos últimos anos, elevou-se significativamente em 2016. Com o aprofundamento da crise econômica e, consequentemente a piora da situação no mercado de trabalho, parte dos trabalhadores sem carteira foram empurrados para o desemprego.[2]

Como tem evoluído a taxa de desemprego no Brasil?

A taxa de desemprego atingiu 13,6% em abril de 2017. O montante de desempregados no período equivale a 14 milhões de pessoas. [2].

Quais são os estados mais atingidos pela taxa de desemprego?[2]

Os estados mais atingidos pelas altas taxas de desemprego no 1º trimestre do ano foram: Bahia (18,6%), Amapá (18,5%) e Amazonas (17,7%). No sentido oposto, registraram as menores taxas: Santa Catarina (7,9%), Rondônia (8,0%) e Rio Grande do Sul (9,1%).

Quem são os grupos etários mais afetados pelo desemprego?

No 1º trimestre de 2017, o mercado de trabalho continuou com desempenho fraco. A população desempregada no Brasil ultrapassou os 14,2 milhões e a taxa de desemprego atingiu o patamar inédito de 13,7% no 1º trimestre de 2017. [2].

Entre a população que está entrando no mercado de trabalho, de 18 a 24 anos, a taxa de desemprego fechou o trimestre em 28,8%. Esse valor é mais que o dobro da taxa geral de desemprego para o período (13,7%).

Quando selecionamos o grupo de jovens de 14 a 17 anos, o resultado é ainda pior. A taxa de desemprego para esse grupo etário ficou em 45,2%.

Tradicionalmente, o desemprego entre os mais jovens é mais elevado entre os vários segmentos da população economicamente ativa. Entretanto, o grupo de idosos (pessoas com 60 anos ou mais), que apresenta o menor nível de desemprego, apresentou taxa de crescimento superior a taxa geral de desemprego, quando comparado o 1º trimestre de 2017 e o mesmo período de 2016, passando de 3,3% para 4,6% (aumento de 40%).

 

Qual foi o saldo de empregos gerados pelas MPE em julho de 2017?

Em julho de 2017, pela quarta vez consecutiva, os pequenos negócios sustentaram geração de empregos no país, registrando um saldo de 43,7 mil novos postos de trabalho, enquanto as médias e grandes empresas fecharam 6,8 mil vagas. No total, mesmo computando-se o saldo negativo de empregos gerados da Administração Pública, houve criação de 35,9 mil empregos no país, graças aos pequenos negócios.

 

Quais foram os saldos de empregos gerados pelas MPE no último ano?

Nos sete primeiros meses de 2017, os pequenos negócios acumularam um saldo (ajustado) de 264, 3 mil empregos gerados, revertendo o saldo negativo de 33 mil, observado no mesmo período do ano passado. Já as médias e grandes empresas extinguiram, nesse mesmo período, praticamente, 169,2 mil postos de trabalho. Porém, ao que tudo indica, este nicho de empresas parece caminhar, a exemplo do ocorrido com os pequenos negócios, para uma reversão dos saldos negativos de empregos registrados nos últimos meses, considerando que o saldo negativo de 169,2 mil empregos registrado por elas, de janeiro a julho deste ano, é bem menor que o observado no mesmo período de 2016 (-583,5 mil empregos).

Quais foram os saldos de empregos gerados pelas MPE, por setor econômico em julho de 2017?

Na visão por setor, percebe-se que a geração de empregos, em julho/2017, foi puxada pelos pequenos negócios do setor de Serviços, com a criação líquida de 18 mil postos de trabalho, seguidos pelos pequenos negócios que atuam no Comércio, responsáveis por 10,3 mil novas vagas. No setor de Serviços, sobressaíram-se os pequenos negócios do ramo imobiliário (+12,4 mil empregos) e do ramo de Serviços de alojamento e alimentação (+3,2 mil postos).

As MPE que atuam na Construção Civil também vêm mostrando recuperação, com a criação de 7,6 mil postos de trabalho, em julho/2017, indo na contramão das médias e grandes empresas deste setor, que fecharam quase 7 mil vagas. Já na indústria de transformação, destacaram-se as micro e pequenas empresas que industrializam produtos alimentícios e bebidas (+4 mil empregos) e da Indústria Têxtil do vestuário (+1,6 mil postos).

Quais foram os saldos de empregos gerados pelas MPE, por UF em julho de 2017?

No mês de julho de 2017, lideraram o ranking as MPE do estado de São Paulo, com geração de 17,8 mil empregos. Todas as cinco regiões geográficas registraram saldos positivos de empregos em nesse mês, sobressaindo-se a Sudeste, com a criação de 19,4 mil novos postos de trabalho, puxada pelo estado de São Paulo. A segunda região que mais gerou postos de trabalho foi a Centro-Oeste (+12,4 mil postos), destacando-se o estado de Mato Grosso (+5,9 mil postos).

Relatórios completos

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PnadC/IBGE.
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED/MTPS.

Referências

[1] Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED/MTPS.
[2] Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PnadC/IBGE.